“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 30 de julho de 2011

Paes de Barros - descendentes de Pedro Vaz de Barros, vindo do Portugal


Divertido e muito interessante para a pesquisa da família é descobrir as histórias pessoais de nossos antepassados ​​na história do mundo e tentar colocar o quebra-cabeça.
Faltam muitos informações. Em parte, apenas pequenos fragmentos estão presentes. Tento collocar toda informação para obter uma visão global dos varios membros dos nossos ancestrais.
Faço isso como um hobby. De nenhuma maneira as minhas pesquisas são profissionais e pode ser que eu mesmo cometo erros ou desinformação na coleta de dados e nomes.

Portanto, ficarei feliz com qualquer informação ou correcção. 
Somos descendentes de Pedro Vaz de Barros e de Luzia Leme, que foi descendente de Antonio Leme, meio-irmão de Martim Lem II de Bruges na Belgica, descendentes de Willem Lem.
Dos descendentes de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme resultam varios ramos no Brasil.

Pedro Vaz de Barros, o nosso “patriarca” muito pravavelmente foi filho de Jeronimo Pedroso e Joana Vaz de Barros.

Jerônimo Poderoso, casou com Joana Vaz de Barros. O casal não veio para o Brasil, como os filhos. Informa P. Taques que eram pessoas de qualificada nobreza, que passaram do Algarve para Lisboa, onde tinham um sobrinho de apelido Barros, que foi capitão de el-rei, sobrinhas de apelido Mendonça que fundaram um convento na vila de Almada, e outros de apelido Lobo que seguiram o real serviço, sendo despachados para a India.

Eram pais de:

1- Antonio Poderoso, depois Pedroso de Barros.

2- Pedro Vaz de Barros .

3. Jerônimo Pedroso, casado com Izabel Gomes. Tiveram ao menos:

  • 3.1. Fernando de Oliveira, nascido em Tavira, Algarve, falecido em S.P em 1653, casado com Ana Borges, sua testamenteira. Tiveram três filhos, nascidos por:
  • 3.1.1. Jerônimo, 1645
  • 3.1.2. Lucrecia, 1646

2. Pedro Vaz de Barros seria meio cristão-novo, conforme declaração de seu irmão Antônio junto à Visitação na Bahia em 1591, mas parece que isso é polemico. Eu nunca encontrei provas por isso.

Também encontramos um relato que fala que Jeronimo era cristão velho...mas que Joana era cristã nova...um dos motivos que se refugiaram no Brasil....Tem ainda muitas coisas da descrobir sobre a questão de origem judaica.


Pedro Vaz de Barros foi natural do Algarve, Portugal. Residia em Lisboa quando veio para o Brasil, com o irmão Antônio Pedroso de Barros, com provisões do Donatário Lopo de Sousa para servirem no respectivo Governo.
Em 18-AGO-1603 já se encontrava na qualidade de Capitão-Mor Governador da Capitania de São Vicente, onde se radicou definitivamente, estabelecendo-se com uma fazenda em Pinheiros, além de possuir o Sítio Itacoatiara e grande número de escravos índios.

No retorno, em Brasil, casou com Luzia Leme, filha de Fernando Dias Pais e de Lucrécia Leme, estabelecendo-se com fazenda em Pinheiros, além de possuir o sítio de Itacoatiara e grande número de escravos índios. Possuía muitos filhos e gentios. Terras em Itacoatinga em Miuiquigiba pelo caminho de Itacuritiba.

Em essa epoca nasceu o movimento dos bandeiristas. Fez nova bandeira em agosto de 1611 com autorização de D. Luís de Sousa à região do Guairá, assaltando no final do ano a redução jesuítica de Paranambaré, ou Paranambu, e apresando 500 índios. Trazia os índios para São Paulo quando foi atacado pelo militar espanhol D. Antonio de Añasco, que lhe retomou a presa.

Em 1615 voltou outra vez à região do rio Paraná e Guairá e de novo em 1623. Sebastião Preto, ali morto, e seu irmão Manuel Preto, haviam descoberto a vantagem de prender índios aldeados, já com hábitos de trabalho rural. Além do rio Tietê e do rio Paraná surgiam como outras vias as Sete Quedas, o «caminho do Piabiru« ou das cabeceiras do rio Paranapanema às do rio Ivaí e por este ao Piquiri e ao Paraná.

Foi vereador em 1619, capitão da vila em 1624, grande bandeirante (com famosa bandeira desde 1603), pois socorrera Santos quando de ataques corsários em 1614 e 1626, dono da Fazenda de criar gado do rio Pequeno desde 1640.

Por duas vezes (em 1614 e 1626) foi com gente armada à sua custa em socorro dos habitantes de Santos, ameaçados por corsários holandeses.
Em 1628, foi o chefe da vanguarda da grande expedição de Antônio Raposo Tavares e Manoel Preto ao Guairá, salientando-se pela sua audácia e infatigabilidade.
Em 1640, fundou a fazenda de criar do Rio Pequeno. Foi um dos maiores sertanistas dos primórdios do Século XVII.

Colonização da Região de São Paulo: Índios, colonos, jesuítas e bandeirantes(Texto e foto: PDF:Maria Aparecida Papali, Maria José Acedo del Olmo e Valéria Zanetti de Almeida )

 
Acolonização da região de São Paulo teve início com a fundação da cidade litorânea de São Vicente, sob o comando de Martin Afonso de Sousa. Colonos e jesuítas revezavam-se na busca pela conquista do indígena, imprescindível como mão-de-obra barata, passível de escravização e disponível para o trabalho árduo dos primeiros tempos. A partir de 1553, a colonização portuguesa se consolida na região, possibilitando a constante penetração pelo continente, movimento de interiorização da Colônia, o qual encontrou em terras paulistas um forte impulso.
Subindo a serra, clérigos da Companhia de Jesus, sob a liderança do padre Manuel da Nóbrega, alcançaram o planalto e efetivaram o antigo projeto de instalação de aldeias na região. Sendo assim, fundaram em 25 de janeiro de 1554 o Colégio de São Paulo de Piratininga, com a expectativa de expandirem a evangelização dos índios pelo sertão adentro. Subindo a serra, clérigos da Companhia de Jesus, sob a liderança do padre Manuel da Nóbrega, alcançaram o planalto e efetivaram o antigo projeto de instalação de aldeias na região. Sendo assim, fundaram em 25 de janeiro de 1554 o Colégio de São Paulo de Piratininga, com a expectativa de expandirem a evangelização dos índios pelo sertão adentro. No planalto, dois grandes grupos indígenas, Tupiniquim e Tupinambá, eram inimigos ferrenhos e, em boa parte do século XVI e XVII mantiveram-se em guerras sangrentas. Colonos portugueses e jesuítas aliaram-se aos Tupiniquins, numa política de aliança e aproximação. João Ramalho, português bastante indigenizado, casado com a filha de Tibiriçá, chefe Tupiniquim, pai de muitos filhos mamelucos, favoreceu bastante tal processo de aliança Os combates e conflitos entre Tupiniquins e Tupinambás eram fomentados pelos colonos portugueses que, valendo-se de sua aproximação com os Tupiniquins utilizavam os prisioneiros de guerra, que, ao invés de serem sacrificados, conforme o costume das tribos, eram transformados em cativos e vendidos como escravos. A partir de 1560 o projeto jesuítico de aldeamento e constituição de missões alastrou-se ganhando força e adeptos entre os representantes da Coroa. Num primeiro momento, os próprios colonos aceitam pacificamente o comando dos jesuítas sobre as populações indígenas, desde que tal atitude não atrapalhasse a disponibilização da mão-de-obra representada pelo nativo.

O projeto jesuítico de aldeamento visava construir uma forte estrutura na qual o indígena, uma vez submetido ao cristianismo, desse continuidade ao trabalho nas roças e lavouras, e assim, mediante salários módicos, servir aos colonos nas mais diversas modalidades de trabalho. Não obstante a desestruturação social que tal mecanismo engendrou entre as comunidades indígenas, os aldeamentos assim concebidos significavam uma possibilidade de existência de mão-de-obra livre.
Apesar das boas expectativas iniciais, tal experiência de aldeamento tende a desmoronar a partir do final do século XVI. Cada vez mais os colonos paulistas mostravam-se impacientes com a ingerência dos jesuítas sobre os trabalhadores indígenas. Tem início o conflito entre colonos e jesuítas que prolonga-se pelo século XVII, até a expulsão destes da região de São Paulo, em 1640.
Não tardou para que o findar do século XVI surgisse com os colonos paulistas adentrando sertões com suas “bandeiras” de apresamento, ao encalço do índio. Muito embora medidas legais proibissem a escravização do indígena, os colonos a efetivavam, a revelia de instituições e da perseguição dos jesuítas.

Com a crescente utilização da mão-de-obra indígena, a região do planalto se solidifica economicamente, intensificando cada vez mais a rota comercial com o litoral. No início do século XVII, D. Francisco de Sousa, nomeado governador da então Capitania de São Paulo, busca revitalizar a produção paulista, quando inicia política de transformar São Paulo no “Celeiro do Brasil”, incrementando a produção de trigo para abastecimento da Colônia. Junto a essa política, D. Francisco buscou também recuperar o já desestabilizado projeto de aldeamento dos jesuítas. Para tanto, incentiva a criação de novas aldeias, entre elas a de Barueri e Santo André..
No entanto, com a morte de D. Francisco, em 1611, o projeto de aldeamento desintegra-se definitivamente. A grande aldeia de Barueri, não respeitada pelos colonos, sofre invasões de bandeiras, dilui-se, formando outros pequenos núcleos de aldeamento, como a Aldeia de Nossa Senhora da Escada (atual Guararema) e a Aldeia do Rio Comprido (núcleo que deu origem a cidade de São José dos Campos) Grandes bandeiras de apresamento do indígena adentram-se cada vez mais pelo sertão e, a partir de 1640, com a expulsão dos jesuítas da Capitania de São Paulo, um novo impulso de busca por novas tribos indígenas tem início, quando bandeirantes paulistas avançam pelo Vale do Paraíba. Novas Vilas são edificadas, como Taubaté, Guaratinguetá e Jacareí, tendo início um núcleo urbano que desencadeia o surgimento das demais cidades do Vale do Paraíba paulista.

Sobre Pedro Vaz de Barros escreveu Pedro Taques na Genealogia Paulistana Vol. III, em Tit. Pedroso de Barros, pag. 442:


“Porém, Pedro Vaz de Barros já tinha vindo a S. Paulo muito antes daquelas épocas, pois consta que era capitão-mor governador da dita capitania pelos anos de 1602 (Cart. da provedoria da fazenda real, e arquivo da câmara de S. Paulo). Neste arquivo da câmara de S. Paulo se vê que para se tomar um assento em câmara sobre a vinda de quatro soldados espanhóis de Vila Rica do Espirito Santo da província do Paraguai, foi neste ato presidente Pedro Vaz de Barros, como capitão-mor governador de S. Paulo. Caderno de vereanças tit. 1601.Em 1605 voltou para Portugal, mas retornaria ao Brasil.”

« Pedro Vaz de Barros e seu irmão Antônio Pedroso de Barros foram pessoas de qualificada nobreza e vieram ao Brasil providos, Antonio em capitão-mor da capitania de São Vicente e São Paulo, e o irmão Pedro Vaz de Barros em ouvidor da mesma capitania, com cláusula que, falecendo Antônio Pedroso, fosse capitão-mor governador e também ouvidor o irmão Pedro Vaz, e falecendo este acumulasse Antônio Pedroso os dois cargos, como se vê da carta patente passada em Lisboa em 1605, pela qual tomou posse Antônio Pedroso na câmara de São Vicente em 1607, que está registrada no arquivo da câmara de S. Paulo.

No cartório do tabelião da vila de São Vicente se acham autos de justificação de nobilitate probanda, titulo, o capitão Valentim de Barros, nascido em 1643, e escrivão deles o tabelião Antonio Madeira Salvadores. E também os autos de justificação do capitão Fernão Pais de Barros, ano de 1678, escrivão deles o mesmo tabelião Salvadores. Destes dois autos consta que Pedro Vaz de Barros viera à capitania de São Vicente em serviços da coroa, e que, voltando ao reino, tornara à mesma capitania, provido em capitão-mor governador dela. Que seu irmão Antônio Pedroso viera à vila de São Vicente, onde chegara com o tratamento de homem nobre, trazendo criados brancos que o serviam, e casara na dita vila com uma filha de Jerônimo Leitão que tinha sido capitão-mor governador da capitania de São Vicente, em cuja vila ficara sendo morador dito Antônio Pedroso de Barros. Deste matrimonio há descendência na vila de São Vicente, conhecida nos Pedrosos Barros.

Estes dois irmãos Antonio Pedroso e Pedro Vaz (pelos autos referidos) eram naturais do reino do Algarve, de onde passaram a ser moradores de Lisboa”.

O que eu acho muito interessante e seria objeto de pesquisas futuras è o seguinte de Genealogia Paulistana:
 
“Nesta corte tiveram um primo direito, que foi o licenciado Antônio de Barros, presbítero secular e capelão que foi de el-rei. Este Padre Antônio de Barros teve duas irmãs: Helena de Mendonça e Maria de Mendonça, casadas com pessoas cavalheiras; elas fundaram na vila de Almada o convento de Nosssa Senhora da Piedade, onde se recolheram ditas fundadoras, que também foram irmãs de Jerônimo Lobo e de Antônio Lobo, que, seguindo o real serviço na milícia, foram ambos despachados para a Índia. Destes mesmos foi irmão frei José de Jesus Maria, religioso da Cartuxa, como consta dos referidos autos, de que se deu instrumento a Fernão Pais de Barros, registrados em 1762 na câmara de S. Paulo."

O capitão-mor governador Pedro Vaz de Barros faleceu com testamento em 1644 e foi casado com Luzia Leme, falecida em 1655, filha de Fernão Dias Paes e de Lucrécia Leme. Assim somos tambem descendentes de familia Leme com patriarca Martim Lem de Bruges na Belgica.

Filhos de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme:

·        1 - Capitão Valentim de Barros saiu de S. Paulo no posto de alferes de infantaria da companhia do mestre de campo Antonio Raposo Tavares, que no ano de 1639 foi socorrer Pernambuco em poder dos holandeses. Chegando Valentim de Barros à Balia, nela se embarcou na armada com o conde de Castelo Novo, e marquês de Montalvão D. Jorge de Mascarenhas, contra os holandeses. Estando estes já de posse do centro da cidade de Pernambuco e seus contornos, voltou o alferes Valentim por terra usando suas armas contra o inimigo até a Balia na companhia do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra. Seus serviços de valoroso soldado, com os índios que levou de S. Paulo, mereceram-lhe por parte do marquês vice-rei a promoção do posto de alferes ao de capitão de infantaria.
Casou-se o capitão Valentim na Balia com Catharina de Góes e Siqueira, natural da Balia, irmã de João de Góes de Araujo, ouvidor do cível da relação daquela cidade em 1666, f.ª de Jorge de Araujo de Góes e de Angela de Siqueira, ambos naturais da Balia, n. p. de Gaspar de Araujo, natural de Ponte de Lima, e de Catharina de Góes, natural de Lisboa, n. m. de Sebastião Pedroso de Barros, natural de Viana do Minho, e de Leonor de Siqueira, natural da Balia. Depois da morte de seu pai, resolveu o capitão Valentim Pedroso vir morar em S. Paulo trazendo sua mulher Catharina, que foi acompanhada de sua irmã Leonor de Siqueira e do irmão André de Góes de Siqueira que veio depois provido no cargo de provedor e contador da fazenda real da capitania de S. Vicente e S. Paulo, por provisão passada por D. Vasco de Mascarenhas, conde de Óbidos e vice-rei, em 1666.
Faleceu o capitão Valentim de Barros em S. Paulo em 1651 e teve 2 f.ºs:
  • 1-1 Fernando  
  • 1-2 João
A viúva Catharina casou-se 2.ª vez com dom João Matheus Rendon, viúvo de Maria Bueno de Ribeira e foram morar na Ilha Grande
      
2 - Antônio Pedroso de Barros, bandeirante, filho de Pedro Vaz de Barros e de Luzia Leme.

Faleceu em 1652 com testamento. Foi potentado pelo número de 600 índios que possuía nas suas fazendas de cultura.

Em 1650 já havia muitas fazendas pela região conhecida por Caioçara, nome conservado até hoje. Confinam-se os bairros Caioçara de Jarinu e de Atibaia. Os bandeirantes, contornando pela esquerda o morro da Cangica, teriam atingido o altiplano onde foi construído o prédio da estação de Campo Largo, da Estrada de Ferro Bragantina. Nas imediações situava-se a próspera fazenda de Antônio Pedroso de Barros e dessa propriedade teriam partido os movimentos conducentes ao desbravamento da região.

O aparecimento do burgo de Atibaia data de 1665. Em 1653 (doze anos antes, portanto), no inventário de Antônio Pedroso de Barros, constam as divisas da região denominada Caioçara, cujas terras pertencem, hoje, parte ao município de Jarinu e parte ao de Atibaia.
Nas terras situadas antes de Juquerí (hoje Mairiporã), para quem parte de São Paulo, havia propriedades de bandeirantes notáveis como Antônio Pedroso de Alvarenga, Brás Cardoso, Paulo Pereira, Pedro Fernandes, Mateus Luís Grou, Francisco Rodrigues Velho e seus irmãos e outros sertanistas.
A aventura de sua vida é narrada em «Marcha para o Oeste», livro de Cassiano Ricardo, onde o autor afirma: «Outros bandeirantes no rumo oeste e noroeste foram os Pedroso (Pedroso Xavier e Pedroso de Barros). Antônio Pedroso de Barros e Luís Pedroso de Barros, dois irmãos, penetraram, via fluvial, os oestões matogrossenses, o primeiro conduzindo uma bandeira em que havia 500 índios e o segundo 1.200.
As bandeiras eram famílias inteiras. o objetivo estava muito distante e as tribos indígenas eram das mais ferozes e destemidas. Pelos rios Tietê, Paraná, Pardo[desambiguação necessária], Coxim e Taquari, 520 léguas tinham a percorrer. E os índios eram os paiaguás e os guaicurus, os primeiros eram senhores dos rios ("índios peixes") e os segundos eram os famosos índios cavaleiros. Os "paiaguás eram os muros fechando as minas de Cuiabá" e "bugres terríveis, quanto mais matavam, mais queriam matar".
Silva Leme conta de sua família na «Genealogia Paulistana». Como consta de seu inventário com testamento (Cartório de Ofícios de São Paulo) morreu em 1652, sendo seu testamento escrito por seu concunhado Francisco Dias Velho, por estar o testador em artigo de morte. Nele declarou ser filho de Luzia Leme, ser irmão dos capitães Fernão Pais de Barros e Pedro Vaz de Barros, e ser genro de Inês Monteiro de Alvarenga.
Casou em São Paulo em 1639 com Maria Pires de Medeiros, filha do capitão Salvador Pires de Medeiros e de Inês Monteiro de Alvarenga, chamada «a matrona». Deixou 4 filhos legítimos e quatro bastardos:

Os filhos legítimos de 2. Antonio Pedroso de Barros:        

  • 2- 1 - Pedro Vaz de Barros (antepassado do meu ramo de familia)
  • 2- 2 - Antônio Pedroso de Barros.
  • 2- 3 - Inês Pedroso de Barros
  • 2- 4 - Luzia Leme de Barros.
Os filhos bastardos:
  • 2-5 - Sebastiana, filha de Maria pequena.
  • 2-6 - Paulo, filho de Maria pequena.
  • 3-7 - Pascoal, filho da índia Vitorina.
  • 3-8 - Ventura, filho da índia Iria.

     3 - Luís Pedroso de Barros, f.º do capitão-mor governador Pedro Vaz de Barros e de Luzia Leme, saiu em 1639 no posto de capitão de infantaria na mesma expedição de que fez parte seu irmão o capitão Valentim Pedroso (Cap. 1.º) que de S. Paulo foi socorrer a Bahia e Pernambuco contra a invasão dos holandeses. Levou o capitão Luiz Pedroso em sua companhia muitos índios de sua propriedade, sendo governador e capitão-mor de toda a expedição Antonio Raposo Tavares. Na Bahia casou-se o capitão Luiz Pedroso de Barros com Leonor de Siqueira, irmã inteira de Catharina casada com o capitão Valentim Pedroso do Cap. 1.º, e voltou a S. Paulo trazendo sua mulher que faleceu em 1699, e o capitão Luiz Pedroso em 1662 no sertão dos Serranos, no reino do Peru, para onde tinha feito uma entrada, depois que voltou da Bahia. Teve de seu consórcio 2. f.ªs.

       4 - Pedro Vaz de Barros (filho), com o mesmo nome do pai, que foi fundador e padroeiro da capela de São Roque, termo da vila de Parnaíba, depois comarca de São Roque. A este opulento fazendeiro se deve a fundação do povoado de São Roque, entre Parnaíba e Sorocaba, no vale do rio Tietê e, mais tarde um pouco, entre São Roque e São Paulo de Piratininga começou o núcleo de Cotia, capela curada em 1662 e vila em 1664.

"Pedro Vaz de Barros tinha mais de 1.200 índios e índias, alem da sua família, na sua fazenda de São Roque"
Morreu em São Paulo em 1695. Deixou 15 telas no espólio, que totalizava 3.319$986; três quadros, cujos assuntos não se descrevem, foram avaliados em 4$800, e 12 «painéis de madamas» avaliados em 2 cruzados cada. Seriam composições de moda, abrejeiradas, figurinos franceses do fim do século XVII?
Não foi casado mas deixou nove filhos bastardos que seguem, de diversas mulheres, como consta do seu inventário em 1676. Foram eles:

  •         (4-1) Brás Leme de Barros, filho da mameluca Justina;
  •         (4-2) Joana Vaz de Barros, filha da mameluca Justina;
  •         (4-3) Maria Vaz de Barros (filha da mameluca Justina;
  •         (4-4) Isabel, filha de Catarina;
  •         (4-5) Lourença, filha de Teresa;
  •         (4-6) Margarida, filha de Rufina;
  •         (4-7) Mariana, filha de Maria;
  •         (4-8) Páscoa de Barros (filha de Bárbara do Amaral)
  •         (4-9) Leonor, idem.

Brás Leme de Barros foi instituído herdeiro do grande cabedal de seu pai, e casou com sua prima irmã Iñácia Pais de Barros filha bastarda de Fernão Pais de Barros
e de uma crioula de Pernambuco; Inácia casou, ao enviuvar, com o sargento-mor João Martins Claro.
A seu respeito, escreveu Pedro Taques na «Nobiliarquia Paulistana»:
«Nesta sua capela teve sua maior assistência. Foi a sua casa e fazenda uma povoação tal que bem podia ser vila, e ainda hoje as casas que foram de sua residência servem de padrão que lhe acusam a maior magnificência, como obra daquele tempo. Teve muito grande tratamento, correspondente aos grossos cabedais que possuía, entre cujos móveis teve uma copa de prata de muitas arrobas. A sua casa era diariamente freqüentada de grande concurso de hóspedes, parentes, amigos e estranhos, que todos concorriam gostosos a fazer-lhe uma obsequiosa assistência. Todos eram agasalhados com grandeza daquela mesa, na qual com muita profusão havia pão e vinho da própria lavoura, e as iguarias eram vitelas, carneiros e porcos, além das caças terrestres e voláteis, das quais os seus caçadores atualmente conduziam com fartura, e por isso de tudo havia com abundância, e com tanta prevenção que, a qualquer hora da tarde que chegavam novos hospedes, estava a mesa pronta, como se para estes fora conservada. Foi cognominado - Grande - chamando-se-lhe assim pelo idioma brasílico: - Pedro Vaz Guaçu.»

    
A ele dirigiu o rei uma carta pedindo seu auxilio a frei Pedro de Sousa que em 1682 fora incumbido de examinar as minas de ouro, prata e cobre no termo da vila de Sorocaba. Continua Taques: « O seu nome foi respeitado em todo o Brasil com veneração. Governando a cidade da Bahia Alexandre de Sousa Freire, escreveu este a Pedro Vaz de Barros em 1669, expondo-lhe os danos e hostilidades que experimentavam os moradores do recôncavo da Bahia dos bárbaros índios que, em repetidos assaltos, iam acabando aos ditos moradores, pedindo-lhe quisesse ir de socorro para conquistar os reinos dos ditos bárbaros, e fazer nisto particular serviço a S. Majestade, e resgatar a Bahia da infecção destes índios. Teve efeito este socorro no mês de Maio de 1671, em que na vila de Santos se embarcou a recruta desta gente que, chegando à salvamento à Bahia, penetraram o sertão, onde conseguiram tão feliz vitória contra os bárbaros que o governador geral se antecipou a dar conta dela em 1673 aos oficiais da câmara de S. Paulo, para que aplaudissem a glória dos seus naturais, que inteiramente tinham destruído os principais reinos e aldeias, que havia muitos anos, infeccionavam aquele estado. Destruídos os inimigos, morreram dos prisioneiros acima de 800 homens no mesmo sertão de uma quase peste, e só chegaram a cidade 1.500, os quais foram repartidos pelos soldados e cabos de guerra, (da qual tinha sido encarregado com caráter de governador Estevão Ribeiro Baião Parente) na forma do assento que antes desta guerra se havia tomado sobre o cativeiro destes inimigos, com presidência do Governador geral do mesmo Estado, depois de ouvidos os teólogos que na matéria deram o seu voto.»
Comenta Taques: Tal era a moral e direito das gentes daquele tempo. Mas sem o interesse do serviço dos índios não teriam feito os paulistas tão dilatadas e pasmosas jornadas pelo sertão, que ocasionaram os descobrimentos que hoje estão povoados. «Pedro Vaz de Barros tinha mais de 1.200 índios e índias, alem da sua família, na sua fazenda de São Roque.»
Morreu em São Paulo em 1695. Deixou 15 telas no espólio, que totalizava 3.319$986; três quadros, cujos assuntos não se descrevem, foram avaliados em 4$800, e 12 «painéis de madamas» avaliados em 2 cruzados cada. Seriam composições de moda, abrejeiradas, figurinos franceses do fim do século XVII?    

5-Fernao Paes de Barros foi um dos cavalheiros de maior respeito e tratamento. Como refere Pedro Taques: "recebeu honrosíssima carta firmada pelo punho do rei Dom Pedro em 1678. A natureza dos seus serviços consta dos autos de justificação que fez deles em S. Paulo em 1685, sendo escrivão o tabelião Roque Mendes da Silva e juiz ordinário Diogo Barbosa do Rego. Deles consta que Fernão Paes de Barros assistira sempre com a sua pessoa, fazenda, criados e escravos, e acudira a todos os rebates da praça de Santos em tempo que os holandeses infestavam a costa. Vindo a S. Paulo o doutor Damião de Aguiar, corregedor da capitania, a prender a Manoel Coelho da Gama, régulo facinoroso, como com efeito o prendeu, intentaram os sequazes do mesmo régulo tirá-lo em caminho,matando ao dito corregedor, e para se evitar este risco foi Fernão Paes de Barros acompanhar até a vila de Santos o dito doutor desembargador, escoltando-o a sua custa com um grosso corpo de armas, que para isso formou. Achando-se em S. Paulo o corregedor Sebastião Cardoso de S. Paio, o acompanhou três léguas a pé para se destruir uma casa forte, guarnecida por criminosos réus de culpa capital, para cuja ação levou Fernão Paes de Barros muitos dos seus parentes, criados e escravos. Escrevendo o príncipe dom Pedro em 1664 que desse ajuda a favor ao governador Agostinho Barbalho Bezerra, que vinha enviado para o descobrimento das minas das esmeraldas, lhe deu Fernão Paes de Barros da sua fazenda mil varas de pano de algodão, armas e mantimentos para a jornada que fazia dito Barbalho, com sessenta arrobas de carne de porco, que tudo consta da certidão que do conteúdo se lhe passou em 1666 em 9 de agosto. Quando chegou a S. Paulo o tenente-general Jorge Soares de Macedo, e apresentou em câmara aos 30 de Novembro de 1678 as reais ordens que trazia para a diligência a que vinha, de ir a Montevidéu a descobrimento de minas de prata, por se achar a real fazenda da província de Santos sem dinheiro algum, comunicando Jorge Soares esta matéria com Fernão Paes de Barros, este entregou aos oficiais da câmara de S. Paulo 300$ em moeda corrente, oferecendo também toda a praia de sua copa para que se vendesse, fundisse ou empenhasse, de sorte que por falta de dinheiro não parecesse o real serviço na diligência para que vinha destinado dito Jorge Soares. Isto consta de um termo lavrado no livro das vereanças; e do mesmo livro consta mais que o mesmo Fernão Paes dera três homens do gentio da terra, bons sertanistas, para acompanharem dito Soares na jornada, para a qual fez grande despesa, sem fruto algum. No mesmo livro ainda se lê que Fernando Paes andava no real serviço gastando a maior parte de sua fazenda.

Quando se estabeleceu a paz de Holanda em cinco milhões, e o casamento da infanta de Portugal d. Catharina em dois milhões pediu el-rei dom Pedro aos seus vassalos um donativo para o pagamento dos sete milhões, e Fernão Paes de Barros se distinguiu entre os mais paulistas, dando para o dito chapim em moeda corrente 600$. Vindo a S. Paulo o fidalgo dom Manoel Lobo em 1679, pelo qual o mesmo príncipe dom Pedro escreveu à Fernão Paes a carta de que acima fizemos menção, o hospedou todo o tempo que dom Manoel Lobo esteve em S. Paulo, com tanta grandeza, como se vê da carta que ele escreveu da Nova Colônia em 25 de fevereiro de 1680, registrada no arquivo da câmara de S. Paulo. E como o mesmo dom Manoel Lobo ia fundar a sobredita colônia do Sacramento, lhe deu Fernão Paes de Barros, para ajuda dos gastos, 100$ em dinheiro e três cavalos dos melhores que tinha em sua cavalariça.
Querendo passar da vila de Santos para S. Paulo dom Rodrigo de Castello Branco, superintendente geral dos descobrimentos das minas de ouro e prata, lhe faltavam para conduzir a fábrica de S. Alteza, os índios das aldeias do real padroado, e a tudo supriu Fernão Paes de Barros, mandando para o Cubatão a sua custa o troço de gente que bastou para a condução do dito dom Rodrigo e a fábrica que trazia, pertencente à fazenda real, a cuja provedoria poupou Fernão Paes o melhor de 100$, como consta das certidões do seu serviço ".
Teve sua fazenda de cultura em Araçariguama, onde fundou a capela de Santo Antonio, com altar mór de excelente talha dourada.
   Casou-se no Rio de Janeiro com Maria de Mendonça, de quem não deixou f.º algum, porque com ela não teve vida marital pela razão de descobrir sobeja prova contra a pureza do sangue dessa senhora, entretanto teve ela grande tratamento e estimação como legítima esposa de Fernão Paes de Barros. Faleceu em 1709 com testamento e teve em solteiro de uma crioula de Pernambuco uma filha natural que foi:

  • 5-1 Ignacia Paes de Barros que 1.º casou-se com seu primo irmão Braz Leme de Barros, f.º herdeiro do Cap. 4.º. - Ficando viúva de seu marido e dele herdando a grande fortuna, que, junta a que recebeu de seu pai, montou a um grande cabedal, tornou-se fácil passar a 2.ªs núpcias com o sargento-mor João Martins Claro, natural de Miranda do Douro, e que viera no real serviço acompanhando ao governador dom Manoel Lobo

6.Sebastiano Paes de Barros, capitão Sebastião Paes de Barros foi também muito notável pelos serviços prestados à coroa; esteve na qualidade de cabo em Tocantins e no Maranhão com o governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Foi casado com Catharina Tavares f.ª de Francisco de Miranda Tavares e de Izabel Paes Borges de Cerqueira, por esta, neta de Simão Borges de Cerqueira e de Lucrecia Leme. Faleceu Catharina Tavares em 1671 e seu marido em 1674. 

7. Jeronimo Pedroso Em 1641, chegou ao oeste do Rio Grande do Sul a última expedição de vulto, com o objetivo de capturar índios e saber notícias dos membros da expedição anterior. O líder da bandeira era Jerônimo Pedroso de Barros e como seu lugar tenente Manoel Pires, sogro de Antônio Raposo Tavares.
Nessa altura, os índios já estavam bem armados e instruídos sobre táticas de guerra. O principal confronto se deu nas barrancas do rio Uruguai, na sua margem direita, entre os arroios M’Bororé e Acarágua.
O exército missioneiro contava com proximadamente 4.000 índios, vindos de várias reduções, dos quais 300 estavam armados com arcabuzes e contavam também com peças de artilharia feitas com bambu, recobertas com couro. O índio que o chefiava se chamava Inácio Abiuru, auxiliado pelo também índio Nicolas Neenguiru, que basearam-se num plano militar bem urdido pelo Irmão Domingo Torres, ex-militar, que, junto com outros religiosos, treinara os índios. A bandeira era composta por 400 paulistas e perto de 2.500 índios tupis, além de mamelucos e escravos negros. Não tardou para ocorrer o embate, sendo os bandeirantes derrotados. Os que conseguiram fugir foram perseguidos e novos confrontos ocorreram. Um deles chegou a demorar oito dias. Em 25/03/1641, numa sexta-feira santa, o combate findou, com a plena derrota dos invasores.


No dia 28/03/1641, na Páscoa, o exercito missioneiro retornou glorioso e comemorou a vitória.
Na primeira fase das reduções do Paraguai estima-se que mais de 300.000 índios foram aprisionados pelos bandeirantes paulistas e transformados em escravos.
Na segunda fase, quando do surgimento das missões que constituíram os sete povos, a organização jesuítica teve mais consistência, mais força material, mais condições para lutar pela cateques. Os paulistas já não mais eram uma ameaça.


8.Lucrecia Pedroso de Barros foi casada com Antonio de Almeida Pimentel de conhecida nobreza pela qual teve em S. Paulo e na Bahia grandes estimações. Foi natural de Portugal. Segundo refere Pedro Taques, Antonio Pimentel, enviuvando em 1648 de Lucrecia Pedroso, passou para a cidade da Bahia onde casou 2.ª vez e deixou f.ºs com descendência ali muito conhecida pela sua qualidade. Da Bahia passou Antonio de Almeida Pimentel para o reino de Angola onde faleceu em 1653. Lucrecia Pedroso Cap. 8.º teve a f.ª única. (C. O. de S. Paulo):

  • 8-1 Maria de Almeida Pimentel, com um mês e meio de idade quando faleceu sua mãe, batizada em 1648 em S. Paulo, casou com o capitão-mor Thomé de Lara e Almeida e foram moradores em Sorocaba. Com grande geração em Tit. Taques Pompeus.  

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Paes de Barros em São Paolo Imperial

Este artigo escrito por Eudes Campos no "Informativo do Arquivo Histórico Municipal", explica em grande detalhe a história dos nossos antepassados ​​em São Paulo. Um deve lê-lo.
Aproveite!
As pesquisas desenvolvidas sobre a história urbana e a arquitetura da cidade de São Paulo no período imperial levaram-nos a reparar na presença crescente, e cada vez mais atuante, de destacados ituanos na capital paulista, a partir do último terço do oitocentismo.

O funcionamento da ferrovia de Santos a Jundiaí, iniciado em 1867, e a construção dos ramais ferroviários ligando Jundiaí a Campinas (1872) e a Itu (1873) propiciaram a rápida expansão da cultura cafeeira pelo Oeste da Província e facilitaram em muito a vida dos fazendeiros do interior. Na década de 1870, a economia agroexportadora paulista ingressava em sua etapa capitalista – o preço do produto sendo dado desde então pelo agricultor e não mais pelo intermediário, o comissário de café – e os grandes produtores que começavam a se transferir para São Paulo, já suficientemente imbuídos de mentalidade burguesa, puseram-se a aplicar seus excedentes de capital em empreendimentos urbanos de variada natureza, tornando-se assim responsáveis pela rápida transformação econômica, social e física da cidade.

A partir daqueles anos passou a ser, portanto, possível para os cafeicultores desfrutar uma vida urbana mais amena em São Paulo, sem perder o controle do trabalho das lavouras e da comercialização do produto. Os agricultores não só participavam de diferentes atividades empresariais, inclusive negócios imobiliários na Capital, como também, a partir daí, seguiam o andamento da faina nas fazendas, acompanhavam os negócios das casas comissárias estabelecidas em Santos e fiscalizavam o embarque das sacas nas docas do porto dessa cidade; exerciam ainda pressão política sobre o governo da Província e os deputados na Assembléia, além de poderem levantar crédito nos estabelecimentos bancários estabelecidos na Paulicéia, sempre que necessário.

Certamente era esse tipo de vida que pretendia levar um dos maiores e mais antigos produtores de café da época, o Capitão Antônio Pais de Barros (1791-1876), 1º Barão de Piracicaba (1854), um dos fundadores da cidade de Rio Claro (1827), quando, já idoso, decidiu transferir-se para São Paulo por volta de 1870. Com ele vieram filhos, genro e sobrinhos, que logo alcançaram cargos de destaque e posições de prestígio na sociedade paulistana daquele tempo, passando a manejar o poder político e o prestígio social que detinham das formas mais variadas, e dando início a um processo de migração das elites paulistas para a Capital que se prolongaria por décadas.

Salvo engano, a família Pais de Barros não foi até hoje objeto de estudo aprofundado por parte de nenhum historiador, ao contrário de seus rivais, os Silva Prado, e em nossa opinião urge reconstituir a saga familiar desses ituanos, que por um longo período de tempo dominaram a sociedade, a política e a economia paulista, alcançando um de seus membros o cargo executivo de maior expressão do País durante a Primeira República.
                          por Eudes Campos               





Clica e leia aqui todo o artigo sobre os nossos avós:
Os Paes de Barros na São Paolo Impérial


sábado, 2 de julho de 2011

Dr. med. Bento Xavier Paes de Barros, bisavô de Tiffany, e os seus filhos em Europa

Ramo de Tiffany dos Paes de Barros

1. Dr. med. Bento Xavier Paes de Barros e seus filhos em Europa

O avó de Tiffany, Victor Franz Xavier de Barros e os seus irmãos Luiz e Paolo tenham uma historia pelo contrário de muitos brasileiros.

Eles tenham a medade dos seus antepassados e parentes em Hungria e Austria e a outre medade no Brasil e viveram no Europa.

Entanto muitos brasileros pesquisam Europa para os seus ancecstrais, nos em vez pesquisamos o Brasil para encontrar a nossa outra medade de historia e outros membros de familia.

Meu pai foi Suiço e minha mãe foi brasileira, uma descendente do Barão de Tatui de São Paolo. Ainda ela nunca tem sido no Brasil.


Uma velha caixa

Em uma velha pequena caixa de Silvia de Barros, mãe de Tiffany, eu encontrei muitos documentos, fotografias e velhas cartas. Foram do avó Victor de Barros. Lembro-me, o que minha mãe e os meus avós haviam dito sobre os parentes do Brasil, da Viena (Austria) e Hungria, quando eu era pequena. Lembro-me de uma prima de minha mãe que "retornou" no Brasil em 1942 e que veio a cado ano para visitar-nós.

Hoje eu tento reconstruir a história desta família Paes de Barros.

Muitas coisas interessantes eu descobri! Mas ainda faltam muitos contextos


trisavôs brasileiros de Tiffany :


O avô de Victor Franz Xavier de Barros, avô de Tiffany, era Francisco Xavier Paes de Barros, Barão de Tatui, São Paolo, casado com Gertrudes Aguiar Paes de Barros.

Encotrei a descendencia com eles em documentos de nascimento e batismo do meu avô Victor que são em possesso em nossa familia. Fiz pesquisas e encontrei os ancestrais tambem na "Genealogia Paulistana" de Luis Gonzaga Silva Leme e a "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica (em três volumes)" de Pedro Taques. Segundo eles a descendencia do Barão de Tatui e assim:

Pedro Vaz de Barros c/c Luzia Leme. pais de

Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros, pais de:

Pedro Vaz de Barros (neto) c/c Maria Leite de Mesquita, pais de:

Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado, pais de:

Fernão Paes de Barros c/c Angela Ribeiro Leite, pais de:

Antonio de Barros Penteado c/c Maria Paula Machado, pais de:

Francisco Xavier Paes de Barros, (o capitão Chico de Sorocaba) foi irmão do Barao de Itu, do Barao de Piracicaba e de Genebra de Barros Leite. Francisco Xavier Paes de Barros c/c Rosa Candida de Aguiar,pais de:

Francisco Xavier Paes de Barros (filho), Baraõ de Tatui, c/c com sua prima Gertrudes Aguiar Paes de Barros.Trisavós de Tiffany

Gertrudes Aguiar Paes de Barros era filha do Bento Paes de Barros, Barão de Itu e Leonarda Francisca de Aguiar. irmã de Dr. Rafael Aguiar Paes de Barros, fundador do Jockey Club em São Paolo, e irmã de Antonio de Aguiar Barros, o marques de Itu) e membro de opulente familia de fazedeiros em Itu e Sorocaba que foi tambem familia importante na São Paolo de fine sec. XIX.

(leia aqui um artigo de Eudes Campos Os Paes de Barros em Sâo Paolo)

3°s avós de Tiffany:

Francisco Xavier Paes de Barros, o Barâo de Tatui. e Gertrudes Aguiar Paes de Barros, trisavós de Tiffany, foram pais de:

1.1. Dr. med Bento Xavier Paes de Barros, nascido 1859 em Itu e falecido em 27.6.1945 São Paulo.

1.2. Francisco Xavier Paes de Barros

1.3. Octavio Xavier Paes de Barros


bisavôs de Tiffany:


1.1. O Dr. med Bento Xavier Paes de Barros estudou médicina em Rio de Janeiro onde fiz o grau de doutor em 1884. Entre os anos 1886- 1891/92 ele era em Viena, Austria onde ele conheceu a sua primeira mulher, Emma Maria Florentina von Körmendy, bisavó de Tiffany.
Não sabemos com certeza a razão porque B. Xavier era em Vienna. Ele foi medico legista e escreveu sobre medicina forense. Pode ser que foi em Viena por estudos... ou, como contou a minha mãe, em uma missão "diplomatica" por as fazendas de sua familia. Eram tempos de imigração no Brasil. Seu pai, o Barão de Tatui havia fundado com outros parentes e fazeindeiros a "Sociedade Promotora de Immigração de São Paulo".

A escravidão tinha sido abolida e os fazendeiros necessitavam de mão de obra. Existem muitas publicações em Europa de essa epoca, onde o Brasil promove a immigração para là.

Bento Xavier Paes de Barros conheceu em Viena Emma Florentina Maria Körmendy, filha de Johann Eduard von Körmendy (trisavô de Tiffany em Austria), de Pinkafö, Hungria, proprietário de uma fábrica e castelo. Johann Eduard von Körmendy foi casado come Johanna Salmutter. Emma foi irmã de capitão-"Húsar" August Ede Körmendy e outros 3 irmâes.

Achamos que Dr. Bento foi em Viena no periodo entre 1886 e 1891, porque nasceram in esse periodo os 2 primeiros filhos:
  • - 1.1.1.Luiz Xavier de Barros, 1887, Viena, Austria
  • - 1.1.2.Victor, Franz (Francisco) Xavier de Barros, avô de Tiffany, nascido em 1888 Viena, Austria 
  • - 1.1.3. Paolo Xavier, nasceu 13 de Maio 1993 em Rio de Janeiro, Brasil, na Rua D. Feliciana N° 180, o que significa que a familia foi em Brasil

Temos o registro de nascimento e cidadania brasileria  Victor Franz Xavier de Barros, que diz:
Folha 152 do 25° livro de registros de nascimento do Estado de São Paulo  :
"....Victor Francisco Xavier de Barros,filho legitimo de Dr. Bento Xavier Paes de Barros e D. Emma Körmendy de Barros, residentes a Avenida Tiradentes numero quinze, paterna do Barão de Tatuhy (vivo) e de D. Gertrudes Aguiar Paes de Barros (falecida), residente na esta Capital
materno de José Eduardo (Joseph Eduard) Körmendy (vivo) e de D. Johanna Salmutter (falecida) residente Vienna de Austria..."

feito em Santa Ephigena, 23 de Julho 1892

O avô de Tiffany, Victor Franz Xavier de Barros, era brasileiro. Todos os 3 filhos de  Emma von Körmendy de Barros e do Dr.Bento Xavier Paes de Barros (bisavôs de Tiffany) foram brasileiros, 
De acordo com o que dizem mãe de Tiffany e os  parentes, Emma Florentina Körmendy mudou de novo pela Europa per volta de 1894/95. Viveu em Viena, Alemanha, Scozia e Suiça. Ignoramos o fato porque deixou o Brasil e o seu marido Dr. med. B. Xavier Paes de Barros.

os  avós e tio-avós de Tiffany

O avô de Tiffany, Victor de Barros, nasceu em 22.7.1888 em Viena na "Floriani-Gasse 3", (a rua Floriani nr 3) de fronte de Universidade e perto do "Rathaus", a prefeitura, no antigo bairro de "Josefstadt"
Aqui estam a área da Câmara, o Parlamento, o Palácio da Justiça e a Universidade. No inicio do 1900 atraiu muitos funcionários e estudantes. Mais tarde freqüentou o
colégio na Abadia de Melk, perto de Viena. Temos tambem um cartão postal escrito do Bento Xavier escrito à seu filho Victor que era em Melk em 1904

FLORIANI GASSE 3 WIEN,
CASA NATAL DE VICTOR FRANZ XAVIER DE BARROS; AVÔ DE TIFFANY


VIENA; AUSTRIA, 

ABBADIA MELK
COLEGIO ONDE ESTUDOU VICTOR FRANZ XAVIER DE BARROS, AVÔ DE TIFFANY

Após o colégio em Melk, Viktor de Barros mudou com a sua familha (mâe e irmãos) para Berlim em Alemanha onde estudou engeheria entre 1912 a 1915, ou seja, durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial. Moraram na Hohenstaufer-Strasse em Charlottenburg.

Em 19 de Agosto 1916 depois o final dos estudos casou-se sempre em Berlim (Charlottenburg) com  Lucia Karoline Felicia Benesch, com o qual ele já havia envolvido em Viena e a qual o visitou muitas vezes em Berlim. Ela foi filha de Gerard Benesch, arquiteto em Viena e Friederike Barth cujo pai, Carl Barth, foi um gravisto e pintor bastante conhecido em Viena.

Em 6 de Agosto 1917, cerca um ano depois, Victor viajou com os seus irmãos e as respectivas famílias e com a mãe Emma na Suíça. Os Estados Unidos tinham entrado na guerra, a situação em Alemanha e Áustria foi mais do que precária.

Com a entrada dos EUA na guerra tornou-se uma guerra mundial.
Sem suficiente capacidade de manobra, durante o ano de 1917, Carlos I da Áustria e IV da Hungria manteve à revelia da Alemanha uns polêmicos contatos com o governo francês para tratar de alcançar a paz com os aliados através de seu cunhado, o Príncipe, Sixto de Bourbon-Parma, que fracassaram. Com a derrota da Áustria-Hungria na guerra é iniciada a dissolução do Império, renunciou ao cargo de chefe de Estado em 11 de novembro de 1918 mas não aos seus direitos como chefe da dinastia e ao trono. Partiu para o exílio na Suíça
.

Durante os anos da guerra de 1916 e 1917, a situação do abastecimento havia se deteriorado dramaticamente na monarquia dos Habsburg.. Enquanto a indústria de armas aumentaram continuamente sua produção, foram encontrados na escassez de matérias-primas em primeiro lugar. Començaram com rigorosa ampliaçao de produçao de alimentos muito controlada. Desde 1916. foram por uma restrição no suprimento de alimentos. (Emissão de cartas de pão e farinha, em abril de 1915, 1916 seguido de cartas por leite, gordura e cartões de batata).

Sem embargo, a decadência do império fez que perdessem possessões, reduzindo finalmente a um resquício de todo seu antigo poder: Áustria, Hungria e Boémia. Estes reinos formaram em princípio o Império da Austria (1804-1867), mais tarde passaram a ser o Império Austro-Hùngaro (1867-1918). O colapso do estado austro-húngaro em 1918 pôs fim ao poder da dinastia Habsburgo no mundo.

Em um situaçao politica incerta os avós de Tiffany decideram 1917 de deixar Austria e Alemanha. O projeto tem sido sempre de retornar em Brasil.
De acordo com as histórias de mãe de Tiffany, em 1917 todos os filhos de Dr. Bento estavam no viajem no Brasil. Mas a guerra não permitia um viajem ultramarino pela guerra submarina irrestrita. Os de Barros (todos os 3 filhos com as respetivas esposas) ficavam a Berna em Suiça,que não foi em guerra sendo um pais neutro.

Todos os filhos e netos ! de Bento Xavier Paes de Barros tinham cidadania brasileira até o final dos anos 40. Nos anos 50 dois se tornaram Suiços.

O  tio-avô de Tiffany, Paolo Xavier de Barros, emigrou ou "retornou" em Brasil com a sua mulher Hilde Biedermann perto de 1920. Retornou sim, porque havia nasido em Rio de Janeiro e nas primas cartas que ele esreveu ao avô de Tiffany ele fala do "Pais dos seus antepassados". Em são Paulo visitou o pai Dr. Bento Paes de Barros e os meio-irmãos Tito e Affonso Paes de Barros. Em suas cartas podemos ler de sua vida com eles aí e que o Dr. Bento Xavier tive à opérar os olhos.


O bisavô de Tiffany B. Xavier Paes de Barros tinha casado com outra mulher, a Anna Maria Luisa Dauer. Ela nasceu no Brasil, filha de imigrantes alemães. Seu pai veio da Saxônia, da cidade de Nebra, e sua mãe era do Holstein. Ela faleceu em 1956.

Bento Xavier e Luisa Paes de Barros foram pais de: 1. Affonso, 2.Tito, 3.Maria Beatriz e 4. Waldemar Todos meio-irmãos do Victor Franz Xavier de Barros, avô de Tiffany.

Em vez de emigrar em São Paulo, os irmaõs Victor e Luis permanecevam na Suíça. Tenham mulheres e crianças.As coisas iam bem e não foi facil deixar a tranquilidade! Em muitas cartas de Paolo e Hilda, eles são chamados "Berner-de Barros" (os de Barros de Berna) que devem reunir-se no Brasil com o pai.

Victor Franz Xavier começou a sua carriera profissonal como engenheiro na fabrica de aquecimento central, "Zentralheizungsfabrik" Ostermundigen, onde ele era ativo tambem na direitoria até sua aposentadoria. Em essa epoca a fabrica Zent era a mais grande em Berna. Foi fundada em 1898 de Jacob Ruef nos arredores de Berna na antiga estação Ostermundigen, e tive filiais em Milão, Nice e Paris. O avô de Tiffany fiz muitos viagens nas respectivas cidades e temos muitas fotografias.

No entanto, os planos para ir para o Brasil mudou- pela crise do café e pela crise econômica mundial. Em seguida, foram completamente abandonados por a revolução no Brasil e depois pela segunda guerra mundial. Na segunda guerra mundial o Brasil entrou em guerra. Em Suiça os brasileiros de Barros com as resptectivas filhos e filhas (assim tambem a minha mãe) eram declarados stateless = sem pàtria !


Após a Segunda Guerra Mundial, Victor Franz Xavier de Barros deu a sua cidadania brasileira e se tornou um cidadão suíço. Tiffany tem ainda o seu passaporto brasileiro.

Em 1942, faleceu  Luiz Bento Xavier de Barros, tio-avô de Tiffany. Era casado com Mathilda Carolina Bretner e foram pais de dois filhos: Luis e Mathilda, apelizada "Tilly". Luis morreu jovem. A filha Mathilda "Tilly" de Barros. emigrou tambem em São Paulo ca. 1942.  tia-prima"Tilly" -  muito amata por Tiffany - que cada ano veio na Suiça e que Tiffany visitou em 1984 no Brasil ! Ela casou com Renato de Barros Cintra, mas não tivem filhos.
Em 1981 a Tilly escriveu que o Paolo tinha falecido em dia 9 de Fevreiro, na sua casa em Rua Parque Dafonte, 02345 Sao Paolo, onde ela o havia visitado um dia atras, porque estavam projetando um viajem em Suiça !!

A mãe de Tiffany contava de muitas viagens do  Victor: na Itália, França e no Norte da Europa. Amou muito viajar. Especialmente com toda a familia para Viena e Hungria onde estava o tio materno, o "Husar" August Körmendy e os parentes mais proximos de sua mulher Lucia. Tambem Tiffany e os pais e parentes  estavam cada ano em Vienna e em Hungria.
Nas lembranças de Tiffany tem o avô Victor que tinha um motor a vapor self-made, com o qual ela e os outros netos jogavam. Lembramo-nos vagamente que ele mesmo construiu para si uma rádio. Victor também foi fotógrafo e ele mesmo desenvolveu as fotografias.
Toda a engenharia e tecnologia lhe interessava e ele estava sempre informado sobre .
Em 1969, Victor sucumbiu ao câncer sem realizar mais o seu sonho de encontrar de novo o seu mano Paolo, a sobrinha Tilly no Brasil e sem conhecer os parentes brasileros mais prossimos.


Resumo:


os bisavós de Tiffany o Dr. Bento Xavier Paes de Barros casou com 1. Emma Florentina Maria v. Körmendy. Foram pais de:

1. Luiz Bento Paes de Barros (1887 Vienna, Austria-1942 Zürich, Suiça), casado com Mathilda Carolina Brentner.pais de

  • - Luis (Lulu), sem geração 
  • - Mathilda, casada com Renato de Barros, sem gerãçao. 

2.Victor Franz Xavier de Barros avô de Tiffany (1888 Vienna Austria-1969 Berna, Suiça) casado com Lucia Benesch-Barth. pais de 4 filhos:
- Viktoria, casada, 3 filhos,
- Pedro, casado, 1 filha,
- Silvia, casada, 2 filhos,
- Felicitas, casada, 3 filhos

3.Paulo Xavier de Barros (1893 Rio de Janeiro - 1981 São Paulo) foi casado com Hilde Biedermann. Viveram em São Paulo. Sem geração.
Segunda vez casou o bisavô de Tiffany, o Dr. Bento Xavier Paes de Barros com 2. Anna Maria Luisa Dauer. Foram pais de

  • - Tito 
  • - Affonso
  • - Maria
  • - Beatriz
  • - Waldemar

Nós descendetes de Victor Franz Xavier de Barros somos todos Suiços que vivam hoje em varias regiãos na Suiça e tambem na Italia.
Somos Suiços só por parte dos nossos pais ou mães. Outra parte tem sangue brasileiro.
Queremos muito descobrir a parte brasileira e a nossa historia !

Abraços