“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 24 de setembro de 2011

Avenida Paes de Barros, Mooca, Historia em Sao Paolo

A Avenida Paes de Barros

na São Paolo, é um símbolo da memória e do desenvolvimento. A conhecida avenida no bairro de Mooca guarda fatos importantes em suas origens.

tem o nome do fazendeiro Rafael Aguiar Paes de Barros.


AVENIDA PAES DE BARROS, Sao Paulo
Foto http://criatividade109.blogspot.com/2010/06/blog-post_465.html



O protagonista 
Rafael Augiar Paes de Barros, 3° tio-avô de Tiffany
Filho de Bento Paes de Barros, Barão de Itu, e Leonarda de Aguiar ( 4°s avós de Tiffany), Rafael Aguiar Paes de Barros tinha posse de várias terras que se estendiam da Vila Prudente até a Alpina. Foi casado com sua prima Francisca de Azevedo de Barros (neta de Dr. Miguel Antonio Azevedo Veiga e Escholastica Joaquina de Barros, que foi irmã do Barão de Itu)


Formado em Direito, Rafael Aguiar Paes de Barros defendia causas extravagantes como o fim da escravidão e, em pleno regime monárquico, foi eleito Vereador pelo Partido Republicano Paulista. Com a esperança de abrandar esse gênio exaltado, seu pai, o Barão de Itú, despacha-o em uma viagem pela Europa. De lá ele acaba voltando entusiasmado com as corridas de cavalo, muito em alta na Inglaterra, e a história do Jockey Club de São Paulo tem então o seu início com o Clube de Corridas Paulistano.

Atravessando altos e baixos causados pela Abolição dos Escravos, Proclamação da República e, mais tarde, com as Revoluções de 24, 30 e 32, o Jockey Clube sofreu sucessivas suspensões de suas corridas, mas, mesmo assim, foi se firmando dentro da rotina e da história da cidade de São Paulo. Foi de lá, também que, em 28 de abril de 1912, levantou vôo o aeroplano pilotado por Edu Chaves que ia tentar pela primeira vez fazer o percurso Rio-São Paulo via aérea. Já em 1920 passa a ter a capacidade de abrigar 2.800 espectadores e, em 1923, é criado o Grande Prêmio São Paulo, até hoje uma das disputas mais importantes do turfe brasileiro.

De um encontro que reuniu no salão do Club Paulista, na antiga rua do Rosário, ilustres representantes da sociedade paulistana da época, o nome de Rafael Aguiar Paes de Barros se sobressaiu como idealizador do Clube de Corridas Paulistano. A ata dessa reunião foi redigida por Antônio da Silva Prado, neto do Barão de Iguape e filho de Dona Veridiana – o futuro Conselheiro Antônio Prado.

A primeira competição aconteceu em 29 de outubro de 1876, com animais trazidos do Reino Unido e da França, que eram criados na fazenda Paes de Barros. Para atender a demanda do público, foi inaugurada uma linha de bonde com o percurso Mooca-Centro. O espaço foi importante para a popularização do bairro, por ter sido ponto de encontro da elite paulistana e dos barões do café, apostadores assíduos; o turfe permaneceu até 1941, quando foi transferido para Cidade Jardim; atualmente, no local está situada a Subprefeitura da Mooca.

A primeira corrida oficial do Jockey Club de São Paulo aconteceu em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Com direito a apresentação de banda de música e presença de um grande público. Os dois únicos cavalos inscritos, Macaco e Republicano, tiveram a honra de inaugurar as raias instaladas nas colinas da Zona Leste da Capital. Apesar do favoritismo de Republicano, Macaco levou o primeiro prêmio da Província.

FOTO DE http://ritaturfe.blogspot.it/2010/08/historia-do-turfe-prado-da-mooca.html

Vários foram os fatos que ajudaram a construir a história do Jockey Club de São Paulo. Uma das grandes passagens se deu em 10 de julho 1877, quando ocorreu a primeira vitória de um cavalo tendo uma mulher como proprietária. O animal vencedor foi Corisco, pertencente à Maria Domitila de Aguiar Castro, filha de Brasilico de Aguiar, neta paterna do Brigadeiro Rafale Tobias de Aguiar e da Marquesa de Santos. Maria Domitila foi prima em 2° grau de Rafael Aguiar Paes de Barros (o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar foi irmão de 4a avó de Tiffany : Leonarda Francisca de Aguiar a mãe de Rafael Aguiar Paes de Barros. 

Fontes e textos em : 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobrenome no Brasil - Confusão e difficuldades! QUAL DOS de BARROS E VOCE?



Segundo algums descendentes nenhum Pais de Barros grafa o sobrenome dessa forma, mas sim Paes de Barros, que é uma grafia arcaica. Me escreveu um historiador que no Brasil, as normas ortográficas não são muito respeitadas e os sobrenomes muitas vezes são escritos de forma antiquada, como acontece por exemplo em inglês.  

Efeitivamente segundo o Formulario Ortogràfaico : 
"A grafia original do nome de biografados, , deve ser atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Tal norma foi reafirmada pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa (Acordo Ortográfico de 1945 e Acordo Ortográfico de 1990). A norma é optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos, mas após seu falecimento torna-se obrigatória para publicações, ainda que se possa utilizar a grafia arcaica no foro privado (Formulário Ortográfico de 1943, IX).

Quando eu comencei a estudar os arvores genealogicas dos vários de Barros, teria uma mata de nomes Barros, de Barros, Barroso etc. etc. A coisa mais confusional foi o que no Brasil e no Portugal os filhos e as filhas nao teriam sempre o sobrenome de familia paterna como na Europa.

Aqui não são permitidos os sobrenomes duplos.

Mesmo o meu avõ se chamava sõ "de Barros"em Viena e tambem na Suiça. Nos seuss documentos de nascimento os pais foram nomeados com todos os seus sobrenomes (Bento Paes de Barros, filho de..etc. etc.) Segundo os usos brasileiros ele se poderia chamar Victor Xavier Körmendy Salmutter Paes de Barros de Aguiar tambem como Victor Xavier Paes de Barros de Aguiar Körmendy Barth, etc. etc.

Muito complicado e confusional pelos Austriacos e Suiços.!!!

Na Europa se pode usar só o sobrenome do pai e quando uma moça va casar-se, prende o sobrenome de familia do marido e assim os seus filhos.

Assim a minha avõ Lucia Benesch diventou Luzia de Barros.

Assim a minha mãe (e eu tambem) perdou o sobrenome de Barros. Em alguns casos foi permitido ais mulheres de escriver tambem o nome da moça, mas sõ depois o nome do marido e com um hifen.

Assim fez a minha avõ: Luzia Karolina Felicia de Barros-Benesch, e minha mãe e eu.

Hoje tem mais possibilidade pelas mulheres, mas sempre só com dois sobrenomes.

Acredita-se que na Europa só depois  o século XIX, a maior parte das pessoas de qualquer nível social tinha um sobrenome, ou sobrenomes, hereditários, fixos só em alguns casos. Fora da cultura portuguesa, este sobrenome tendia a ser patrilinear, único, e identificava a família como primado de identidade masculina, provendo assim uma ligação com o passado, e preservando sua identidade no futuro. Por esse fato no mundo fora da cultura portuguesa não é surpresa o fato de que antigamente a prioridade das famílias mais importantes fosse ter filhos homens para manter o nome, afinal, os filhos homens eram quem passavam o sobrenome para as novas gerações, e por essa razão era preocupante para uma família não ter nenhum descendente masculino.

Por isso,em primeiro, eu mesmo tinha que entender como funciona o sistema de sobrenomes em Brasil. Isso é a causa porque eu chamo meu Blog "os Paes de Barros de São Paolo, Itu e Sorocaba...." Para diferenciar e encontrar possivelmente membros desse ramo dos de Barros. Vamos ver a

HISTORIA DOS SOBRENOMES
Desde a Idade Média e até ao século XVIII, em algumas zonas rurais portuguesas as pessoas eram conhecidas apenas pelo nome próprio, ao qual era acrescentado o patronímico (nome do pai), para os rapazes, e o matronímico, (nome da mãe), para as moças. Em casos mais raros podia o rapaz ser conhecido pelo matronímico, por exemplo, se não tivesse pai, ou a moça pelo patronímico, no caso, por exemplo, de o pai ser de uma família mais distinta do que a da mãe. A partir do fim da Idade Média, numa lenta transição das urbes (cidades) para o campo, e do litoral para o interior, os patronímicos tendem a fixar-se, transmitindo-se sempre o mesmo, já como sobrenome de uma determinada família que o usa em comum.
Nos documentos oficiais em Portugal por exemplo, na Chancelaria Régia portuguesa, os registros mencionam sempre o nome da pessoa, seguido do nome do pai dela, de forma a impedir confusões entre homônimos.

A necessidade de adicionar outro nome para distinguir as pessoas de mesmo nome próprio veio a ganhar popularidade. Então elas passaram a adicionar ao nome que declaravam, ou que assinavam, o apelido (sinônimo em português de alcunha ou sobrenome) por que os outros as distinguiam, ou então o nome da sua terra de origem:

Exemplos:

1º) João Anes, filho de um ferreiro, se diria João Anes Ferreiro, podendo passar essa alcunha/apelido aos seus descendentes.

2º) O filho de João Anes, de Guimarães, que passasse a residir em Barcelos, dir-se-ia João Anes de Guimarães.

3º) Este processo é paralelo e análogo aos membros da nobreza, que por serem muito conhecidos se assinam pelo nome das terras cujo senhorio pertence a sua respectiva família, explo: João Anes de Sousa, ou seja, João, filho de João, senhor ou dono das Terras de Sousa.

No século XI, época da Revolução Urbana na Europa, com a explosão da população nas, até então, pequenas cidades (urbes) medievais, pouco mais do que aldeias, o uso de um segundo nome se tornou tão comum nessas cidades subitamente crescidas, e onde as pessoas passaram a ter mais dificuldade em conhecerem-se todas entre sí, que em alguns lugares era mal visto/considerado não se ter um sobrenome.
Atenção: mesmo tendo sido este fenômeno de explosão da população o motivo do começo para todos os sobrenomes que existem hoje, grande parte dos nomes usado nas Idades Média e Moderna não tem a ver com a família, isto é, nenhum era obrigatoriamente hereditário, até à implantação do registro civil com força de lei em Portugal, no ano de 1911.

No século XIV é adotado em Portugal a língua portuguesa para os registros oficiais, abandonando-se o latim bárbaro até então utilizado para os registros. Isto paralelamente a outras nações européias, onde pelos anos de 1370 já se encontra a palavra sobrenome em documentos, nas respectivas línguas locais. 


Mas sobrenome significando ainda, e tão somente, um segundo nome mais distintivo, livremente atribuído ou escolhido e não necessariamente transmissível, ou seja, não era o sobrenome no sentido contemporâneo do termo.

Note-se que, até ao séc. XVII, nem sequer a Família Real dispunha de sobrenome, sendo os seus membros apenas tratados pelos seus nomes próprios e seus respectivos títulos distintivos, lembrem dos reis de França que assinavam apenas o nome, como aparece no contrato de casamento de Maria Antonieta em pleno séc. XVIII.

Até 1911, a adoção dos sobrenomes era liberal, isto é, as pessoas eram apenas batizadas com o nome próprio, e escolhiam livremente mudar esse nome próprio ao entrar na adolescência, época em que recebiam o Sacramento da Crisma, considerado um novo batismo, e que permitia, e permite, mudar o nome próprio, ou acrescentar-lhe outro.


Até 1911, por conselho da família ou vontade própria, o crismado escolhia qual ou quais os sobrenomes de família que passaria a assinar como adulto. Esses registros eram exclusivamente os da Igreja Católica que serviam oficialmente, quando preciso, na vida civil.

Bom? E assim a confusão e perfeito para mim. Não tem escolha senão meticulosamente verificar os nomes dos pais para os indivíduos e os registros das igrejas para pesquisar. 


Já em Portugal vigorava tanto entre a nobreza quanto entre o povo, o conceito de CASA, que era constituído pela noção de patrimônio familiar comum partilhado sob o comando do filho mais velho (no geral), na ausência de varões, sucediam as mulheres como senhoras da Casa que, em muitos casos transmitiram, e transmitem ainda, esse sobrenome da Casa à sua descendência. É o chamado sistema misto.

Este costume português explica porque é que, atualmente, são raríssimas, se é que ainda existem, as famílias portuguesas, ou de origem portuguesa, que mantenham a varonia do sobrenome, ou sobrenomes usados na atualidade.

Na cultura portuguesa é costume os filhos receberem um ou mais sobrenomes de ambos os progenitores.
Também assim se procede na cultura hispânica porém note-se que, enquanto na portuguesa os sobrenomes maternos precedem os paternos na disposição final do nome completo, na Espanha e na América hispânica a ordem é a inversa.

Entre 1580-1640 sob a dominação da Espanha vigorou em Portugal a praxe espanhola do sobrenome do pai anteceder ao sobrenome da mãe.
Em Portugal o número máximo de sobrenomes permitidos é 4, o que permite o uso de sobrenome duplo quer materno, quer paterno, enquanto que na Espanha é de 2, mas esses dois podem ser duplos, unidos por hífen, resultando na realidade em quatro sobrenomes como em Portugal.
Já no Brasil e nos restantes países de língua portuguesa não existe essa limitação para o número de sobrenomes.


A partir do final do século XIX, por influência da burguesia francesa, tornou-se comum às mulheres portuguesas acrescentarem o sobrenome (ou duplo sobrenome) do marido aos seus sobrenomes sem, no entanto, perderem os seus próprios sobrenomes de solteira.

Assim, como norma geral, os pais têm filhos com sobrenomes completamente diferentes entre si.

Pelo texto O uso dos apelidos em Portugal de Antonio Machado de Farias aprende-se que a confusão sempre foi muito complexa:


Pois muitas vezes os filhos não derivam o sobrenome do patronímico do pai, mas usam o próprio patronímico do pai, outras vezes tomam o mesmo patronímico do avô paterno, ou avô materno, ou bisavô paterno, ou bisavô sogro do avô paterno.

Por conta dessa prática fica tudo muito confuso na compreensão dos sobrenomes na genealogia.



SOBRENOMES NO BRASIL:
Exemplo ilustrativo de um nosso antepassado, tirado do Título: Penteado, Volume III, pg. 368 a 404, da Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), inspirada em Pedro Taques de Almeida Paes Leme (1714-1777):
Segundo escreveu Pedro Taques: A Nobre família de Penteado teve origem em S. Paulo em Francisco Rodrigues Penteado, natural de Pernambuco, para onde veio ser morador seu pai Manoel Corrêa com casa, saindo de Lisboa; e em Pernambuco se estabeleceu com negocio grande. Tendo este filho Francisco Rodrigues Penteado já bem instruído em artes liberais, sendo excelente e com muito mimo na de tanger viola, e destro na arte da música, seu pai o mandou a Lisboa sobre dependência de uma herança que ali tinha, o filho, porém, vendo-se em uma corte das mais nobres da Europa e com prendas para conciliar estimação, cuidou só no estrago que fez do cabedal que recebeu, consumindo em bom tratamento e amizades: Refletindo depois que não estava nos termos de dar satisfação da comissão com que passara de Pernambuco a Lisboa, embarcou na frota do Rio de Janeiro com Salvador Corrêa de Sá e Benevides em 1648, o qual tendo de passar a Angola, como passou, para a restaurar dos holandeses, o deixou (Francisco Rodrigues Penteado) na cidade do Rio muito recomendado pelo interesse de instruir nos instrumentos musicais a suas filhas e ao filho mais velho Martim Corrêa com quem estava unido pela igualdade dos anos. Do Rio de Janeiro, pela demora em Angola do dito Salvador Corrêa de Sá, que ficou feito general daquele reino, passou para a vila de Santos Francisco Rodrigues Penteado; e já desta vila subia para S. Paulo contratado para casar com uma sobrinha de Fernando Dias Paes, que foi quem o ajustou para este contrato.
Pg. 368: Casou-se Francisco Rodrigues Penteado em S. Paulo com Clara de Miranda f.ª de Antonio Rodrigues de Miranda, natural de Lamego, e de Potencia Leite, à pág. 135. Faleceu Francisco Rodrigues Penteado em 1673 com seu testamento em Parnaíba e sua mulher Clara de Miranda em 1682. Teve (C. O. de S. Paulo) os 7 seguintes filhos com 4 tipos diferentes de sobrenome:
  • Cap. 1.º Francisco Rodrigues Penteado
  • Cap. 2.º Antonio Rodrigues Penteado (segue abaixo=cap. 2º)
  • Cap. 3.º Andreza Leite
  • Cap. 4.º Manoel Corrêa Penteado (segue abaixo=cap. 4º) que foi casado com a neta do Pedro Vaz de Barros, um nosso patriarca.
  • Cap. 5.º Paschoal Leite Penteado
  • Cap. 6.º João Corrêa Penteado
  • Cap. 7.º José Corrêa Penteado
Pg. 373: Cap. 2º) Antonio Rodrigues Penteado, foi morador em Sorocaba onde teve as rédeas do governo e casou-se com Maria de Almeida Lara f.ª do capitão-mor de Sorocaba Thomé de Lara de Almeida e da 1ª mulher Maria de Almeida Pimentel. Tit. Taques Pompeus. Faleceu em 1728. Teve os 11 f.ºs. seguintes com 7 tipos diferentes de sobrenome: (C. O. de Sorocaba).
  • 1-1 Francisco Rodrigues Penteado § 1.º
  • 1-2 Thomé de Lara Penteado § 2.º
  • 1-3 Amaro Rodrigues Penteado § 3.º
  • 1-4 José Rodrigues Penteado § 4.º
  • 1-5 Clara de Miranda § 5.º
  • 1-6 Maria de Almeida Pimentel § 6.º
  • 1-7 Ignacia de Almeida § 7.º
  • 1-8 Andreza Leite de Almeida § 8.º
  • 1-9 Potencia Leite de Almeida § 9.º
  • 1-10 Antonia de Almeida § 10.º
  • 1-11 Anna de Almeida Lara § 11.º
Pg. 375: Cap. 4º) Manoel Corrêa Penteado, (ele é irmão do anterior Antonio Rodrigues Penteado) natural de S. Paulo, que foi morador em Araçariguama, adquiriu riqueza com a exploração de minas de ouro nas Minas Gerais, e foi proprietário de grande fazenda de cultura em Araçariguama termo de Parnaíba onde teve as rédeas do governo e foi pessoa de autoridade e veneração. Foi casado com Beatriz de Barros f.ª do capitão Pedro Vaz de Barros e de Maria Leite de Mesquita. Tit. Pedrosos Barros.

Faleceu em 1745 e teve os 7 f.ºs todos os 7 filhos com sobrenomes diferentes: (C. O. de S. Paulo)

  • 1-1 Padre José de Barros Penteado § 1.º
  • 1-2 Capitão Fernão Paes de Barros § 2.º do qual parte a minha arvore genealogica
  • 1-3 Manoel Corrêa de Barros § 3.º
  • 1-4 Anna Pires § 4.º
  • 1-5 Maria Leite da Escada § 5.º
  • 1-6 Maria Dias de Barros § 6.º
  • 1-7 Luzia Leme Penteado § 7.º


Assim sendo eu concluo, mais uma vez que:

Por conta dessa prática aleatória de dar os sobrenomes fica tudo muito confuso na compreensão dos sobrenomes na genealogia no Brasil.


texto em parte de Anibal de Almeida Fernandes em historia genealogia

fontes: Wikipedia sobrenomes portugueses / uso de sobrenomes na Europa (em alemão) / nomes es sobrenomes Genealogia Freire

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Antonio Francisco de Paula Souza - o mais antigo estudante brasileiro em Europa

Algumas dias atrás encontrei informaçoes em alemão sobre um outro membro de familia:

Antonio Francisco de Paula Souza.

Foi um 2° primo em primeiro grau do meu bisavó, Dr. med. Bento Paes de Barros (filho do Barao de Tatui), que tambem foi na Europa em Viena (Austria) algumos anos depois.

O que gostei muito foi a bela conexão com a Suiça e a Alemanha e a historia do Europa com personagens e autors que estudei no colégio (Heinrich Heine, Richard Wagner, Garibaldi, etc.etc.)
São essas "historias na historia" que fazem interessantes as pesquisas e que são tambem uma coisa que aproximam essos antepassados que eu nunca conheci. Assim não são sõ datas "frias", mas dimostram que foram pessoas veras e podem explicar-me um pouco a suas vidas.
Encontrei a biografia em texto original (portugues):


Leia aqui o que è registrado tambem nos arquivos de varias Universidades na Europa e depois nos jornais e arquivos de Universidades de essa epoca em Europa do 1864:

Antonio Francisco de Paula Souza
Antonio Francisco de Paula Souza (1843-1917):
o mais antigo estudante brasileiro em Karlsruhe

Angelo Fernando Padilha (1) e Rodrigo Bastos Padilha (2)

(1) Professor da Escola Politécnica de São Paulo e ex-aluno da Universität Karlsruhe (TH)
(2) Jornalista e historiador

Resumo


Neste artigo é apresentado um resumo da singular biografia do mais antigo ex-aluno brasileiro da Universität Karlsruhe (TH): Antônio Francisco de Paula Souza (1843-1917). Descendente de rica família da então ascendente oligarquia cafeeira do Estado de São Paulo, Antonio Francisco foi enviado com 14 anos de idade para Dresden, onde cursou o ginásio. Em 1861, iniciou seus estudos de Engenharia na ETH de Zürich. Aluno rebelde, transferiu-se da ETH para a TH de Karlsruhe, em 1864. Em Zürich e em Karlsruhe, Paula Souza fez muitos amigos, que mais tarde, em 1894, o ajudariam a criar a Escola Politécnica de São Paulo, que por sua vez teve um papel decisivo na industrialização de São Paulo e do Brasil. Em Zurique e depois em Baden-Baden, ele conheceu e namorou a filha do poeta revolucionário Georg Herwegh (1817-1875), Ada Virginie (1849-1921), com quem casaria e teria 11 filhos. Ao retornar ao Brasil, Paula Souza contribuiu para o fim da escravidão (1888) e para a proclamação da república (1889), foi deputado e ministro das relações exteriores e da agricultura. Foi também o criador e o primeiro diretor da Escola Politécnica de São Paulo por mais de 20 anos, desde a sua fundação até a sua morte, em 1917. Morreu trabalhando como educador, em sua casa, à noite, preparando a aula do dia seguinte.

Os ancestrais de Paula Souza:

Antonio Francisco de Paula Souza nasceu na fazenda de seu avô materno, em Itu, no Estado de São Paulo, em 6 de dezembro de 1843. Sua família, tanto do lado paterno como do materno, era constituída de ricos fazendeiros, com forte atuação política. Seu avô paterno, Francisco de Paula Souza e Melo (1791-1851) teve importante atuação política nos períodos anterior e posterior a independência do Brasil de Portugal (1822) e foi deputado e senador. Seu pai, Antonio Francisco de Paula Souza (1819-1866), de quem herdou o mesmo nome, também nasceu em Itu e graduou-se em medicina, na Universidade de Louvain, Bélgica, no ano de 1842, foi ministro da agricultura (1864-66) e deputado. Sua mãe, Maria Raphaela Paes de Barros (1827-1895), era filha do primeiro Barão de Piracicaba, Antonio Paes de Barros. Antonio Paes de Barros (1791-1876) introduziu a cultura do café no Estado de São Paulo e também foi político atuante e deputado.

Primeiros estudos no Brasil, o ginásio em Dresden e a Faculdade em Zurique:

Antônio Francisco de Paula Souza fez seus estudos fundamentais inicialmente no seio de sua família e depois em colégios de Capivari (cidade próxima de Itu), São Paulo e Petrópolis. Em 1858, Antônio Francisco, então com quinze anos, foi enviado, em companhia de seu irmão mais jovem Francisco e de seus dois tios Antônio e Diogo Paes de Barros, para continuar seus estudos na Alemanha, em Dresden. Em novembro de 1860, adoentado devido ao clima rigoroso, retornou ao Brasil com seu irmão Francisco. Em julho de 1861, viajou para a Suíça e depois de alguns meses de estudos preparatórios, ingressou em outubro daquele ano na Eidgenössische Technische Hochschule (ETH) de Zurique. Em Zurique, Paula Souza associou-se a sociedades estudantis revolucionárias e envolveu-se com o movimento de unificação da Itália, liderado por Giuseppe Garibaldi (1807-1882), chegando a viajar até Milão para alistar-se no movimento, o que acabou não se concretizando pois nesta época Garibaldi estava preso. Em Zurique ele envolveu-se em vários duelos, revoltas estudantis e acabou tendo que deixar a ETH, em julho de 1864.


Paula Souza conhece a família Herwegh:

Na ETH, Paula Souza fez muitos amigos e foi colega de classe de Horace Herwegh, filho mais velho do poeta e revolucionário alemão Georg Herwegh (1817-1865), que viria a ser seu futuro sogro. Georg Herwegh nasceu em Stuttgart, em 31 de maio de 1817. Depois de estudar no Maulbronner Seminar (1831) e na Theologischen Fakultät der Universität Tübingen (1835), de onde foi excluído, Georg Herwegh iniciou uma carreira literária como tradutor, jornalista, poeta (Gedicht eines Lebendigen) e revolucionário. Viveu a maior parte de sua vida no exílio, principalmente em Paris e em Zurique. Herwegh foi contemporâneo e amigo dos mais importantes intelectuais de sua época, tais como Michail Bakunin (este foi testemunha de seu casamento com Emma Siegmund, em 1843), Bruno Bauer, Friedrich Engels, Ludwig Feuerbach, Heinrich Heine, Victor Hugo, Ferdinand Lassalle, Franz Liszt, Karl Marx, Felice Orsini, Francesco De Sanctis, Iwan Turgenjew, Richard Wagner e muitos outros. Georg Herwegh foi um dos fundadores da “Deutschen demokratischen Gesellschaft” (Paris, março de 1848) e um dos líderes da revolução de Baden, em 1848:
“Französisches Volk, wir gehen Hand in Hand mit dir.
Es lebe die Freiheit, die Gleichheit, die Bruderliebe!
Es lebe die Demokratie!
Es lebe die europäische Republik!”

Paula Souza em Carlsruhe:

Paula Souza estudou em Carlsruhe entre 1864 e 1867. No ano escolar de 1864/65 ele matriculou-se na Faculdade de Química (Chemischen Schule; Fakultät im heutigen Sinne) e nos anos escolares de 1865/66 e 1866/67 ele matriculou-se na Faculdade de Engenharia Civil (Bauingenieurschule). Em 1866, a família Herwegh, constituída então do pai Georg, da mãe Emma, da filha Ada e do filho mais novo Marcel, mudou-se de Zurique para Lichtenthal, perto de Baden-Baden. O filho mais velho, Horace, havia sido excluído da ETH e se mudado para os Estados Unidos. Ada Virginie, nascida no exílio em Paris em fevereiro de 1849, tinha em 1866 17 anos de idade e 4 anos mais tarde se casaria com Paula Souza e teriam 11 filhos. Nos cerca de oito anos que viveu na Europa, em Dresden, Zurique e Carlsruhe, Paula Souza além de fazer muitos amigos, adquiriu sólidos conhecimentos científicos e técnicos e fortaleceu suas convicções republicana e antiescravista. Na sua correspondência da época também já pode se observar a importância que Paula Souza dava à educação para o desenvolvimento do Brasil.


Foto enviada á avõ e madrinha
Antonio Francisco de Paula Souza, estudante em Carlsruhe.

O RETORNO EM BRASIL
Ao retornar ao Brasil em 1867, Paula Souza trabalhou na construção de estradas de ferro. Em 1869 viajou aos Estados Unidos, onde trabalhou em estradas de ferro, de lá viajou para a Alemanha, onde casou-se com Ada Virginie Herwegh em Baden-Baden, retornando ao Brasil em 1871. Teve 7 filhos com ela:- Maria Raphaela, - Virginia de Paula Sousa c/c Maximiliano de Sousa Rezende,- Ada de Paula Sousa, 
- Antonio de Paula Sousa, -Elsa de Paula Sousa, Gertrudes de Paula Sousa, -Geraldo de Paula Sousa.

 Em 1873, participou ativamente da convenção republicana, realizada em Itu. Com a proclamação da república, em 1889, Paula Souza passou a ter uma atuação política mais intensa. Em 1892, foi eleito deputado estadual e em seguida presidente da assembléia legislativa de São Paulo. Iniciou então uma campanha para a criação de uma faculdade de engenharia em São Paulo; a Escola Politécnica de São Paulo. Em 1892 e 1893, foi Ministro do Exterior e depois Ministro da Agricultura. Em 1894, Paula Souza foi nomeado o primeiro diretor da Escola Politécnica, permanecendo neste cargo até a sua morte em 1917. Neste ponto é importante lembrar que o ensino superior chegou relativamente tarde ao Brasil. As primeiras universidades européias foram criadas muito antes do descobrimento (1500) do Brasil: Universidade de Bolonha (século XI), Universidade de Oxford (século XII), Universidades de Cambridge, de Lisboa e de Salamanca (século XIII) e Universidade de Heidelberg (século XIV). As primeiras faculdades instaladas no Brasil, na primeira metade do século XIX, foram as de direito e medicina. As faculdades de engenharia vieram um pouco mais tarde: Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1874) e Escola de Minas de Ouro Preto (1876). No final da monarquia, havia no Brasil meia dúzia de faculdades: direito em Recife e São Paulo, Medicina em Salvador e no Rio de Janeiro e engenharia no Rio de Janeiro e em Ouro Preto. A primeira universidade brasileira surgiu apenas em 1920; a Universidade do Rio de Janeiro, depois denominada Universidade do Brasil e hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


A fundação da Escola Politécnica de São Paulo

Em 1894, quando a Escola Politécnica foi fundada, a cidade de S. Paulo tinha apenas cerca de 125.000 habitantes e um parque industrial incipiente e inexpressivo. O Brasil tinha 15,5 milhões de habitantes, dos quais cerca de 80% eram analfabetos e apenas 2,2% da população tinham direito ao voto. Em 1890, 80% dos engenheiros, quase todos graduados na Europa, atuavam na área ferroviária
A economia do Brasil era predominantemente agrária e o Brasil produzia 75% do café consumido no planeta. Entre 1891 e 1900, o Brasil teve um aumento demográfico de 41%. Entre 1890 e 1920, a população da cidade de São Paulo, devido à intensa imigração, foi multiplicada por nove, saltou de 64.000 para 580.000. Logo ao chegarem, os imigrantes sentiam falta de escola para os filhos (“... Gibt es auch Schulen?”) e hospitais para os enfermos. Por exemplo, a Deutsche Schule de São Paulo, hoje Colégio Visconde de Porto Seguro, foi fundada em 1878. Quando a Escola Politécnica foi criada não havia uma necessidade premente de engenheiros, mas a sua criação teve um papel decisivo na futura industrialização de São Paulo. A indústria brasileira começou a se desenvolver no Rio de Janeiro, como resultado dos “superávits” do café. Em 1850, existiam no Brasil apenas 50 indústrias, quase todas no Rio de Janeiro. Nesta época São Paulo era a quarta província em importância econômica no país, depois de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Hoje, o Estado de São Paulo é responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto do Brasil.

A Escola Politécnica hoje 

Em 1934, com a fundação da Universidade de São Paulo (USP), a Escola Politécnica foi incorporada à USP. A USP é hoje a maior (44.000 alunos de graduação, 12.000 mestrandos e 12.000 doutorandos) e a mais importante universidade do Brasil, responsável 25% da produção científica (em termos de publicações indexadas internacionalmente) do país, foi recentemente classificada entre as 200 melhores universidades do mundo. A Escola Politécnica é composta de 15 departamentos (Cada Departamento corresponde aproximadamente a um Instituto, na organização universitária da Alemanha), oferece 10 modalidades diferentes de cursos de engenharia, tem atualmente 4.500 alunos de graduação (a graduação em engenharia dura 5 anos no Brasil), 1.300 mestrandos e 820 doutorandos. Além disto ela oferece anualmente cerca de 220 cursos de atualização e educação continuada para cerca de 7.700 engenheiros e dispõe de 320 convênios com empresas, 31 convênios internacionais com 27 países.
Antonio Francisco de Paula Souza foi certamente o primeiro estudante brasileiro da Universität Karlsruhe (TH). Depois dele, várias dezenas, talvez uma centena, de brasileiros estudaram na TH de Karlsruhe. No momento, os ex-alunos brasileiros da TH estão organizando uma associação. A primeira reunião festiva deverá ocorrer em São Paulo, em abril de 2006.

Fiquei curiosa e pesquisei tambem na historia de ETH Zurique (Universidade Politécnica). Encontrei documentos dos avenimentos no Politecnica do 1864.
Trata-se dos provedimentos e um Rélatorio para o departamento Suiço do Interior sobre os revoltas studentescas na ETH 1864, ano em que o nosso antepassado deixou essa Universidade.

(desculpa demais pelo portugues ruim).


Os alunos do Politécnico Zurique sentiam-se muito sob tutela. Eles estavam sob a supervisão dos professores e do conselho escolar, que tinham disponíveis expulsão e uma série de medidas disciplinares.

Diferentemente da maioria dos estudantes universitários os alunos do Politécnico foram empenhados em programas de estudo, com exames ao final de cada ano académico.  O estudo foi um "treino para profissões", criado.  Ele preparou os jovens que se preparam para a aquisição de tarefas de engenharia.
A liberdade acadêmica inicialente não estava  previsto e
não era tão aceito sem objeção dos alunos. 

O que a sociedade exigiu dos alunos no Politecnico leia no link de ETH Zurich history Tours:  (em ingles)


Em 1864, chegou para um primeiro grande confronto entre os "estudantes" e a diretoria do Politecnico:
Os estudantes do Politecnico praticavam duelos entre si.  O ritual figurou para eles uma expressão digna de soberania. O diretor Pompejus Alexander Bolley proibiu explicitamente este ritual, que era incompatível com as regras da escola.
Além disso, a Escola Politécnica tinha acabado de se mudar para o novo "Edifício Semper."
Assim os estudantes podiam ser monitorados muito melhor o que  não era possível nos velhos edifícios.

O Conselho de Escola Suíço resumiu a situação em seu "Relatório ao Departamento suíço do Interior sobre os incidentes na Politécnica Federal"  assim:

" Na sala de exercícios e laboratórios, as pessoas começam a fumar de novo, e não são raros abuso e danos em ambos os quartos"
O direitor Bolley escriveu os autores em um quadro público de avisos e a exigiu responsabilidade e uma indemnização.


Imediatamente os estudiantes indignados removeram o escrito ao que o diretor deu o documento em uma caixa de vidro. No dia seguinte, faltavam vidro e documento.


Foram registrados mais sintomas  de descontentamento  Os alunos realizaram reuniões em que discutavam o que fazer. Estas reuniões foram logo transferidos para o horário escolar.
Em outras palavras, uma greve.
 
Uma delegação de estudantes começou à negociar com o diretor. Fizeram declarações falsas e erros formais e culparam um ao outro.
O protesto culminou com o fato de que quase metade dos estudantes anunciavam (em uma petição) de deixar a escola, se o Bolley não deixaria a direitoria do Politecnico.
Já a demanda por si só cruzou cada competência do corpo discente, ea administração da escola estava unida e replicou: 

" A renúncia dos indivíduos nos termos do artigo 56 dos regulamentos necessita o consentimento dos pais ou responsáveis​​. A saída comum não serão aceita"
 
Assim, 325 alunos apresentaram o cancelamento, provavelmente, um de cada vez. 

O Adeus dos estudiantes de Zurique para Rapperswil via navio, foi celebrada coletivamente e muito lembrado.

 
ETH-Bibliothek, Archive, SR2: 1864
Relatório oficial do conselho escolar da Suíça para o Departamento suíço do Interior sobre os incidentes na Politécnica Federal de 1 Agosto, 1864, p. 53


"......Regras da casa removidas do quadro de avisos, interiores dinificados,  pichações contra as autoridades, reuniões de estudantes, Sit-ins durante, palestras,coletiva encenado
Saída em massa dos estudantes......"


O que soa como uma revolta estudantil de 1968 são, de fato, processos na Politécnica Federal (ETH Zurich agora) de 1864.

sábado, 10 de setembro de 2011

Paes de Barros - Algums Illustres membros de familia

Prudente de Moraes Barros

Prudente de Moraes Barros

Ascendencia:

Pedro Vaz de Barros c/c Luizia Leme, pais de:
-Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros; pais de:
-Pedro Vaz de Barros neto c/c Maria Leite de Mesquita; pais de:
-Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado; pais de:
-Maria Dias de Barros c/c Francisco Gonçalves de Oliveira; pais de:

-Maria Leite de Barros c/c Ignacio Barbosa de Araujo; pais de:
-Isabel de Barros c/c Fernando Antonio de Figuereió; pais de:
-José Marcellino de Barros c/c Catharina Maria de Moraes, pais de:

Prudente de Moraes Barros c/c Adelaide Benvinda da Silva Gordo
Em 1877 João Frederico Rehder, comprou do Barão de Tatuí a Fazenda São Pedro,
localizada na Vila de Santa Bárbara. No local existiam algumas casas de colonos, mata e a casa grande.

A Fazenda São Pedro, hoje propriedade da Usina Santa Bárbara, pertencia então ao Barão de Tatuí, e não ia lá muito bem de administração. Em conversa com o Dr. Prudente de Morais, a esse tempo, com banca de advogado em Piracicaba e que mais tarde tornou-se Presidente da República, soube que seria fácil adquirir a propriedade, cuja área de seiscentos alqueires.

Aconselhado pelo ilustre advogado a adquiri-la, respondeu-lhe não dispor da importância prevista, que era de catorze contos de reis.

Propondo-se ao papel de intermediário, conseguiu o Dr. Prudente. que o negócio fosse feito a prestações, o que permitiu então a compra pelo Major Rehder.

Dr. Prudente de Moraes foi tambem um primo do Barão de Tatui.. Foi descendente de Maria Dias de Barros, filha de Beatriz de Barros casada com Manoel Correa Penteado, ambos antepassados tambem do meu ramo dos Paes de Barros. Beatriz de Barros foi neta de Antonio Pedroso de Barros, filho do patriarca Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme. Por isso o Dr. Prudente de Moraes foi 3° primo em primeiro grau do meu tataravõ Barão de Tatui.


Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker, o capitão Whitaker

Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker
Ascendencia :

Pedro Vaz de Barros c/c Luzia Leme; teve filho:

-Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros; pais de:
-Pedro Vaz de Barros neto c/c Maria Leite de Mesquita; pais de:
-Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado; pais de:
-Fernão Paes de Barros c/c Angela Ribeiro Leite; pais de:
-Antonio de Barros Penteado c/c Maria Paula Machado; pais de (meus 5°s avós):- Anna Joaquina de Barros c/c João da Costa Aguiar; pais de:
- Angela da Costa Aguiar c/c com William (Guilherme) Whitaker, natural de Inglaterra que foi vice-cônsul em Santos, pais de:
- Frederico de Aguiar Whitaker c/c Maria Amelia de Lima, pais de
- Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker.

O fundador de Presidente Epitácio, Francisco Guilherme de Aguiar Whitaker - capitão Francisco Whitaker, nasceu na fazenda Paraíso, em Limeira (SP), em 10 de março de 1864. Filho de Frederico Ernesto de Aguiar Whitaker e Maria Amélia de Araujo Lima Whitaker. Tem como avós paternos Guilherme (William) Whitaker e Ângela da Costa Aguiar Whitaker.
Em 28 de outubro de 1893, Whitaker é nomeado para o posto de capitão do Esquadrão do 64º Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional da Comarca de Ribeirão Preto. Desde então passou a ser conhecido como capitão Francisco Whitaker.
Em 1º de janeiro de 1907, funda Porto Tibiriçá - célula-mãe que deu origem a Presidente Epitácio. Trabalhou muitos anos na Empresa Viação São Paulo/Mato Grosso - de propriedade do coronel Diederichsen, onde permaneceu até 7 de setembro de 1922.
A partir daí se inicia uma nova etapa na vida de Whitaker. Ele funda em Indiana a fazenda Santa Maria e torna-se um próspero fazendeiro na região, sem deixar de ter um coração generoso.
No final de sua vida, fez doações aos pobres e necessitados além de ajudar membros de sua família. Antes de morrer, Whitaker redigiu um testamento onde repartia o que restara de seus bens a instituições de caridade e aos 22 sobrinhos.
Com suas doações ajudou as Santas Casas de Indiana, Presidente Prudente e de São Paulo. Faleceu em Indiana, no dia 20 de setembro de 1944, solteiro, aos oitenta anos de idade, lúcido, após adoecer gravemente. Ele foi sepultado no Cemitério de Indiana.




Francisco Fernando Paes de Barros, o pai de Salto (de Itu)

Francisco Fernando Paes de Barros,
o Pai de Salto (de ITU)



Ascendencia


Pedro Vaz de Barros c/c Luzia Leme; pais de:
-Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros; paise de:
-Pedro Vaz de Barros neto c/c Maria Leite de Mesquita ; pais de:
-Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado; pais de:
-Fernao Paes de Barros c/c Angela Ribeiro Leite ; pais de:
-Antonio de Barros Penteado c/c Maria Paula Machado ; pais de:
- Joaquim Floriano de Barros c/c Elisa Guilhermina Mesquita; pais de:
- Angelina Guilhermina Mesquita de Barros c/c Francisco Fernando Paes de Barros (pai) pais de:
-Francisco Fernando Paes de Barros c/c Maria Alexandrina de Barros

Filho de Francisco Fernando de Barros – senhor de engenho e produtor de cana – e Angela Guilhermina Mesquita Barros, o dr. Barros Júnior nasceu na então vila de Capivari, em 17 de março de 1856. Ao concluir seus primeiros estudos no Brasil – passando pelo Colégio São Luiz, de Itu, e Kopke, no Rio de Janeiro – partiu para os Estados Unidos, ingressando na Universidade de Siracusa (Syracuse University), com o propósito de se graduar engenheiro civil. Quando retornou ao Brasil, chegando em Itu em 1879, mostrou-se republicano convicto, assumindo posição de destaque no Partido Republicano de Itu. No mesmo ano se casou com sua prima-irmã, Maria Alexandrina de Barros.

Em 1880 Barros Júnior iniciou seus investimentos em Salto, com a construção de um edifício que funcionaria como tecelagem, que passou a operar em 1882, inicialmente com fios importados da Europa. Barros se sobressaiu mais como político que como industrial, sendo representante de um modelo típico do final do século XIX: político-fazendeiro-industrial. Seu pai já fora delegado de polícia em Capivari, sua terra natal. E um de seus irmãos mais velhos se elegera deputado provincial nos anos 1870.

A atuação política de Barros Júnior se iniciou nos anos 1882-1886, quando foi vereador em Itu – época que pleiteou diversos melhoramentos para a então vila do Salto. Entre 1892 e 1896, já sob o regime republicano de governo, foi deputado estadual pelo PRP (Partido Republicano Paulista). Barros Júnior deixava claro, desde seu retorno ao Brasil, quais eram seus objetivos: tornar-se um chefe político em Salto, aliando seus interesses como industrial e político do Partido Republicano Paulista (PRP).

Em Salto, Barros Júnior foi o responsável direto por algumas ações bastante significativas para a época: em 1880, reorganizou o Grêmio Musical Saltense, com caráter republicano; em 1885, criou o Gabinete de Leitura e Cultura Democrática; em 1887, fundou o Clube Republicano 14 de Julho; em 1888, fundou o jornal Correio do Salto, juntamente com Tancredo do Amaral. Aqui também o capivariano exerceu os seguintes cargos: subdelegado de polícia, intendente, presidente da Câmara e juiz de paz.

Naqueles seus anos iniciais em Salto, procurou auxiliar o recém-fundado Grêmio Musical Saltense, fundado em 1878, contratando um maestro – o ituano João Narcizo do Amaral – e comprando os instrumentos. Também admitiu alguns músicos em sua tecelagem, como operários. Em carta de 30/04/1940, o maestro Henrique Castellari [1880-1951], traz passagem sobre o Grêmio Musical e a participação decisiva do industrial pioneiro: “A Banda Musical Saltense foi fundada no ano de 1878, por um grupo de pessoas de boa vontade e vocação musical, quando Salto era ainda uma pequena povoação, com desenvolvimento incipiente. Foram seus fundadores Joaquim Florindo, Romão Ribas, João Manquinho, João de Assis e outros, todos já falecidos. Depois de 1880, mais ou menos, o benemérito saltense, Dr. Francisco de Barros Júnior, já falecido, ex-Deputado Estadual, proprietário de uma Fábrica de Tecidos nesta cidade, avocou-se a direção da referida Banda Musical. Assim, forneceu-lhe instrumental novo, músicas novas, mantendo o maestro João Narciso do Amaral (grande músico ituano), dando trabalho aos músicos em seu estabelecimento industrial e correndo todas as demais despesas da Banda por sua conta. Mais tarde, [em] 1890, referido industrial, vendendo sua indústria, afastou-se da direção da Banda, confiando todo o instrumental e pertences da mesma à guarda da Matriz local, (...)”.

Mas foi durante a epidemia de varíola de 1887, que atingiu toda a Província de São Paulo, que Barros Júnior notabilizou-se em Salto. Com seu auxílio, foram construídos três lazaretos (unidades de isolamento dos doentes, afastadas no núcleo central da vila). Auxiliou ainda na compra de medicamentos, víveres para alimentação dos doentes, roupas e leitos. Trouxe também médico e enfermeiras da capital. Luiz Castellari assim descreve a atuação do “Pai dos Saltenses” naqueles dias de surto epidêmico: “Nas horas em que não se ocupava com os enfermos, [Barros Jr.] saía na rua à frente de sua banda de música, soltando foguetes, como que afugentando o ‘vírus’ e assim alegorizar a população desolada”.

Na cronologia de Barros Júnior merecem ainda destaque duas datas: 1890, venda de sua fábrica de tecidos em Salto; e 1893, apresentação de projeto ao Congresso Estadual, que ampliava os limites de Salto, incorporando terras da margem esquerda do rio Tietê, antes de Itu. No ano do término de seu mandato como Deputado Estadual, segundo menciona Luiz Castellari, Barros Júnior teria “perdido seu cabedal”, ou seja, empobrecido: “De elevada posição social, a um humilde carreio, e arador de terra. Seguidamente vinha à Vila [de Salto], guiando seu carro de boi. De uma feita, estacionando em frente a uma casa comercial, pede ao proprietário um par de sapatão à crédito. Negam-lhe o pedido”. Barros foi o primeiro presidente do Conselho de Intendência de Salto [1890]. Entre 1896 e 1898, esteve ausente da 2ª Câmara de Salto, tendo retornado em 1899 e permanecido até 1907. Entre 1907 e 1918 não participou diretamente da política local. Em 1918, faleceu, aos 62 anos, de gripe espanhola. Ainda hoje seu nome está ligado à ideia de devoção às caus.


Brigadier Raphael Tobias de Aguiar


brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar
Parentesco com os Paes de Barros:

Pedro Vaz de Barros c/c Luzia Leme; teve o filho:

-Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros; pais de:
-Pedro Vaz de Barros neto c/c Maria Leite de Mesquita; pais de:
-Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado; pais de:
-Fernao Paes de Barros c/c Angela Ribeiro Leite , pais de
-Antonio de Barros Penteado c/c Maria Paula Machado; pais de:
-Bento Paes de Barros, Barão de Itu c/c Leonarda de Aguiar ;

Foi irmão de Leonarda de Aguiar e cunhado do Bãrao de Itu o
- Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar

Leonarda, Rosa (ambos meus 4°s avós), Gertrudes e Rafael Tobias de Aguiar foram filhos de Coronel Francisco de Aguiar e Gertrudes Eufrosina Ayres.  O coronel Francisco de Aguiar foi assim o genro do tenente-coronel Paulino Ayres de Aguirre que foi genro do Salvador de Oliveira Leme.
Coronel Antonio Francisco de Aguiar foi arrematador de diversos impostos em Sorocaba. Assim amealhou consedéravel patrimonio ao longo de sua vida.
Como cobrador de novo imposto, entao colocado por Antonio da Silva Prado, entretiveram alcunos conflitos sobre os procedimentos de essa arredacao. Antonio Francisco de Aguiar teve 4 filhas (dois delas meus 4°s avós) e apena um filho homem, o famoso brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, importante homem da politica provincial nas primeiras décadas do Império.
Sucedendo ao pai, o brigadeiro manteve uma rivalidade ainda maior do pai com Antonio da Silva Prado por causa da cobrança dos impostos promovido por este.
Com as quatro irmãs de Rafael Tobias se estabeleceu uma notavél iniciativa para uma solida aliança com a familia Paes de Barros, natural de Itu, grande produtora de acùcar: Rosa casou com Francisco Xaver Paes de Barros, o Chico de Sorocaba (pais do meu trisavô Barao de Tatui). Quando Rosa faleceu, Anna, a outra irmã casou-se com o mesmo Francisco Xavier Paes de Barros.
Outra irmã, Getrudes Eufrosinia casou com Antonio Paes de Barros, primerio barão de Piracicaba e irmão de Francisco Xavier. Leonarda, ultima irmã do brigadeiro casou-se com outro irmão de Francisco Xavier, o Barão de Itu, Bento Paes de Barros (e outro meu 4° avô).Essos casamentos das 4 irmães do Brigadeiro Rafael Tobias com 3 irmãos Paes de Barros eram um caso notavél e estrategias claras para a consolidaçao de importantes laços familiares e comerciais.


A marquesa de Santos, esposa do Brigadeiro de Aguiar

Marquesa de Santos


Domitila de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo, a 27 de dezembro de 1797, filha do Visconde João de Castro Canto e Mello e de Dª Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas.
Casou-se aos 16 anos com um fidalgo da Casa Real, teve três filhos, mas logo se separou.
Em 1822 iniciou o famoso romance com o Imperador, que durou 7 anos.
Em 1825, foi nomeada Primeira Camareira de D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Além de conseguir várias regalias na Corte para si, parentes e amigos,sua ascendência sobre o Imperador permitiu-lhe influenciar decisões políticas,o que desagradava profundamente os nobres da época. Recebeu, como prova de amor, os títulos de Viscondessa e Marquesa de Santos e o Palacete do Caminho Novo onde residiria de 1827 a 1829.
Desse relacionamento nasceram 4 filhos, mas somente duas meninas sobreviveram: Isabel Maria de Alcântara Brasileira, Duquesa de Goiás, que ficou com o pai após o término do romance, e Maria Isabel, futura Condessa de Iguassu, de quem Domitila estava grávida ao se separarem.
O romance terminou, por imposições políticas, por ocasião do casamento de D. Pedro com Dª Amélia, quando a Marquesa foi obrigada a retornar a São Paulo, grávida da sua última filha.

Em 1842, casou-se a Marquesa de Santos com Raphael Tobias de Aguiar, com quem já vivia há 9 anos. Com ele teve 6 filhos. Viúva em 1857 e muito rica, a Marquesa ainda sobreviveria 10 anos ao companheiro, falecendo a 3 de novembro de 1867, aos
70 anos de idade. Nos seus últimos anos de vida, dedicou-se à prática de caridade. Nas festas e recepções era sempre convidada de honra. Para ela, era sempre preparado um lugar especial, chamado correntemente de " o trono
da marquesa" .



Washington Luis

genro do 2° Barao de Piracicaba, Rafael Paes de Barros, casado com Sofia Paes de Barros


Washington Luis,
cunhado e primo
dos Paes de Barros

Washington Luis casou-se com Sofia (Oliveria) Paes de Barros.
Ascendencia de Sofia Oliveira Paes de Barros:


Pedro Vaz de Barros c/c Luzia Leme, pais de:
- Antonio Pedroso de Barros c/c Pires de Medeiros, pais de:
- Pedro Vaz de Barros neto c/c Maria Leite de Mesquita; pais de:
- Beatriz de Barros c/c Manoel Correia Penteado; pais de:
- Fernão Paes de Barros c/c ; Angela Ribeiro Leite, pais de:
- Antonio de Barros Penteado c/c Maria Paula Machado, pais de:
- cap. Antonio Paes de Barros, 1.Barão de Piracicaba, c/c Gertrudes de Aguiar, pais de:
- Coronel Raphael Tobias Paes de Barros 2° Barao de Piracicaba c/c Leonarda de Aguiar Barros; pais de:
- Sofia (Oliveira) Paes de Barros c/c Washington Luis


Sofia foi primeria dama do Brazil entre 15 novembre 1926 e 24.19. 1930.

Filha de Rafael Pais de Barros, segundo barão de Piracicaba, Sofia conheceu seu marido em uma reunião de música e poesia com amigos.
Eles se casaram no dia 4 de março de 1900 e tiveram quatro filhos: Florinda, Rafael, Caio Luís e Vítor Luís.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Paes de Barros - No tempo de dantes. Dantes?

Dona Maria Paes de Barros, parente nosso, neta paterna de Genebra de Barros Leite, bisneta materna de Antonio de Barros Penteado e Maria Paula Machado.



Em seu livro " No tempo de dantes" Ela fala de sua infância em torno de 1850 a 187, de seu pai, Comendador Luis Antonio de Souza Barros, de seu tio Francisco, o Barão de Souza Queiros como tambem de sua tia, Mafalda de Sousa Queiroz, Marquesa de Valença. Todos tambem  parentes
do tronco dos Paes de Barros de Sao Paulo.
Descrive pessoas importantes, que iam e vinham na casa de seu pai. Fala de uma São Paulo como uma pequena cidade de ritmo lento, alguns sobrados e apenas escravos transitando por ruas silenciosas....Conta dos métodos de ensino em casa, em seguida, os passeios em São Paulo a pé, a vida domestica no dia-a-dia, os viagens pelas fazendas e dos trabalhos dos escravos.
Com lindas fotos dela e seu marido, senador Antonio Paes de Barros junior, um outro parente. Jà que ele foi um primo de sua esposa, filho do 1° Baráo de Piracicaba, Antonio Paes de Barros, irmão do 2° Barao de Piracicaba, Rafael Tobias Paes de Barros e do major Diogo Paes de Barros....
Fotos da velha São Paulo, velhas carruagens e utensílios com descriçao de vida de uma São Paulo no liberalismo brasileiro com as contradiçoes de seu tempo na élite paulistana.

Bangüê de Da. Felicíssima de Almeida Campos






 



Um verdadeiro deleite para mim, que estou à procurar muita informação.
Um livro interessante que deixa uma impressâo dessa epoca em Sao Paolo, de ponto de vista de uma senhora que foi "filha de sua epoca" com os varios problemas politicos e morais.

A sua biografia:


Quando dona Maria Paes de Barros fez cem anos, em 1951, os jornais dedicaram-lhe grandes espaços para entrevistas. De extraordinária lucidez, ela conseguira notoriedade com a publicação de livros, já em idade avançada, e com atitudes políticas ousadas como as manifestações públicas de simpatias à extinta União Soviética, atitudes surpreendentes para quem pertencia a uma das mais aristocráticas famílias paulistas.
Dona Maria Paes de Barros














Aos 94 anos, Dona Maria editara, Nos Tempos de Dantes, livro prefaciado por Monteiro Lobato. Era uma obra preciosa, pois continha suas memória de infância, plenas de revelações sobre os costumes familiares de São Paulo do século XIX.
Filha do comendador/Brigadeiro Luís Antonio de Sousa Barros, (o da avenida), que foi irmão do Barão de Limeira (Vicente de Sousa Queiroz) e do Barão de Sousa Queiroz (cel. Francisco Antonio de Sousa Queiroz). Nomes de aristocracia imperial paulista. Familia de cafeicultor, senhor de escravos e moderno capitalista.

O brigadeiro foi casado com Felicissima de Almeida Campos. Ele foi um rico e famoso cidadão paulistano de sua época. Brigadeiro Sousa Barros foi o primeiro prefeito de São Paulo, de 5 de maio a 21 de novembro de 1835. O cargo, após a passagem de alguns outros titulares, também de breves mandatos, foi logo extinto para ressurgir só vários anos depois. Foi filho de Genebra de Barros Leite casada com o brigadeiro Luiz Antontio de Sousa.

Ela era filha do Brigadeiro Luís Antonio de Souza Queiroz. Genebra é uma nossa direita parente, tia do meu tataravó, o Barão de Tatui e assim irmã do capitão Chico de Sorocaba, Francisco Xavier Paes de Barros, avô do meu avô. Assim Maria Paes de Barros foi 2°prima em primeiro grau do meu avó Victor Franz Xavier de Barros.

Dona Maria Paes de Barros passara os seus dias de criança numa luxuosa chácara no, hoje, centro da cidade. A chácara dos Sousa Barros tinha sua frente entre as atuais praça do Correio e Largo do Paissandu. Estes dois logradouros, inclusive chamados na época, respectivamente de Acu e Largo do Tanque de Zuniga, estavam dentro da propriedade.

Os fundos da Chácara estendiam-se até os limites do bairro de Santana. No Largo do Tanque Zuniga, tinha nascente o rio Iacuba, cujo nome, transformou-se por modificações e simplificações, na palavra Acu, denominação antiga da área ocupada pela praça do Correio e redondezas.

O riacho Iacuba, na sua rota para encontrar-se com o rio Anhangabaú, logo abaixo, passava próximo à confluência da rua Brigadeiro Tobias com a Ladeira Santa Efigênia. Ali a chácara do comendador Sousa Barros confrontava-se com a chácara do brigadeiro Tobias de Aguiar (que foi um tio do Barao de Tatui, cuja mãe Rosa de Aguiar foi irmã do Brigadeiro).

Casada, em segundo núpcias, com o brigadeiro Tobias de Aguiar, a Marquesa de Santos foi morar numa casa construída junto à esquina daquela duas ruas. Em frente à casa, ficava a Biquinha do Acu.

Iacuba quer dizer água venenosa. Em 1791, informa Afonso A. de Freitas, submetida a exame, a água da Biquinha do Acu revelou-se "muitíssimo férrea e fria, ácida vitriólica", com tênues partículas de arsênico e "sumamente saturada de gás metífico".

No livro Nos Tempos de Dantes, ao falar no casarão em que passou sua infância, Dona Maria Paes de Barros cita-o como "um grande sobrado, um tanto fora da cidade. Naquela época, São Paulo mal ultrapassara o seu núcleo original.

Em 1882, retalhada a chácara, demoliu-se o seu casarão. Sete anos depois, aos 78 anos, Antonio Luis de Sousa Barros morreu.

Acostumada a conviver, na infância, com as grandes personalidades políticas, parentes e amigas do seu pai, Dona Maria Paes Barros casou-se com um primo, Antonio Paes de Barros que também tornou-se senador, já no período republicano. Ele foi filho do Barao de Piracicaba, Antonio Paes de Barros, casado com Gertrudes Eufrosina de Aguiar (outra irmã do Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar) e assim tambem nosso parente.

A carreira de Antonio Paes de Barros, porém, logo seria interrompida por uma doença que o afastou da vida ativa, e dona Maria foi obrigada a assumir a liderança da família.

Esvanecida a riqueza familiar, ela, em plena maturidade, encontrou forças para realizar alguns trabalhos significativos, entre eles, a publicação, em 1932, de uma História do Brasil. Foi ainda a fundadora do primeiro Tênis Clube de São Paulo, diretora da Maternidade de São Paulo e membro ativo da Igreja Presbiteriana de São Paulo.


Cinco gerações da família paulista Souza Barros. Ao centro, Dona Felicíssima, com sua tataraneta Evangelina no colo. Maria Paes de Barros está à esquerda, sua filha Maricota Barros Wright, à direita. De pé, sua neta Elisa Oliveira, c.1920. (Imagem do livro No Tempo de Dantes)

O seu descendente Dr. Eduardo de Barros Brotero diz em um intervista:


Dr. Eduardo — Sem dúvida. Meu trisavô, o Comendador Luiz Antonio de Souza Barros, possuía fazenda em Piracicaba, onde a família ia passar longas temporadas. Uma filha dele, minha bisavó, Da. Maria Paes de Barros, deixou memórias nas quais conta como eram feitas as viagens ao interior. Quando levavam crianças, as senhoras iam de bangüê — uma espécie de cabina de madeira, muito simples, carregada por quatro homens fortes a pé. Para ir a Campinas, a única hospedaria existente no caminho era a Estalagem da Ponte, situada à margem do rio Jundiaí. Minha bisavó a descreve e fala de seu proprietário: “o homem mais prazenteiro e popular”. Dizia que a maior parte dos viajantes, rumo ao interior, se acolhia à sua casa. Era conhecido como o Barão da Ponte. Quando lhe perguntavam por que decreto havia recebido o título, respondia, com a conhecida frase do Antigo Regime: “Pela unânime aclamação do clero, nobreza e povo!Em seu livro, No tempo de dantes, essa minha bisavó narra: “Naquela noite na hospedaria, as meninas dormiam no chão e as manas acomodavam-se nas camas da alcova. Pela madrugada, a voz dos pajens pegando os animais e encilhando os cavalos vinha a todos despertar. Depois de pequena refeição, continuavam a jornada. Lá pela tarde a grande comitiva atra­vessava lentamente a cidade de Campinas, outrora pequena e silenciosa, com seus vastos casarões de fazendeiros ricos. Ao sair da cidade, passava-se pela vendinha situada à beira de um riacho. Se tivessem sido grandes as chuvas, a água transbordava, formando ali um grande lamaçal. Mau pedaço. Praguejavam os tocadores de bangüês. As senhoras, inquietas e medrosas, moviam-se cautelosamente para evitar os espirros de lama. Como a fazenda ficava a pequena distância da cidade, dali a pouco estavam chegados, a gozar do descanso e do prazer de se acharem em casa após tão longa viagem.

Leia mais sobre o livro: passalidades atuais: No tempo de dantes. Dantes?: “ A espera na fila imensa, o corpo negro... se esqueceu. Enquanto acontecia... eu estava em San Vicente .” Milton Nascimento ‘ San ...