“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


domingo, 15 de outubro de 2017

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP)

Fazenda São Pedro, Santa Barbara d'Oeste (SP). a casa grande
(Foto tirada por Rodney no Flickr):



Os prédios antigos e rústicos exercem uma atração inexplicável sobre mim ;é coisa que não sei explicar muito bem. Talvez por não parecerem frios como os edifícios modernos. Talvez por esconderem histórias que eu, curiosa inveterada, anseio por conhecer. Talvez seja o mistério do desconhecido, talvez pela historia esquecida......
A fazenda São Pedro em Santa Barbara d'Oeste (SP) pertenceu ao Barão de Tatui (Francisco Xavier Paes de Barros) trisavô de Tiffany,  até 1877 (ainda não tive o titulo de barão) quando ele a vendeu ao senhor Joao Federico Rehder (imigrante alemão do Holstein), intermediado pelo Dr. Prudente de Morais, ainda advogado na epoca e primo distante do Barão Tatui.

A venda marcou o início da fase canavieira da cidade de Santa Barbara na epoca e comencou a era da Usina Santa Barbara, usina de açúcar e álcool.
Hoje, de todo esse periodo, quase tudo é só lembrança e saudade .. demais é esquecido o periodo anterior..

Do periodo da usina Santa Barbara d'Oeste e do Joao Federico Rehder tem ampla documentação na fondaçao Romi.

Eu seria muito curiosa saber mais do periodo anterior.até a venda ao senhor Rehder... Alguém sabe ?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Passeio genealogico de familia Paes de Barros nas ruas de São Paulo I

A passeio nas ruas de São Paulo com a familia dos meus 4°s avós, Dona Leonarda de Aguiar e Bento Paes de Barros, o 1° barâo de Itu


D. Leonarda
Paes de Barros
Bento Paes de Barros
Barão de Itu
Dona Leonarda Francisca de Aguiar, 4° avó de Tiffany, nasceu 1806 em Sorocaba e foi irmã do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, lider na Revoluçao de 1842. Com só 14 anos ela casou 1820  com Bento Paes de Barros, o futuro Barão de Itu, que tem 32 anos quando casou. ! O barâo de Itu foi um abastado fazendeiro, produtor de café e capitão-mor de Itu.  Pelos serviços relevantes prestados à vila de Itu foi agraciado com o titulo de barão de itu, concendio em 1846 por D. Pedro II.
Foi o primeiro Ituano a receber um titulo de nobreza.Em meados do XIX sec mandou costruir uma nova casa. Pouco tempo residiu na casa, pois faleceu em 1858 A casa ainda existe e abriga hoje o espacio cultural "Almeida Junior". Do que eu sei, D. Leonarda não tive titulo de nobreza. Ainda acho que foi entâo costume chamar-a assim sendo esposa, mãe, cunhada, sobrinha de barões e marquês. Nâo encontrei informação do que ela morou tambem em São Paulo. Muito provavelmente, D. Leonarda visitou os seus filhos em São Paulo. O barão de Itu faleceu em Itu com 70 anos em 1858 e Dona Leonarda com 74 em 1881. D. Leonarda foi homenaegada com a rua baronesa de Itu em São Paulo.

Tivem os 6 seguintes  filhos 


palacete
Marquesa de Itu
Vila dos Ingleses, São Paulo
1. Dr. Antonio de Aguiar Barros,  futuro Marquês de Itunasceu 1823 em Itu e foi casado com sua prima Antonia Paes de Barros (filha do 1° barâo de Piracicaba, irmão do Barao de Itu, e Gertrudes de Aguiar, irmã de Dona Leonarda Francisca de Aguiar.) Ele faleceu em 1889 em São Paulo. O Casal não tive filhos. O marquês foi genro e tambem sobrinho do 1° barao de Piracicaba que entorno de 1868 tinho vindo na cidade de São Paulo e com ele muitos outros sobrinhos e genros. Foi nas terras do 1° barao de Piracicaba onde o Marquêss de Itu offereceu um terreno à imperial Sociedade Portuguesa de Beneficência para a construção de seu hospital (1873-1876) 
Na Rua Florencio de Abreu hoje bairro de Luz, a marquesa tive um belo palacete perto de Avenida Tiradentes, que mais tarde foi demolido. As terras foram herdadas pela sua neta-sobrinha Eliza de Aguiar e Castro, neta de Anna de Aguiar e João Toibas de Aguiar e Castro (n° 5 adiante Anna foi irmã do Marques de Itu). Na parte posterior do antigo palacete foi costruida por o marido de Eliza, o engenheiro Eduardo Aguiar d'Andrada (filho do Barão de Aguiar) a Vila de Marquesa de Itu, mais tarde nomeada "Vila dos ingleses". Vila dos Ingleses fica em uma rua sem saida na Rua Maua.Existe tambem hoje e foi recentemente tombada.
O Marquês de Itu faleceu em 30 de Janeiro de 1889.




2. Gertrudes Aguiar Paes de Barros, nasceu ca. 1830 em Itu e casou em 
Inauguração Viaduto do Cha com
casa dos barôes Tatui demolida
Viaduto do Chà e
atual praça do Patriarca
1854 com seu primo Francisco Xavier Paes de Barros o Barão de Tatui. (ele filho do capitao Chico, Francisco Xavier Paes de Barros, tambèm irmão do Barao de Itu).  Gertrudes e o Barão de Tatui são trisavós.de Tiffany. Gertrudes faleceu em 1878 em Itu, mas é enterrada no jazigo da familia do Barão de Tatui no Cemiterio da Consolação em São Paulo. O Barâo de Tatui casou 2a vez com Cerina de Castro e Souza, a viúva do Barâo de Itapetininga. Ela herdou o casarão no Morro do Chà que foi demolida quando vem costruido o Viaduto do Chà. Depois a sua morte as terras do Chà foram herdadas da sua 
filha Antonia dos Santos Silva, filha do primeiro casamento de D. Cerina com o barão de Itapetininga. Antonia foi casada com o Condé de Prates que mais tarde mandou à costruir os palacetes gemêos Prates no vale de Ahangabau. Hoje nunca existem.



Avenida Paes de Barros Mooca
3. Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros, nasceu na cidade de Itu no dia de 28 de Dezembro de 1835. Foi casado com
Hipodromo, Rua Bresser
São Palo
sua prima Francisca de Azevedo Barros. 
Formado em Direito, Rafael Aguiar Paes de Barros defendia causas extravagantes como o fim da escravidão e, em pleno regime monárquico, foi eleito Vereador pelo Partido Republicano Paulista. De retorno da Europa fundou em 1876 o Clube de Corridas Paulistano depois em suas terras o Hipodromo na rua Bresser em São Paulo. O Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros foi homenaegado com a Avenida Paes de Barros aberta nas suas terras. Foi no "Alto de Mooca" onde tive fazenda e os seus cavalos. Também foi um dos fundadores do Jornal A Província de São Paulo. Após a proclamação da República (1889) esse jornal passou a se chamar O Estado de S. Paulo.


4. Leonarda de Aguiar, mesmo nome de mãe, foi a primeira esposa do seu primo Rafael Tobias de Aguiar Barros, futuro 2° barao de Piracicaba e filho do 1° barao de Piracicaba. O Casal não tive filhos.Ela faleceu em 1858. Rafael Tobias de Aguiar Barros casou 2a vez com Maria Joaquina de Oliveira Mello, cunhada do Condé Pinhal e filha do Visconde do Rio Claro, José Estanislau de Oliveira.


5. Anna Barros de Aguiar, casou em 1858 com seu primo materno, Joâo Tobias de Aguiar, filho do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e Domitilia de Castro e Canto (Marquesa de Santos).
Vila dos Ingleses 1978
Foto
Leonardo Hatanaka
Acervo Sempla
Anna faleceu em 1901. Parece que o Dr. João Tobias de Aguiar partecipou com o Dr. João Francisco de Paula Souza, com o Dr. Rafael Paes de Barros (seus primo e cunhado) com Major Diogo Antonio de Barros (tambem seu primo) da sociedade em comandita do jornal de tendencia republicana "A provincia de São Paulol" fundado em 1875. A sua neta-sobrinha Eliza, foi criada da Marquesa de Itu (ver n° 1) e herdou o palacete na Florencio de Abreu. Eliza casou com o engenheiro Eduardo Aguiar de Andranda, filho do Barao de Aguiar que mais tarde entre 1915-1919 mandou a costruir 28 sobrados geminados, onde viviam os engenheiros britânicos que vieram trabalhar na construção do prédio da Estação da Luz, na primeira metade do século passado.Nas décadas seguintes (de 20-50) as vilas serão destinadas à classe média. A Vila dos Ingleses recentemente foi restaurada por um bisneto de Eliza e Eduardo e os predios foram tombados.


6. Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, nasceu em 23 de fevreiro 1839 , foi casado com sua prima Maria Angelica de Souza Queiroz. Ela foi neta do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza Queiroz e Genebra de Barros Leite. D.Genebra foi irmã do Barão de Itu, do Barao de Piracicaba e do cap.Chico, Francisico Xavier Paes de Barros.

O Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros e D. Maria Angelica moraram na
Chacara das Palmeiras
Chacara Palmeiras. 
Arrematada em leilão, a 23 de janeiro de 1874, por Domingos Marques da Silva (ou da Silveira) Airosa, a Chácara das Palmeiras, foi em seguida adquirida pelo Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros, depois daria origem ao bairro das Palmeiras, um enclave de Santa Cecília. 
Faleceu o Dr. Francisco Xavier de Aguiar Barros em 19 de agosot 1890. Apôs a morte de seu marido em 1890, D. Maria Angelica vendeu as terras de Chacara Palmeiras e em 1893, mudou-se para a nova casa que havia mandado construir na esquina da atual Av. Angélica com a Alameda Barros, no meio de um belíssimo jardim com chafariz, que infelizmente foi demolido para a construção de um complexo de edifícios residenciais com centro comercial no térreo. Fazia, em geral, referência a membros de sua família ou a antigos correligionários políticos. A Rua Conselheiro Brotero, por exemplo, traz à lembrança o nome do José Maria de Avelar Brotero (1798-1873), ilustre professor da Academia de Direito, pai de Frederico Dabney de Avelar Brotero (1840-1900), este por sua vez sogro de um filho já então falecido do Dr. Francisco Xavier Aguiar Barros e Maria Angélica.Ela também celebrou o sobrenome do marido morto, abrindo a Alameda Barros, e o título de sua sogra, Leonarda de Aguiar, uma de suas tias-avós, atribuindo o nome de Baronesa de Itu a uma outra rua.
Rua baronesa de Itu
em cruzamento com a rua barão Tatui

A enorme chácara das Palmeiras - que ainda em 1872 tinha casa grande, senzalas, armazéns, cocheiras, plantações de chá e mandioca e vastos capinzais - transformou-se nas ruas da Imaculada conceição, Baronesa de Itu, Martim Francisco, Barão de Tatui, Angélica, Alameda Barros e outras. Parte da Rua das Palmeiras, porém, resultou do retalhamento da chácara Mauá que pertenceu ao Dr Francisco de Aguiar Barros e ao alemão Frederico Glette. Essa chácara Mauá - que antes se chamara Campo Redondo e depois, em 1887, Charpe - tinha sua sede em um enorme prédio colonial, acaçapado, que mais tarde serviria de residência episcopal e de colégio.  Glette e seu patrício Nothmann pegaram essas terras da chácara Mauá e fizeram delas o bairro dos Campos Elíseos, entre 1882 e 1890, com a Alameda Barão de Piracicaba, o Largo Princesa \Isabel e as Ruas General Osório, dos Protestantes, do Triunfo, dos Andradas, dos Gusmões, Duque de Caxias, Helvétia, Glette, Nothmann e outras."

No jornal "Estadão" de 1952 foi publicado um anucnio sober o "edifico baronesa de Itu" no bairro Higenopolis, localizado na esquina com a Rua Basilio Machado.
Ainda existe hoje, mas queria saber porque foi nomeado assim ? 

edifico baronesa de Itu, 1952
jornal estadão



edifcio baronesa de Itu


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Viena, o carnaval é valsa

Em Viena, Austria, o carnaval não e samba mas bailes de valsa !.

Lucia e Victor de Barros
ca. 1902-1904, Viena, Austria
Minha avó Lucia Benesch-Barth (1893-1989) me contou sobre os bailes em Viena quando ela foi jovem ao inicio do sec. XIX. Foi em um destes bailes que ela conheceu o meu avô Victor Francisco Xavier de Barros (1888-1969) filho do Dr. Bento Xavier Paes de Barros e Emma Florentina Maria von Körmendy. O Bento conheceu a sua primeira esposa Emma proprio aqui, na Viena, em ca. 1885.....


Immagine: 
valsando num baile de Fasching (palavra alemao para o Carnaval):
você se inclina para trás, nos braços de seu parceiro. Ele está guiando você com movimentos perfeitamente a tempo de melodias cadençadas da orquestra de cordas tocando a bonita valsa “Danúbio Azul” de Johann Strauss......
A sala está brilhando com lustres e tem uma concentração, reminiscente de um século anterior, quando a nobreza teria comemorado seus últimos indulgências da temporada de inverno em palácios mantidos tudo para si como nos filmes de imperatriz Sissi......

Viena originalmente celebrou Fasching” (ou Carnaval) a partir da 11ª hora do 11º dia do 11º mês (Novembre) até as Cinzas. Bem três meses !! O “Faschingsdienstag(mardi gras) foi o último suspiro antes da chegada dos 40 dias da Quaresma, quando a religião cristã coloca seu dedo plúmbeo na indulgência, exigindo abstinência de algo sobre-desejado, como chocolate, álcool ou despesa, até à Páscoa

Hoje tambem têm muitas opções para bailes no calendário de Viena.Os bailes são antiga tradição e os Vieneses tem muito orgulho para isso. A alta temporada começa no início do novo ano, o primeiro evento é, entretanto, a Abertura do carnaval em 11 de Novembre, quando o centro da cidade é transformado em um grande salão de dança, pelas escolas de dança de Viena. Mais tarde em Novembre o Baile da Cruz Vermelha acontece na Prefeitura Municipal da cidade por uma boa causa, Na virada do ano ocorre o elegante Baile de Réveillon na Hofburg, o antigo palacio imperial. 
Mais de 150 bailes são oficialmente programados e pelo menos 300 em todos têm lugar, organizados pela cidade, associações profissionais, igrejas, organizações empresariais, comitês, escolas e clubes, todos abertos ao público, onde até 4.000 pessoas podem ser acomodar em um evento único.

O momento é propício, porque o  humor e o espirito da gente facilmente descem para notas mais baixas de energia, até mesmo a depressão! Claro, em esta cidade sem litoral com interminaveis dias cinzentos e invernos chuvosos e frios!
Música ! 
Música mantem a gente de Viena em bom humor. Um pouco de encanto e cair nas festas é muito facil.

Em muitas partes do sul da Alemanha, na Austria e na Suíça, o Carnaval é chamado Fasching” ou  Fasnacht”, derivados deFastnacht” o que vem de “Nacht”  = noite e “Fasten” = jejum, Noite de jejum; isso é o tempo antes da Quaresma. Essas palavres possivelmente são tambem derivados do "Fastenschank", a bebida que, em dias antigos foi consumido em abundância antes do início do jejum. Ninguém sabe ao certo. Mas a palavra "Fasching" remonta à palavra germânica medieval Vaschang” que significa literalmente a última porção de bebidas alcoólicas antes da Quaresma.

Olhando para muitas máscaras, figuras e costumes, parece que houve antigos ritos transportados também da epocas pré-cristãos como, por exemplo, os da religião celta. Estes ritos incluim a mudança dos meses frios do inverno no verão quente e frutífera.
Em essa epoca pré-cristão as pessoas tentaram espantar o inverno ficando vestidas como fantasmas, duendes e figuras assustadoras, batevamcom paus de madeira fazendo um barulho horrível com chocalhos ou catracas para afastar todos os maus fantasmas do inverno.
Este tradição ainda é possível encontrar em regiões alpinas na Suiça e Austria e tambem Itàlia e é uma tradição muito antiga. No Carnaval na Suiça ainda hoje usem fazer uma grande bacana com grupos de musicos que tocam varios tipos de musica, com tamburos, tubas e flautins etc, marchando pelas ruas das cidades com vestidos e masceras muitos fantasiosos.

"Carnaval" vem do latim Carne vale (adeus a carnee dos festivais de "Saturnalia" e "Lupercalia" no antigo imperio dos Romanos. A festa da Lupercália simbolizava a purificação que devia acontecer em Roma ao fim do ano (que começava em Março). A Saturnália era um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno (era celebrada no dia 17 de dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 25 de dezembro). As Saturnálias tinham início com grandes banquetes e sacrifícios; os participantes tinham o hábito de saudar-se com io Saturnalia, acompanhado por doações simbólicas

E com isso voltamos para comida, bebida e festas:
Tambem em Viena, o espírito de Carnaval tem evoluído de uma forma diferente:
De acordo com uma versão na historia, era o despotismo iluminado do imperador Joseph II, que reinou de 1765-1790 e que encorajou as celebrações em todos os níveis da sociedade. Continuando as tradições de sua mãe, a imperatriz Maria Theresia (1717-1780), Joseph II apoiou a emancipação dos camponeses, realizando as inovações da mãe na educação pública, a secularização das ordens da igreja e religiosos, das empresas privadas para ganhar riqueza independentemente, tornando assim possível o surgimento de uma nova classe média.


Embora não seja exclusivo para a Áustria, o estilo da transição aqui foi abrangente e não competitivo, e na Áustria as festividades das pessoas comuns começaram a se tornar parte de vida cotidiana, para todos, não só apenas para a elite.

Iniciada como celebrações de rua, as festas de “Fasching” significava que TODOS estavam fantasiados e mascarados. O condé pode ser disfarçado como um alfaiate, um limpador de rua pode ser um marquês ou senhor. Mas o comportamento do público, muitas vezes tornou-se tão estridente que essa folia foi levado para dentro as casas. Então máscaras já não tivem mesma importância e foram substituídos com o disfarce de opulência temporária, hoje um fenômeno comum de muitas festas.de carnaval. Qualquer um pode ser rei ou rainha por uma noite!

Então, foram construídas salões de baile em toda Viena, muitas vezes separados dos palácios ou as casas da aristocracia.
Sala "zum Sperl", Viena, Austria

O mais famoso foi provavelmente oApollo Saal”, que foi concluída em 1808, com cinco enormes salões de baile, 44camaras”, três conservatórios enormes e treze cozinhas, todos totalmente enfeitados em estilo muito romantico com lustres, flores em toda a parte, grutas e até mesmo um lago com cisnes reais.

Em 1814-1815, participantes do "Congresso de Viena", diziam que tal luxo vienense foi comparável à Roma antiga, o que significou tambem decadente.(Famosas são as palavras de Charles-Joseph Lamoral, 7° Príncipe de Ligne: "Le congrès danse beaucoup, Mais il ne marche pas" O Congresso dança muito, mas  não marcha, não continua por as muitas festas ).

O Imperador Franz Joseph I (1848-1916) continuaria os esforços de seu tio-avô com as reformas de modernização.Seja nas salas de camara municipal ou as salas de concertos, seja homem rico, homem pobre, mestre padeiro ou limpador de chaminés, advogado, farmacêutico ou florista, todo o tipo de profissão ou sociedade celebrouFasching” com os seus próprios bailes equilbrando assim a inveja que poderia ter se tornado malícia ou esnobismo entre as classes de sociedade.
baile da corte,
Viena, Austria ca 1890
Hoje, partes do protocolo ainda permanecem, e as famílias ricas ou de nobreza são reverenciadas, respeitando as tradições que remontam profundamente até os tempos do Império Habsburgo quando um “cavalheiro” escova os lábios em uma luva, murmurando "küss die Hand ". ( beijo a mão)
.
Embora, a música sempre esteve presente em várias formas ao longo dos anos na Corte dos “Habsburgos”. Em todas as suas festas formais, no decorrer do XIX século, a família Strauss, familia de compositores,  em particular Johann Strauss Jr. (1825-1899), revolucionou a dança em ritmo  ¾,  elevando-a de uma polka camponês simples ao entretenimento de elegância, digna dos Habsburgos.
 O famoso “Danúbio Azul, op. 314, escrito em 1867, era uma vez uma valsa coral com simples palavras escritas por um poeta local, que se tornou, sob a transformação de Johann, a dança de baile numero 1, entre as melodias de polcas, marchas etc, bem como a opereta  "Die Fledermaus". ("O Morcego") Strauss tornou-se conhecido como o "Rei da Valsa" e foi nomeado Kaiserlich Königlicher Hofballmusikdirektor” , Diretor de Musica da corte Real e Imperial para a Musica de bailes  Foi quase um real !!
O sucesso douradouro do “Danubio Blu” foi entao muito claro tambem para os outros grandes músicos da época, e ninguém menos que Johannes Brahms comentou que a única coisa que ele não gostava sobre a valsa do Danubio Azul era que  nao for ele mesmo que tive escrito esta musica.

Uma importância fundamental para o sucesso de toda essa pompa e glória hoje é aTanzschule Elmayer”, a escola de dança mais famoso em Viena, hoje em dia em sua quinta geração.
Ninguém que quer assistir a um baile em Vienna  quer vir despreparado!!
Seja um “oldie” seja juvenil. muitos podem ser encontrados na escola fazendo um curso de ripetiçao antes assistir a um baile. Possa parecer curiso e inútil......mas saber os passos de dança são absolutamente necessários; caso contrário, é melhor não se aventurar na pista de dança. Além da valsa tem tambem lembrar foxtrot e tango, quickstep e polca que estão entre os favoritos tradicionais. Cha cha, rumba, e twist podem seguir. 
Thomas Schäfer-Elmayer preside hoje como Mestre de dança e coreógrafo de mais de 50 bailes mais importantes a cada temporada. Ele supervisiona o baile  dos debutantes, que abre muitas das bailes mais glamourosas com a apresentação de jovens senhoras vestidas de branco sendo oficialmente apresentadas à sociedade, uma tradição que remonta à monarquia.
Em seguida, à meia-noite, ele dirige a famosa quadrilha de 300 anos de idade, que mistura jovens e velhos em linha formal de dança, semelhante a dança de musica country ingles ou a Virginia Reel na América..Depois tem a dança do “galop”  e  quando arriva a chamada de mudar direção de dança, a alegria se pode transformar em pânico para alguns dançarinos que na confusão acabam em uma pilha no chão. Em um baile vienense, ninguém fica pomposo por muito tempo.....

O mais historico baile é oKaiserball” (Baile do Imperador) com o qual começa a temporada na véspera do Ano Novo noHofburg”.  No “Rathaus” (Câmara Municipal)  tem entre muitos outros, o Blumenball”  (Baile das flores).Muitos amados são tambem  o “baile dos Filharmonicos” no Musikverein e o “baile  da Opera”. Depois tem O "Techniker Ball", também realizada no famoso Musikverein, onde tem muitos businessmen de  todo o mundo.O mais colorido, o melhor é o “baile de Rudolfina Redoute" no Hofburg ", um dos poucos  bailes em máscaras onde são as senhoras escolher cavalheiros. Outros bailes de máscaras são chamados "gschnas",  palavra de dialeto para dizer “festa de Fasching” que é bastante informal. O baile mais conservadoro é o "Jägerball" (baile do caçador), que exige que você esté vestido com a Tracht” (vestido nacional austríaca).
Depois, há o “Regenbogen-Ball” o baile do arco-íris, realizado pela primeira vez em 1998, agora no Parkhotel Schönbrunn, onde lésbicas, gays e transexuais se reunem com incríveis vestidos. Com o "Life Ball" Viena apóia as pesquisas
médicas de AIDS. O baile é realizada no mes de Maio na Câmara Municipal, onde podem-se encontrar, celebridades internacionais, e decorações
surpreendentes  pelo menos para 40.000 pessoas.
O mais famoso é o "Opernball" o Baile da Ópera na Ópera Estatal de Viena após o qual alguns ainda vinculam uma visita ao Baile das Rosas, na mesma data, no Palais Auersperg. Para aqueles com boa resistência, há no dia seguinte o Baile Bonbon na Konzerthaus, depois tem o Baile dos Confeiteiros de Viena na Hofburg  Baile do Kaffeesieder tambem na Hofburg. Porém, o calendário de bailes vienenses está longe de estar completo: Há ainda o "Concordia-Ball" que é o Baile dos Jornalistas, os bailes dos Médicos, dos Juristas, o Baile Johann-Strauß, o baile dos proprietarios dos cafe, etc. etc.



Ainda, após boas oito horas de dança, vagando e socializando através de salas intermináveis nos espaços maiores, o participante dos bailes arriva à 5h00 da manhã,  hora  em que muitos cafés abrem especialmente cedo, oferecendo Gulasch ou Käsekrainer (salsicha grelhada crocante com queijo). "Saturnalia" esta no fim, mas  muitas pessoas tem ir trabalhar !.
O famosoFaschingskrapfen” (uma espécie de rosquinha ou donut) pode ajudar! Trata-se de um doce prazer desde 1650  quando
segundo as lendas, a senhora  Krapf  vendia estos bolos fritos encheados com geléia de frutas.


Quem sabe se o  Dr. Bento Xavier Paes de Barros (18??-1945) e 
bisavõ de Tiffany, vindo de São Paulo para estudar em Viena juntamente com seus irmãos Francisco e Fernao, entre  1885-1888,  tambem frequentou os bailes e conheceu assim a sua futura esposa e bisavó de Tiffany, Emma Florentina von Kormendy? Bailavam as valsas de Johann Strauss???? 

MAIS IMAGENS


Vista da orquestra na Sala Apolo- „Apollo Saale”  Viena, Austria em 1812.
Gravura da “coleção dos mais famosos palácios, edifícios e as áreas mais bonitas de Viena e dosarredores de Viena" Viena 1812. hinzufügen

Sala de Apolo, Viena, Austria 1808 
com cinco enormes salões de baile, 44camaras”, três salas com orquestra enormes e treze cozinhas, todos totalmente decorados com lustres, flores em  toda a parte, grutas e até mesmo um lago com cisnes reais.Figuras mitológicas em gesso, pinturas colossais, anjos com corpo de luz, uma cachoeira, uma gruta para os amantes, avenidas de pinheiros, castanhas e  árvores  “vivas” de fruto, todo isso  foram os adereços dentro as varias salas !!! 
Nas salas da jantar tive 70 criados ou garçons em uniformas e tive 3 orquestras com 70 musicos cada um.
 

Ballsalon (salão da bailes)  "Kettenbrücke, Viena, Austria

Salão da bailes "Goldener Strauss", Josephstadt, Viena, Austria


Durante a sua visita a Viena, no Outono de 1863, Jacques Offenbach, homenageou a associação dos jornalistasConcordia” com uma valsa escrita em honra do baile do circulo dos jornalistas "Concordia" que se realizou  12 de janeiro na sala Sofienbad..
Uma vez que a orquestra de Johann Strauss tinha sido contratado pelo clube de Concordia, Johann Strauss tambem foi obrigado a fornecer um composição de danças para o baile.
Quando a clientela decidiou de nomear a valsa  de Offenbach“Abendblätter” ( jornal da noite) e a de Johann  Strauss “Morgenblätter” (Jornal de manhã), a noite do baile, nasceu um pouco a rivalidade entre os dois companheiros de compositores.
Offenbach, no entanto, não estava presente na cerimônia. Era Strauss que foi o condutor de ambas as valsas.
Durante o evento,  os criticos de imprensa não se pronunciavam nem a favor de um, ou em favor do outro; posteriormente a valsa “Abendblatter” encontrou o favor do público vienense, enquanto a de “Morgenblätter” imediatamente se tornou uma peça muito popular no repertório das orquestras.


Baile a Corte imperial, 1900 Viena, Austria

O baile de cidade de Viena durante a monarquia foi o terceiro dos mais importantes bailes ao lado do Baile à corte e o “Hofball”. Este baile da cidade teria lugar pela primeira vez em dia 1° de Fevereiro 1890 na camara municipal. Foi pensado intencionalmente como uma contrapartida as festividade à corte e de nobreza. Para este evento Johann Strauss Jr. compôs a suas “"Rathaus-Ball-Tänze“ (danças da camara municipal) e Carl Michael Ziehrer, outro compositor, compôs a valsa „Wiener Bürger“ (citadão de Viena).


Baile da Reveillon, 31.12., Viena

Baile de doces "Bon-bon-Ball"
 
Baile do Caçador com "Tracht", vestido nacional austriacal

Baile dos propriedarios de café 

Regenbogenball "baile de arco-iris", baile de gays, lesbicas e trans



Rosenball, o Baile da rosa- Baile de gays, lesbicas e trans com incriveis vestidos.A única coisa que lembra um baile classico em este baile  é a polonaise de abertura. Caso contrário, este baile tem lugar no salão do parco da cidade. Trata-se de uma alternativa com musica de discoteca e se realiza simultaneamente com o famoso Baile da Ópera de Ópera. No entanto, O Baila da Rosanão é apenas um baile, mas também uma declaração sócio-política. Muitos celebricidades que antes visitam o Baile da Opera  visitam tambem o Baile da Rosa.

Baile  Rudolfina-Redoute, senhoras em mascera

Baile Rudolfina-Redoute







sábado, 13 de setembro de 2014

Memorias na familia Paes de Barros 2 - Dona Paulina de Souza Queiroz

Dona Paulina de Souza Queiroz,  nascida em São Paulo aos 19 de Julho de 1859 e falecida em São Paulo aos 09 de Novembro de 1936 e sobrinha do Barao de Tatui, Francisco Xavier Paes de Barros, trisavô de Tiffany.
Quadro de Dona Paulina de Souza Queiroz
no site de "crèche baronesa Limeira"
em São Paulo


Foi a fundadora da "crêche baronesa Limeira" A prima Paulina casou em 15.07.1879 com o sr. Dr. Julio Benedicto Ottoni. Não tivem filhos. O casamento foi anulado por decreto papal. 
(O Dr. Julio Benedicto Ottoni foi irmão de Ermelinda Ottoni que foi casada com Luiz Vicente de Souza Queiroz, irmão de Paulina e fundador do ESALQ em Piracicaba).
(O Dr. Julio Benedicto Ottoni, irmão de Ermelinda e Christiano Benedicto Ottoni junior, filhos do conselheiro Christiano Benedicto Ottoni (pai) homem público, bastante conhecido no Rio de Janeiro e Barbara Balbina de Araujo Maya)..

Dona Paulina foi filha dos barões de Limeira (Vicente de Souza Queiroz e Francisca de Paula Sousa),
neta paterna do brigadeiro Luiz Antonio de Souza e GENEBRA DE BARROS LEITE,
neta materna do Conselheiro Francisco de Paula Sousa e Mello e MARIA DE BARROS LEITE. (Genebra  e Maria de Barros Leite foram irmãs, ambas filhas de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado, 5°s avós de Tiffany).


O barão de Limeira, Vicente de Souza Queiroz, nascido em 6/3/1813 e falecido em Baependi na Província de Minas Gerais a 6/9/1872. Era filho do brigadeiro Luiz Antonio de Souza, fidalgo com brasão de armas e de Genebra de Barros Leite, filha do capitão Antonio de Barros Penteado e de Maria de Paula Souza. O Barão de Limeira foi Vereador da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo realizou importantes melhoramentos que muito contribuíram para o desenvolvimento desta capital. Foi nomeado em 1850, presidente da Província de São Paulo, cargo este que recusou. Durante a guerra do Paraguai equipou e armou os soldados que ofereceu ao governo.
O Barão de Limeira casou com Francisca de Paula Souza e Mello, sua prima, filha do Conselheiro e Senador Francisco de Paula Souza e Mello e de Maria de Barros que era filha do 1º Barão de Piracicaba, tio do Barão de Limeira por ser irmão de Genebra de Barros Leite.

O casal teve 15 filhos:
1º Genebra, 2º Francisca Miquelina, 3º Vicente, 4º Maria Olésia (*) c.c. Carlos Antonio de França Carvalho, 5º Luiz Vicente, (foto)  6º Ângela, 7º Francisco, 8º Paulo, 9º Alice, 10º Carolina, 11º Paulina, 12º Antonio Vicente, 13º Fernão, 14º Teobaldo, 15º José Vicente.

O titulo de Barão de Llimeira lhe foi concendido em 05.01.1818, por D. João VI  ao brigadeiro Luiz Antonio de Souza (pai de Vicente) e foi usado pelo Barão de  Limeira com coroa de Barão após concessão do Imperador Pedro II a 1/2/1867. Depois de sua morte o brasâo foi usado tambem pelo Barão de Souza Queiroz (Francisco Antonio de Souza Queiros, irmão de Vicente e tio de Dona Paulina) com coroa de Conde por ter obtido a 14/10/1874 título de Barão com Grandeza, por concessão do Imperador Pedro II. (texto por genealogia historia, Anibal Fernandes de Almeida)

No seu testamento se pode ler que Dona Paulina viveu alguns anos em São Paulo com a sua prima de terceiro grau, Andrezina da Silva Barros.(Andrezina foi filha de Anna Leopoldina Lopes de Oliveira (da Silva Guimaraes) e de (clique) Raphael de Aguiar Barros irmão do Barão de Tatui  Francisco Xavier Paes de Barros, este ultimo trisavô de Tiffany).

No testamento se pode ver os bens por ela deixados e distribuídos para os parentes próximos e aos mais dos humildes serviçais de sua casa, além das instituições ás crianças desamparadas.
Era uma grande faixa de terra toda plantada com um grande pomar que ela faz menção no seu testamento pedindo para que as árvores não fossem cortadas para não espantar os pássaros. Uma mulher de grande valor e muito adiantada para o seu tempo!


A) Memorias de familia do meu primo Octacilio Dias de Almeida:

A Andrezina da Silva Barros, (nota por Tiffany: irmã de Alice, avó do primo Octacilio Dias de Almeida, autor de este texto) foi dama de companhia da Sra. Paulina de Souza Queiros, que sempre estavam viajando para França e Suíça, pois Dona Paulina como já lhe contei, possuía casa em Paris e casa em Berna na Suiça.

A tia Zina (Adrezina da Silva Barros) após a morte da sua prima Paulina, herdou uma chácara em Taubaté chamada “Chácara da Baronesa” que na verdade seu verdadeiro nome era “Quinta da Fonte” denominação essa dada pela própria Dona Paulina, porém mais conhecida como a chácara da Baronesa conforme consta em testamento da mesma.

Tia Zina foi então morar em Taubaté, em sua chácara, pois a casa da prima Paulina, em São Paulo, foi fazer parte do patrimônio da instituição para meninas desamparadas criada pela prima Paulina, a “Creche Baronesa de Limeira”.

Ela foi morar lá em Taubaté e convidou para também lá morarem um casal, parentes de outro ramo familiar, que depois de alguns anos obrigaram a ela vender a chácara, comprar uma casa para eles e no fim, a obrigaram ir para outro lugar, quando vovó Alice, sua irmã, a recolheu em nossa casa.

Assim a tia Zina viveu um tempo na companhia de sua irmã Alice, sua sobrinha Maria de Lourdes Barros Dias de Almeida casada pela segunda vez com Octacilio de Almeida; seu sobrinho neto Octacilio Dias de Almeida (filho) e sua sobrinha neta Maria de Lourdes Dias de Almeida.
Tia Zina já estava com idade e a sua vista estava diminuindo devido á catarata, assim acabei lendo para ela, como papagaio os seus livros em francês, mas antes tia Zina me ensinou a pronúncia do francês  e começou depois a me ensinar o idioma francês.
Conversávamos muito e sempre a ajudava na sua locomoção pois sua vista continuava a piorar. Ela tinha sempre uma esperança, porque falava-se que nos Estados Unidos já estavam fazendo cirurgias de cataratas com ótimos resultados!

Numa dessas conversas ela me contou uma história muito interessante que aconteceu numa das vezes que foram para a Europa; ao passarem por Paris a caminho da Suíça, encontraram duas alunas brasileiras que estavam estudando em Paris, então a prima Paulina as convidou para irem para Suíça, pois as mesmas estavam de férias escolares.

Foram para Suíça e se hospedaram na casa da prima Paulina todo o tempo das férias.

Essas duas estudantes se tornaram artistas famosas, pois eram Bidú Sayão e Guiomar Novaes!
Bidú Sayão acabou indo morar nos Estados Unidos e Guiomar Novaes voltou para o Brasil, e numa ocasião a prima Paulina solicitou um concerto da Guiomar Novaes em prol da Creche Baronesa de Limeira, mas nunca foi atendida!

Estive em sua casa lá por volta de 1944 ou 45 e era um verdadeiro palacete, ela , claro já era falecida, mas a casa permaneceu  como creche por vários anos até que foi desapropriada para a construção de um grande edifício chamado Palácio Mauá que está até hoje em funcionamento e do viaduto Dona Paulina; o seu terreno que era um fundo de vale, que ia da Rua Riachuelo, no Largo de São Francisco, até o largo Osvaldo Cruz donde inicia a Avenida Paulista. na verdade, esse fundo de vale deu lugar á uma grande avenida  a Avenida 23 de Maio que sai desde o vale do Anhangabaú até o Parque do Ibirapuera
 (fonte e texto por meu primo, OCTACILIO DIAS DE ALMEIDA, bisneto de Rafael Aguiar de Barros e Leopoldina da Silva Guiamaraes)


B) Memorias e pesquisas do meu controprimo, Anibal Fernandes de Almeida 

(*) 4º Maria Olésia (irmã de Dona Paulina) c.c. Carlos Antonio de França Carvalho, pais de :
Vicente Carlos
Vicente Carlos c.c. Maria Virgília que é filha do 2º casamento de Bernardino Rodrigues de Avellar, Visconde de Cananéia.
(Maria Virgília é neta do Barão do Ribeirão, tio 3ºavô de Anibal, e bisneta de Manoel de Avellar e Almeida, 4º avô de Anibal, Patriarca da Família Avellar e Almeida de Vassouras, RJ. Maria Virgília é sobrinha do Barão de Avellar e Almeida, do Barão de Massambará e da Baronesa de Werneck, é sobrinha-neta do 1º Barão de Santa Justa).

Vicente Carlos e Maria Virgília são pais de 4 filhos:

  • Vicente Carlos de França Carvalho Filho c.c. Maria Júlia de Oliveira
  • José Carlos c.c. Noêmia Machado
  • Maria Eugenia (França Machado) Azevedo Castro
  • Antonieta (França Machado) Ferreira de Castro

(fonte e texto do meu controprimo Anibal de Almeida Ferandes (ele tem um otimo site: genealogia historia),


Isso é uma interessante ligação na familia, porque no testamento, enivado-me por o primo Octacilio, Dona Paulina escreveu:

Testamento Dona Paulian de Souza Queiroz
....2º que, o testamento foi apresentado  em data de onze do corrente mez  de Novembro , pelo Dr. Vicente Carlos França Carvalho, que declarou que a testadora Dona Paulina de Souza Queiroz, falleceu nesta capital, onde era domiciliada, no dia nove do corrente mez de Novembro.



testamento Doa Paulina de Souza Queiros
..... Deixo a meus sobrinhos Vicente Carlos de França Carvalho e Maria Virgilia de França Carvalho – o prédio da rua da Assembléa (antiga rua Livre) numero dous. Deixo à minha sobrinha Maria Olesia de França Carvalho Azevedo Castro neta de minha irmã Maria Olesia de França Carvalho, (nota por Tiffany: no 4° dos filhos do barão de Limeira supra) já fallecida – as duas casas da rua João Passalacqua (antiga Monte d’Ouro) numero trinta e oito e numero cincoenta. Deixo a minha sobrinha Maria Eugenia de França Carvalho Azevedo Castro, neta de minha irmã Maria Olesia de França Carvalho, já fallecida – as duas casas da rua João Passalacqua (antiga Monte d’Ouro).


Fontes na familia por:
Octacilio Dias de Almeida (o que me enviou tambem transcrição do testamento de Dona Paulina)
e Anibal Fernandes de Almeida (webside: genealogia historia)


OBRIGADA PRIMOS !