“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 29 de outubro de 2011

Os Paes de Barros de Sâo Paulo tem primos em Jau, SP.


O parentesco com o ramo dos Paes de Barros em Sao Paolo se forma através os irmãos Josè de Barros Penteado (ramo em Jau que tive com agregados a familia de-Almeida Prado) e Antonio Paes de Barros Penteado (ramo em Sao Paolo, tive agregados de familias Aguiar, Sousa Barros, Mesquita).

Ambos filhos de 
Fernão Paes de Barros natural de Parnaiba (1711-1755) e Angela Ribeiro Leite.

Segundo a Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (baseia-se em Nobiliarquia de Pedro Taques de Almeida) a ascendencia deles compoe-se assim:

Vol III - Pág. 368 a 404 ,Tit. Penteados e
Vol III - Pág. 442 a 478 Tit. Pedrosos Barros e Tit. Penteados

Pedro Vaz de Barros e seu irmão Antonio Pedroso de Barros foram pessoas de qualificada nobreza e vieram ao Brasil providos Antonio Pedroso de Barros em capitão-mor da capitania de S. Vicente e S. Paulo, e o irmão Pedro Vaz de Barros em ouvidor da mesma capitania, como se vê da carta patente passada em Lisboa em 1605, pela qual tomou posse Antonio Pedroso na câmara de S. Vicente em 1607, que está registrada no arquivo da câmara de S. Paulo..
O capitão-mor governador Pedro Vaz de Barros faleceu com testamento em 1644 e foi casado com Luzia Leme, falecida em 1655, f.ª de Fernando Dias Paes e de Lucrecia Leme.  Teve:

  • Cap. 1.º Valentim de Barros
  • Cap.2.º Antonio Pedroso de Barros
  • Cap. 3.º Luiz Pedroso de Barros
  • Cap. 4.º Pedro Vaz de Barros
  • Cap. 5.º Fernão Paes de Barros
  • Cap. 6.º Sebastião Paes de Barros
  • Cap. 7.º Jeronimo Pedroso
  • Cap. 8.º Lucrecia Pedroso de Barros

Leia sobre eles em esso blog: descendentes de Pedro Vaz de Barros

Cap. 2.º
Antonio Pedroso de Barros, faleceu em 1652 com testamento(1). Foi potentado pelo número de 600 índios que possuía nas suas fazendas de cultura.

(1) No V. 2.º. pág. 127, tratando do assassinato praticado por Alberto Pires na pessoa de seu cunhado Antonio Pedroso de Barros (segundo a tradição), concluímos, de acordo com Pedro Taques, que não foi Antonio Pedroso a vítima, e sim um outro qualquer cujo nome não descobrimos. Do contexto das declarações que seguem se evidencia que não foi vitimado pelo bacamarte numa emboscada como diz a tradição, e sim morreu, com tempo de fazer seu testamento, em conseqüência de ferimentos recebidos numa revolta de seus índios, na sua fazenda na paragem denominada Apoterebu.

Como consta do seu inventário com testamento (C. O. de S. Paulo) faleceu em 1652, sendo seu testamento escrito por seu concunhado Francisco Dias Velho, por estar o testador em artigo de morte.

Nele declarou ser f.º de Luzia Leme, ser irmão dos capitães Fernão Paes de Barros e Pedro Vaz de Barros, e ser genro de Ignez Monteiro.
Casou em 1639 em S. Paulo com Maria Pires de Medeiros f.ª do capitão Salvador Pires de Medeiros e de Inez Monteiro de Alvarenga, a matrona V. 2º pág.129.Teve 4 f.ºs. legítimos e 4 bastardos:.

Os legítimos:
1-1 Pedro Vaz de Barros §1.º
1-2 Antonio Pedroso de Barros §2.º
1-3 Ignez Pedroso de Barros §3.º
1-4 Luzia Leme de Barros §4.º


Os bastardos:
1-5 Sebastiana, f.ª de Maria pequena.
1-6 Paulo, f.º de Maria pequena
1-7 Paschoal, f.º da índia Victorina
1-8 Ventura, f.º da índia Iria

§ 1.º
1-1 Pedro Vaz de Barros, que tinha 6 anos em 1652 quando se começou o inventário de seu pai, foi rico em cabedais. Foi morador no sítio ou fazenda de Cataúna que, pelo número de casas e seu arruamento, parecia uma vila, com uma capela onde se administrava os sacramentos a mais de 600 almas. Foi casado com Maria Leite de Mesquita f.ª de Domingos Rodrigues de Mesquita e de Maria Dias; por esta neta de Pedro Dias Leme e de Maria Leite. V. 2.º. pág. 465
Teve pelo inventário de Maria Leite de Mesquita, falecida em 1732 em S. Paulo, a filha

2-1 Beatriz de Barros que foi casada com Manoel Correa Penteado f.º de Francisco Rodrigues Penteado e de Clara de Miranda. Neste à pág. .375. Com geração.
Manoel Corrêa Penteado, natural de S. Paulo, que foi morador em Araçariguama, adquiriu riqueza com a exploração de minas de ouro nas Minas Gerais, e foi proprietário de grande fazenda de cultura em Araçariguama termo de Parnaíba onde teve as rédeas do governo e foi pessoa de autoridade e veneração. Faleceu em 1745 e teve (C. O. de S. Paulo) os 6 f.ºs:
1-1 Padre José de Barros Penteado § 1.º
1-2 Capitão Fernão Paes de Barros § 2.º
1-3 Manoel Corrêa de Barros § 3.º
1-4 Anna Pires § 4.º
1-5 Maria Leite da Escada § 5.º
1-6 Maria Dias de Barros § 6.º
1-7 Luzia Leme Penteado § 7.º

§ 2.º
1-2 Capitão Fernão Paes de Barros foi morador em Parnaíba onde faleceu em 1755, e foi casado em 1731 em S. Paulo com Angela Ribeiro Leite, falecida em 1749, f.ª de Francisco Leite Ribeiro e de Maria de Cerqueira. Neste V. à pág. 112. É tradição corrente entre seus descendentes que foi o capitão Fernão Paes fiador de um espanhol que, tentando desviar o rio Tietê, no lugar denominado Rasgão, abaixo da capela de Pirapora, perdeu todo o seu trabalho comprometendo ao mesmo tempo os haveres do seu fiador deixando-o em condições precárias de fortuna. Entretanto, seus filhos se dirigiram às minas e adquiriram grande cabedal em ouro como veremos adiante. Teve 7 filhos: (C. O. de S. Paulo): Entre eles:


2-5 Capitão José de Barros Penteado, natural de São Roque, foi às minas onde demorou-se três anos e por doente voltou a S. Paulo, trazendo boa soma de ouro com que comprou terras na vila de Itu onde se estabeleceu e casou-se em 1775 com Maria Dias Leite f.ª de José Gonçalves de Barros e da 1.ª mulher Maria Dias Leite. Neste Tit. adiante. Faleceu o capitão José de Barros Penteado em 1789 com testamento em Itu (óbitos de Itu) e teve (C. O. de S. Paulo) os 6 f.ºs. (Declarou no testamento 4 f.ºs. legítimos José, Anna, Maria e Fernando):



O ramo de Sao Paolo foi do irmâo :

2-6 Capitão Antonio de Barros Penteado, f.º do capitão Fernão Paes § 2.º foi às minas com seu irmão o capitão José de Barros n.º 2-5 e, na exploração da mina da Melgueira, conseguiu tirar em alguns anos uma arroba de ouro, com o que, voltando para S. Paulo, comprou terras em Itu onde ficou estabelecido. Casou-se em 1778 em Itu com Maria Paula Machado f.ª do capitão-mor Salvador Jorge Velho e de Genebra Maria Machado. Tit. Jorges Velhos. Faleceu o capitão Antonio de Barros em 1820 em Itu e teve 9 f.ºs: Angela Ribeiro de Cerqueira, Joaquim Floriano de Barros, Genebra de Barros Leite, Escholastica Joaquina de Barros, Bento Paes de Barros futuro Barão de Itu, Antonio Paes de Barros futuro 1° Barão de Piracicaba, capitão Chico Francisco Xavier Paes de Barros, Anna Joaquina de Barros, Maria de Barros Leite.

2-5 Capitão José de Barros Penteado tive:
3-1 Tenente Fernando Paes de Barros, ouvidor, cavaleiro da ordem de Cristo, proprietário de grandes fazendas de cultura em Itu e Capivari. Em seu palacete em Itu hospedou-se S. M. o Imperador Dom Pedro 2.º Casou-se em 1807 em Itu com Maria Jorge de Almeida Barros f.ª de Alexandre Luiz de Almeida Pedroso e de Anna Jorge de Barros. Tit. Bicudos. Faleceu em 1851. Teve os 11 f.ºs. seguintes (por informações):Entre eles :

4-11 Coronel Joaquim Fernando Paes de Barros, já falecido, foi 1.º casado com sua sobrinha Maria Fernandina, f.ª de seu irmão Fernando Paes de Barros n.º 4-5 e da 1.ª mulher; 2.ª vez com Clara Candida da Motta f.ª de Luiz Thomaz Nogueira da Motta, em Tit. Bicudos;Tivem:


5-3 Joaquim Fernando Paes de Barros casou-se com Francisca Eugenia f.ª de Vicente de S.Paio Góes e de Gertrudes de Almeida Taques. Tit. Arrudas.


 


Isso é quanto eu encontrei na Genealogia Paulistana. 
Segundo os informaçõees do primo em Jau, 
N°5-3 Joaquim Fernando Paes de Barros, tambem dito Coronel, nascido por volta 1855 e falecido em Campinas ao 82 anos, seria em 1931. Ele estudou medicina na Europa, mas ficou doente e retornou.
Foi casado com Francisca Eugênia Sampaio Paes de Barros, nascida 25.12.1868 e falecido 1970 ao 102 anos em Campinas. Foi filha de Ana Gertrudes Ferraz Goés, natural de Piracicaba e morte em Bocaina 28.2.1928. Tivem:

Joaquim Fernando Paes de Barros junior (2), nascido em 28.0.11885 em Capivari, casado com Anna Balbina de Almeida Prado Barros, nascida 16.7.1888, filha de João de Almeida Prado junior (22.2.1847 em Porto Feliz e morte 24.3.1934 em Jau) e Ana Gertrudes Ferraz (4.12.1852 em Piracicaba, morte 28.2.1928 em Bocaina, perto de Jau)

Os filhos de Joaquim Fernando Paes de Barros e Anna Balbina de Almeida Prado não adotaram este sobrenome de mãe Ana de Almeida Prado e tiveram só Paes de Barros.
Tiveram 7 filhos.

Tem um Blog de familia de Almeida Prado em Jau com muitas fotografias antigas e informaçoes tambem dos membros Paes de Barros.

Link Foto com Francisca Eugênia Sampaio de 1947:

JAU

Municípios limítrofes: Itapuí; Bariri; Bocaina; Dourado; Dois Córregos; Mineiros do Tietê; Pederneiras; Macatuba e Barra Bonita. Jaú é banhado pelo Rio Tietê e seus afluentes Rios Ave Maria e Jahu. Os demais cursos d'água que atravessam o município são córregos e ribeirões.

A LENDA

O nome Jaú vem do tempo das monções e tem ampla significação na língua Tupi-Guarani-Kaingangue.

Ya-hu quer dizer peixe guloso, comedor, um grande bagre comedor...

Mas também pode significar "o corpo do filho rebelde" segundo conta a lenda do peixe Jaú.



Ya-hu era um jovem guerreiro Kaingangue que não aceitou uma troca de cunhas entre seu pai e o chefe da tribo dos Coroados, a qual selava um acordo de paz.
Por causa de uma das moças, talvez a amada, o Ya-hu revoltou-se contra o pai e reagiu. Perseguiu os Coroados até próximo a Serra de São Paolo, onde encurralou e fez guerra, causando muitas mortes. Porém, bastante ferido, o jovem guerreiro volta para casa, mas desta vez foi seguido pelos Coroados.
Durante a caminhada acabou atingido duas vezes. Por fim, cercado pelo inimigo, e vendo que não tinha mais espaço para fuga, para que seu corpo não fosse comido e para que sua cabeça não fosse cortada e erguida como troféu, o jovem guerreiro Kaingangue preferiu afogar-se num ribeirão, de onde ressurgiu mais tarde, transformado em peixe.
Esse nome, dado pelo chefe Kaigangue e que mais tarde passou ao rio e ao Município, significa o corpo do filho rebelde, justamente porque o referido peixe mostrava no dorso uma mancha irregular na cor vermelha, iguais as que usava o jovem guerreiro, que jamais voltou de sua guerra contra os Coroados.

Historia de JAHU

Os bandeirantes que seguiam pelo rio Tietê, pescavam um peixe chamado Jaú, na foz de um ribeirão. O local, desde então, ficou conhecido como Barra do Ribeirão do Jaú. Motivados pela excelente qualidade da terra roxa, abundante na região, os primeiros habitantes oriundos de Itú, Porto Feliz, Capivari e do sul de Minas Gerais, aí se fixaram com suas famílias.

Rua Humaitá, Embarque de Café.











A fundação data de 15 de agosto de 1853, quando alguns moradores da região decidiram organizar uma comissão composta pelos cidadãos Bento Manoel de Moraes Navarro, capitão José Ribeiro de Camargo, tenente Manoel Joaquim Lopes e Francisco Gomes Botão para tratar da fundação do povoado. Por proposta de Bento Manoel de Moraes Navarro o povoado foi fundado sob a égide de Nossa Senhora do Patrocínio, tendo, inclusive, Bento Manoel mandado entalhar em Itu a imagem da referida santa, ofertando-a á sociedade local.
Depois de vários estudos, ficou decidido em uma reunião realizada na residência de Lúcio de Arruda Leme (localizada onde hoje se encontram as ruas Edgard Ferraz e Amaral Gurgel) que seria erguido um povoado na área de 40 alqueires, doados em partes iguais por Francisco Gomes Botão e tenente Manoel Joaquim Lopes. Estas terras eram aquelas compreendidas entre a margem esquerda do rio Jaú e a do Córrego da Figueira. Em 8 de abril de 1857, a lei nº 25 incorporou os Bairros de Tietê, Curralinho e Jacareí. A lei nº 11 de 24 de março de 1859 elevou a capela do Jaú no município de Brotas, à freguesia, a qual por sua vez foi elevada à vila pela lei nº 60 de 23 de abril de 1866 e em 15 de abril de 1868 é criado o Termo de Jaú, sedo o seu primeiro Juiz Municipal Antonio Ferreira Dias e primeiro delegado de polícia, o tenente Antônio Manoel de Moraes Navarro - filho de Bento Manoel de Moraes Navarro.
É elevado à município com a lei nº 6 de 6 de fevereiro de 1889.

O fato de o município estar situado em uma região de terra roxa, que possui uma alta fertilidade, contribuiu para que Jaú se tornasse um dos principais centros produtores de café do Estado de São Paulo e do país.

Por volta de 1870 a cultura cafeeira no município de Jaú solidificou-se, proporcionando o surgimento de uma elite de ricos fazendeiros. Com a chegada da "Companhia Estrada de Ferro do Rio Claro" (The Rio Claro Railway), em 1887, o escoamento da produção foi facilitada e as exportações cresceram vertiginosamente. De acordo com o relatório estatístico da mencionada companhia, “Jahu foi o município que liderou os embarques de café, para o Porto de Santos, no litoral paulista, desde 1895, gerando para a companhia ferroviária maior receita de carga, dentre os principais municípios produtores” (SANTOS, FELTRIN, 1990, p. 11). Em 1907 segundo dados da "Companhia Paulista de Estradas de Ferro" o município de Jaú, o mais rico e maior produtor de café da Zona da Paulista, ocupava o primeiro lugar nas estações da Companhia, tornando-se o centro produtor que mais exportava café em todo o mundo.
A riqueza obtida pela produção do café fez com que Jaú se tornasse um dos mais ricos municípios de todo o Estado, sendo importante ressaltar que naquela época Jaú, Ribeirão Preto e Campinas eram os únicos municípios do interior paulista a ter o privilégio de possuir calçamento urbano. Em 28 de setembro de 1901 deu-se a inauguração da "Companhia de Força e Luz do Jahú", sendo o quarto município do país a ter o benefício da luz elétrica.
O grande desenvolvimento econômico proporcionado pelo café, fez com que o município de Jaú ganhasse o título de “Capital da Terra Roxa”. Na época, os antigos fazendeiros queriam evidenciar a tamanha prosperidade do município de alguma forma e para isso, começaram a realizar construções suntuosas, que hoje formam o patrimônio arquitetônico do município:[...] o café mudaria para sempre também a paisagem urbana, dotando o município de toda a beleza arquitetônica que mistura vários estilos e que identifica de maneira original nosso meio ambiente urbano. Realmente foi graças ao glorioso período cafeeiro que Jahu acumulou um expressivo patrimônio arquitetônico. Naquela época foram construídos os edifícios mais importantes do município.(LEVORATO, 2003, p. 80).

Na década de 1929, com a crise econômica e a depressão mundial, o império cafeeiro perde rapidamente seu esplendor e glória. Os preços se aviltam e os fazendeiros, rapidamente, vão abandonando a cultura que lhes rendeu por tanto tempo, prestígio e riqueza.(CLARO, 1998, p. 26).

fonte: Wikipedia e Prefeitura Municipal Jau


Obrigada Pedro !

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paes de Barros - Raizes de familia em Bruges, Belgica, ascendencia de Luzia Leme casada com Pedro Vaz de Barros


atualizado em Julho 2014

Brügge /Bruges Belgica

Brügge / Brüges Belgica

Hà muito tempo que eu pesquiso a ascendencia de Luzia Leme, esposa do capitão-mor Pedro Vaz de Barros, os 10°s avós de Tiffany.
(Além de Luzia, tambem a sua irmã Leonor Leme e o seu irmão Pedro Dias Paes Leme são 10°s e 9°s avós de Tiffany, segundo a Genealogia Paulistana) 

Tem algumas ambiguidades sobre o ancestral belga, Martim Lem.
Um estudo e hoje livro em flamengo por André Claeys sobre a ascendencia dos Lemes flamengos parece pode illuminar a enorme confusão de ascendencia dos Lemes brasileiros em Europa e assim tambem a ascendencia dos nossos Paes de Barros em Brasil.
De muito ajudo foram tambem Ruud Lem e Willem Lem da "Lem family association".

Historiadores de renome admitem que às vezes há confusão entre determinadas actividades : 
do pai Maerten Lem I e seu filho Maerten Lem II(nascido ca. 1435/41).
Nas Flandres, não há dúvida sobra a identidade do pai e filho. 
Em Portugal e Brasil por contras estão confusos constantemente as atividades e vida privada do pai e dos filhos. Para fazer tudo mais complicado o Maerten Lem I tive um outro filho do mesmo nome aportuguesado que foi Martim Leme (IIa). Este ultimo foi filho de Leonor Rodrigues e nasceu  em 12 de novembre 1450. Faleceu antes de Agosto 1485, mesmo ano que morreu o seu pai Maertem Lem I. Parece que foi este Martim Leme IIa que foi surpreendido no Funchal em jogatina clandestina. Parece que ele foi casado com Maria Adâo Ferreira. 


Entende o caso

Um filho de Martim Lem I (o velho), batizado com o mesmo nome do pai, quando foi morar em Lisboa em 1452, tornou-se um influente senhor de negócios na capital portuguesa na área de cortiça, seguindo os rastros do pai. Este filho, Martim Leme II decidiu voltar para Bruges hoje Bélgica, em ca. 1465  e lá ocupou altos cargos locais e, depois se tornaria homem importante da política, das finanças e do militarismo dos países baixos.

Antônio Leme, meio-irmão de Martim Leme II, se estabeleceu em Funchal, na Ilha da Madeira, local em que se iniciou a expansão ultramarina portuguesa nos séculos XV e XVI. Em Madeira, Antônio Leme se casou com Catarina de Barros, filha de uma tradicional família local. Um Antônio Leme fundou a Quinta dos Lemes, na freguesia de Santo Antônio dos Campos.

Outro filho de Maertim Lem I com Leonor Rodrigues tambem com o nome Martim Leme (IIa), e tambem meio-irmão de Maertem Lem II, talvez foi o Martim Leme chamado tambem o moço no Portugal.  

Descendentes de um Antonio Leme  participaram em 1509 de uma expedição pela tomada de Azamor, no norte da África. Um Martim Leme  era casado com Maria Adão Ferreira que foi a primeira criança batizada na Ilha da adeira......)

Outro filho de um Antônio Leme ou Antão Leme, migrou para o Brasil. Então, um Antônio Leme iniciou o clã da família Leme no Brasil......

Seu filho, Pedro Leme passava na ilha de São Vicente  onde já morava pelos anos de 1550, segundo escreveu Pedro Taques.Se casou três vezes. Seus descendentes estiveram entre a introdução da cana-de-açúcar no Brasil, mais especificamente em São Vicente, litoral paulista. A cana veio com Martim Afonso de Sousa, da Ilha da Madeira, que foi o local de ensaio para Portugal experimentar novas formas de cultivo que, mais tarde, seriam introduzidas para as suas colônias.

Ainda no Brasil, alguns dos Lemes participaram de entradas para a captura de índios que seriam utilizados como escravos nos engenhos e outras atividades. O próprio Pedro Leme participou de uma entrada comandada por Jerônimo Leitão e que fez incursões nos territórios dos Carijós, em Santa Catarina.
Este Pedro Leme tive um filho com a sua primeira esposa, Izabel Paes, de nome Fernando Dias Paes.
Com a segunda esposa, Luzia Fernandes, Pedro Leme tive uma filha de nome Leonor Leme que foi casada com Braz Esteves o qual estou em Santos. A filha deles foi Lucrecia Leme e casou em São Vicentel com seu tio Fernando Dias Paes (meio-irmão de sua mâe)

Fernando Dias Paes e sua esposa Lucrecia Leme foram pais de 7 filhos: 
1) Izabel Paes, 2) Leonor Leme, 3) Fernão Dias Paes Leme, 4) Maria Leme, 5) Pedro Dias Paes Leme6) Luzia Leme, 7) Luiz Dias Leme 

2) Leonor Leme  Segundo Pedro Taques o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e as suas irmães Rosa e Leonarda de Aguiar (4as avós de Tiffany) descendem dela. Ela foi tambem antepassada de Angela Ribeiro de Cerqueira que foi casada com Fernão Paes de Barros (6°s avós de Tiffany) e pais de Antonio de Barros Penteado, José de Barros Penteado e Francisco de Barros Penteado........!


5) Pedro Dias Paes Leme casado com Maria Leite da Silva, foi ancesntral de mais de um outro/a nosso/a antepassado/a, por exemplo foi pai de outros dois antepassados de Tiffany: Paschoal Leite Paes do qual descende Maria Paula Machado casada com Antonio de Barros Penteado (5°s avós de Tiffany) e Maria Leite (Dias) casada com Domingos Rodrigues de Mesquita; deles descende Beatriz de Barros casada com Manoel Corrêa Penteado (7°s avós de Tiffany e antepassados dos Paes de Barros de Itu).  ...e tem mais outros...! Pedro Dias Paes Leme  foi tambem pai do caçador das esmeraldas e antepassado de dois parentes illustres com o titulo de nobreza  com o escudo de armas do  Antonio Leme, o patriarca dos Leme brasileiros :
Foram o o Marquês São João Marcos, Pedro Dias Paes Leme ( nascido em Portugal 1772, falecido 15. dez. 1868 em Vassouras RJ) e o seu primo o marquês com Grandeza Quixeramobim, Pedro Dias Paes Leme (nascido em Ouro Preto e falecido 14.nov.1849 Rio de Janeiro) 

6) Luzia Leme casou com Pedro Vaz de Barros (10°s avós de Tiffany) e são os patriarcas do meu ramo Paes de Barros junto com aquele de 5) Pedro Dias Paes Leme.

O que falta hoje é a certeza e possivelmente com fontes primarias, qual entre tudos estos Antonio Leme em Madeira foi o pai do Pedro Leme, patriarca no Brasil dos nossos Leme e qual foi o seu antepassado. Tem muitas disscussões entre os historiadores e genealogistas.
Eu tenho tido contato com 2 genealogistas aqui na Europa, a "Lem family Association" e o senhor André Claeys. Eles desde muitos anos seguem a pista dos antepassados Lem e Leme europeos  e me explicaram muito sobre a ascendencia na Belgica e em Portugal. Em Portugal Margarida Ortigão Ramos Paes Leme tambem pesquisa mais sobre as raizes dos Leme.

Como jà descrivei, tem confusão bastante frequente com dois membros de nossos antepassados Lem ou Leme:

Maertin Lem I: comerciante, nascido em Bruges, vivendo em Lisbão e tive um filho com Joana ou Jeanne Barroso/s e tive outros filhos com Leonor Rodriguez. Ele deixou Portugal em 1467 para retornar em Bruges. Ele foi filho de um Willem Lem casado com Claire van Beernem em 1391.

Maertin Lem II: filho de Maertin Lem I e Joana Barroso.

Viveu em Bruges, foi casado com Adrienne van Nieuwenhove e tornou-se burchmaster de Brugge /Bruges e conselheiro do Maximiliano de Áustria.

A nostra ancestral Luzia Leme casada com o capitão-mor Pedro Vaz de Barros em cerca 1604 ou 1608 em Sâo Paulo, descende do primeiro Maertin Lem I, o velho, e do seu filho que foi Antonio Leme.

A sua familia tem origem nas cidades de 
Bergues St. Winoc (link em espagnol) e Bruges, no CONDADO DE FLANDRES (em ingles) hoje Belgica.

Para os amigos brasileiros e português é útil saber que Flanders-Zeeland, Flanders-francês e a Picardia faziam parte de todo o concelho de Flandres desde o tempo de emigração para os Açores. Um Flanders muito diferente das Flanders de hoje.

Willem Lem é o nosso ancestral mais antigo do qual eu podia encontrar informaçôes concretas. A nossa familia dos Paes de Barros e ligado com ele atraves Luzia Leme, esposa de Pedro Vaz de Barros, vindo da Lisboa para São Vicente como capitão-mor em serviçio de coroa portuguesa.
Nossa Luzia Leme foi tambem a tia do caçador dos esmeraldas, Fernao Dias Paes Leme,  filho de Pedro Dias Paes Leme. Este Pedro Dias Leme  casado com Maria Leite, foi o irmão de Luzia Leme e ambos filhos de Fenando Dias Paes e Lucrecia Leme.


Entre as FONTES pesquisados por André Claeys  encontramos :
1) Bruges 
registros de batismos (1567-1796), casamentos (1567-1796) e enterros (1588-1795), (de Brugse doop, Trouw-en begraafboeken).

2) O registro de venda (1478-1499) Jacob Despars (City Archives of Bruges, contém um recorde de vendas exclusivos (1478-1499) par a mão de Jacob van Despars).

Este Jacob van Despars fundou em 1477 com seu irmão Wouter, uma empresa para importação e distribuição de produtos agrícolas como o açúcar português e da Madeira, melaço, azeite, vinagre, vinho e frutas do sul.
Em Lisboa, encontraram um novo mercado para produtos "industriais" flamengos tais como tapeçaria cortinas, e obras de arte. 

Wouter defendendeu os interesses comerciais da empresa em Lisboa, onde estabeleceu uma filial. Ele coordenou o comércio com a Madeira. No início, foi ele mesmo que acompanhou o transporte nos dois sentidos entre a Madeira, Lisboa e Flandres.


O "grossista" Maerten Lem I iniciou com os seus filhos Maerten Lem II e António Leme o comércio de açúcar da Madeira. Não se sabe se Maerten Lem I foi pessoalmente na Madeira, porque os irmãos Despars também tinham um estabelecimento permanente em Madeira.
Maerten Lem I ocupou uma posição central na família e foi para o Portugal no início 1420. Seus filhos 1) Maerten Lem II, nascido em Lisboa e criado em Bruges, e 2) Antonio Leme, nascido e criado em Lisboa, assistiram o pai em seu negócio "Bruges-Lisboa-Madeira-Bruges."
O filho Antonio Leme , o 2° filho do Maertem Lem I, foi meio-irmão de Maerten Lem II, e tornou-se o avô dos Leme luso-brasileiros. 

Maerten Lem II  retornou a Bruges em 1464,e por ele é garantindo a sucessão dos Lem Flamengos.

Fontes pesquisados por Claeys e a Lem family Association- Arquivos da Cidade de Bruges, - Os processos de Wachtere Rombout contra Maerten Lem I, - Os dados dos registros paroquiais dos Lem, - Dados de outros arquivos em Bruges, tais como dos órfãos, de cartas privatas, registros legais, e dos funcionários do tribunal, Genealogia dos descendentes portuguêsos- flamengo Maerten Lem e D. Leonora Rodrigues e muitos outros....


Origem do nome "Lem"

Historico:

Nos paises europeos,fora do Portugal, o processo de formação dos appelidos e sobrenomes foi muito distinto. Parece que o uso moderno dos nomes hereditários é uma prática que se originou na aristocracia comercial veneziana durante as Cruzadas, na Itália, por volta do século X ou XI. Muitos desses nomes italianos usados eram, porém, não os de uma família ligada por sangue, mas sim de uma família corporativa, ou seja, um nome comum para todos os membros de um sindicato comercial e respectivos familiares, unidos pelo negócio, e não pela biologia. Outros viajantes, voltando da Terra Santa e passando pelos portos da Itália, tomaram nota deste costume e o espalharam muito lenta e gradualmente pelo resto da Europa Ocidental, nas zonas litorâneas urbanas por onde passava a navegação. No começo dos séculos XV e XVI os nomes de família ganharam popularidade no povo.

Os sobrenomes ou appelidos foram primeiramente usados pela nobreza e ricos latifundiários (senhores feudais), e pouco a pouco foram adotados por comerciantes e plebeus. Os primeiros nomes que permaneceram foram aqueles de barões e latifundiários, que receberam seus nomes a partir de seus feudos ou propriedades. Estes nomes se fixaram através da hereditariedade destas terras. Para os membros da classe média e trabalhadores, como as práticas da nobreza eram imitadas, começaram a usar assim os sobrenomes, levando a prática ao uso comum.

É uma tarefa complicada classificar os nomes de família por causa das mudanças de ortografia e pronúncia com o passar dos anos. Muitas palavras antigas tinham significados diferentes na época, ou atualmente estão obsoletas. Muitos nomes de família dependeram da competência e discrição de quem os escreveu no registro. O mesmo nome pode muitas vezes estar escrito de diferentes maneiras até mesmo em um documento só.
  
Os nomes de família chegaram até nós de diferentes maneiras. A grande maioria dos sobrenomes evoluiu de cinco fontes principais:
  • 1. Ocupação e profissão
  • 2. Toponimo. Da localidade de origem
  • 3. Patronimico e matronimico : Muitos sobrenomes indicavam antigamente o nome do pai ou da mãe
  • 4. Característica: um homem muito baixo poderia ser chamadao Klein (alemão) Little (Ingles) etc.
  • 5. Religião e outros
Segundo Ruud Lem o sobrenome Lem é que o primeiro nome Willem foi encurtado, e Lem se tornou um sobrenome para o século XIII. (WIL-LEM).

Mas é coisa assurda pensar que todos os Lem tenham um só patriarca. São centenaias de familias que não tenham nenhum parentesco, tambem tenham o mesmo sobrenome. Muitos nomes mudaram no tempo. 


Variações do sobrenome Lem encontradas em todos os arquivos da cidade de Bruges: (1383-2012):

Lems significa filho ou filha de Lem. Ambos os nomes- Lem e Lems, foram usados ​​indistintamente em muitos atos e documentos possíveis. Nos arquivios da cidade de Bruges dos anos 1383-2012, André Claeys encontrou  as variaçõe:
Leme, Lemme, de Lem, Van Lem, Vander Lems e Lemezeune. 

Variantes conhecidas do nome Lem no exterior das Flandres: 

Em Alemanha encontra-se o nome Lemm desde 1410, talvez importado directamente da Holanda.
Mas, em Holanda encontra-se surpreendentemente bem tarde, só a partir de 1540 as variações: Lem Lem, Lemsz, Lemm, Lemmen e Lemson.
Lituânia: desde 1608 Lemm,
Noruega: de 1646 Lem,
Inglaterra: a partir de 1670 Lem.
França, Luxemburgo, Suíça, desde o início do século 18; algumas familias Lem de Bruges deixaram as Flandres. (Tem descendentes Lemm em Davos, Suiça até hoje).
Em Portugal e Brasil o sobrenome Lem mudou em  'Leme'.
O brasão das armas portuguêsas dos Leme vem do Flamengo Maerten Lem I. (pai, ou o velho). Em Portugal ele chamava-se Martim Leme. Em Portugal, a família não foi antes do advento do nosso Maerten Lem I em cerca 1420.
Observação:
É surpreendente que as genealogias das famílias mais antigas dos Lem holandesa só são conhecidos a partir de 1540,:

Dos vários membros dos Lem eram conhecidos dados a partir da segunda metade do 13 º Século em Flandres francês,em Bruges tem dados documentados em 1388, na Alemanha desde 1410 e em Portugal, desde 1456, por Maerten Leme I, conhecido na corte real.


Origem dos nossos ancestrais flamengos:

Os nossos Lem vêm de "Voorne-Putten", uma ilha na beira do mar do Norte e nas margens do Maas velha, hoje na atual província de Holanda do Sul.

Um ramo da família Lem mudou de Voorne-Putten via Breskens, o concelho mais a leste de "Franc de Bruges", para Bergues St. Winnoc em Flandres francês. Essa migração tem durado  pelo tempo de uma ou duas gerações de Lem, no século X.

Em Voorne-Puttem há também um ramo de Lem que mudou para Vlissen. Outro ramo da família estabeleceu-se em Utrecht.
Em ambas as cidades, vivem descendentes deste ramo de família Lem, cujos antepassados
​​tenham um brasão com alguns elementos do escudo do descendente do ramo flamengo Maerten Lem IV, o que certamente mostra conexões familiares.


Desde 1275 são encontrados nos arquivos os seguintes nomes em Zeeland Flanders:

- William Lem,
- Eustacius Lem, filho de outro William;
- Lambert, o qual foi decapitado em 1280 porque tinha introduzido uma rebelião contra o conde Guy de Dampierre pelos impostos elevados.

Em 1338, houve em Zeeland Flandres Baldwin Lem, filho de Gilles Lem.

Em 1383 St. Winoksbergen  (foi completamente destruída. O rei francês Carlos VI massacrou a população e os arquivos municipais foram destruídas. Muitas pessoas fugiram e documentos foram destruidos para sempre.

Em 1390, encontram-se os nomes de William Lem, Jan Lem e Raem (Ramond), que eram cidadãos de Bergues St. Winoc. 



Willem ou Guillaum Lem, o patriarca do ramo em Bergues St. Winnoc

Willem Lem nasceu em 1365 em Bergues St. Winnoc. Em 1383 a cidade foi destruída e a população dizimada pelas tropas de Charles VI. Seguinte a matança, Willem tem exilado em Bruges, onde se tornou um oficial de justiça. 

História de  Bruges, do 12 ª a 15 Século 
O território da cidade de Bruges foi estabelecido em torno do ano 100 a.C.
A área era um asstentamento galo-romana. Por volta do ano 270 era já centro de comércio com contatos no exterior.

O nome da cidade vem do escandinavo 'bruggja', que significa “ cais de atracação” ou ancoradouro.

Foi em 27 de Julho 1128 que Bruges foi elevada a cidade e construiu novas muralhas e canais. Desde cerca de 1050, um gradual avanço do lodo em direcção da cidade, provocou a obstrução dos acessos directos com o mar, mas uma violenta tempestade em 1134 restabeleceu os através da criação de um canal natural ( o Zwin).

O Condé de Flandres tinha feito com o "Zwin" o porto em Bruges que foi de Damme até Sluys, porque os navios hanseaticos atracavam diariamente no porto. Assim muitos barcos poderiam acomodar em Bruges. Bruges diventou um centro de comércio internacional, com mais de 45.000 habitantes, a região mais densamente povoada da Europa Ocidental.
Jà m 1275, Bruges era um dos mais importantes centros comerciais na Europa. No 14° e 15° seculo a feira de Bruges era a mais importante de Europa. (No século XVI foi a feira de Antuérpia que tornou-se mais importante).

Através o mar o comércio foi feito com todos os países europeus, com as cidades do Báltico na Alemanha, Holanda e França, na Península Ibérica e na Itália.


Willem Lem faleceu por volta de 1440. Ele era casado com Claire van Beernem, filha de Jean ou Jan, senhor de Beernem, nascido cerca de 1330. Claire foi a viúva de Roger Van Lichtervelde. De acordo com Gailliard, Bruges e Franco, vol. 5, pg 86-87,1857, Claire teria construído em 1372 a capela St. Julien, capela na Catedral de St. Donatien em Bruges.(era um edifício de estilo gótico, construída nos séculos X e XIII, destruída durante a Revolução Francesa e,hoje completamente desaparecido ).

Willem Lem e Claire van Berneem foram pais de:
 Maerten Lem I nascido ca. 1385/1388 e falecio ca. 1475/149.
(Fala-se tambem de um Charles Lem, mas não pode-se encontrar nenhuma documentação nem em Bruges ou na França ou em Portugal. Cerca em 1380, um Charles Lem foi batizado em Bergues St. Winocs. Segundo o seu irmão mais novo, o nosso Maerten Lem I, ele era cavaleiro e almirante da França. André Claeys não encontrou nada sobre ele nem nos arquivios flamengos, nem nos Registros de Francia ne nas de Portugal. As vezes vem menzionado nas genealogias brasileiras um Charles Leme, nas quais declararam, que os descendentes de Charles Leme se ligavam com o ramo do seu irmão Maerten Lem I.Isso não e comprovado e é como pescar em águas turvas. Ainda não foram encontrados traços de Charles Leme. Bergues St. Winoc era na regiâo das antigas Flandres francesas.  Por isso Charles Lem, portanto, seria sido almirante dos Países Baixos e do ducado de Borgonha. Mas não houve qualquer referênia em varias fontes pesquisadas em Paris e Bordeaux. Não tem nenhum traço de um Lem Carolus, Karel ou Charles. Nem nos arquivios de Bruges, nem em Portugal).


A história dos Lem é tambem a história:
  • de Bruges,
  • do comércio ultramarino Flamengo com Portugal no século XV e
  • do desenvolvimento da família de Lem Lems Leme, etc. 



1. Maerten Lem I (o velho ) ca. 1395/1400 - 1475/80

A primeira menção de Maerten Lem I nas Flandres data de 1406.

Aparentemente, a fonte era desconhecida em Portugal. (Ref: W. Rombouts.) Nota aqui: o primeiro que escriveu sobre os Lem(e) em Portugal foi Manoel Soeiro em 1624 nas "Anales de Flandres". 200 anos depois que o patriarca Lem e seus filhos viveram ! Só mais tarde Montarroyo Mascanheras e depois Pedro Taques escriveram sobre os Lem de Portugal e Brasil. Seguramente Montarroyo e Taques tinham copiado essas informações. Eles provavelmente não podiam ler os archivios em Flandres em lingua flamenga e não sabiam que existiam muitos diversos" Martim Lem", pai, filho e netos, tudos com o mesmo nome e sobrenome e assim muitas coisas foram misturados ou errados e depois copiados por outros historiadores que vem depois eles. Temos ter presente que muitos documentos foram tambem destruidos por o fogo nas varias cidades e os archivios e são perdidos para sempre.
Hoje tem muita confusão com varios Martim Lem(e). Um equipe de pesquisadores em Europa “The Lem family association”  estão estudando varios archivios em Bruges, França e Portugal (e outros estados), baseado tambem sobre pesquisas que fez um antepassado em Bruges e Brazil, Leo Lem, em inicio do sec. XIX. É um trabalho minuzioso e lento de formar uma chronologia de documentos de fontes primarias (registros nos varios archivos) sobre os muitos membros Lem, sobretudo do ramo flamengo de familia Lem. Precisam de verificar com os datos de historiadors e isso porta muitas disscuções sobre varios aspectos historicos. 

Soeiro, obviamente, não sabia então, que Maerten Lem I era casado primeiramente com D. Joana Barroso e depois teve filhos com D. Leonor Rodrigues.
De acordo com registros antigos da sacristia da igreja de St. Jacques de Bruges (século 13-16ME) Maerten Lem I  era responsável pela distribuição de refeições fixas para pobres, viúvas e órfãos nos anexos da igreja.
Segundo uma velha estimativa ele nasceu por volta de 1395. Mas a duvida hoje é que ele não pode ser sido um garoto de só 11 anos para fazer este tipo de trabalho. Em 1406 deve ter atingido a idade de 18-21 anos, e que, portanto deve ter nascido entre 1385 e 1388.
Durante o início de 1420 ele completou sua primeira missão comercial em Portugal. Ele veio por sua própria iniciativa e não pertencia a um grupo de emigrantes. No final do ano 1430, Maerten Lem I se casou à Lisboa com uma senhora da alta sociedade portuguêsa, D. Joana Barroso. Não sabemos os nomes dos seus pais.  

Com esta Joana Barroso Maertem Lem I tive um filho só, o seu primeiro filho segundo as ultimas novidades de Lem Association.
Seu primeiro e único filho com D. Joana Barroso,  Maerten Lem II nasceu em ca. 1435/41 a Lisboa e foi batizado aí.

Não se sabe quando D. Joana faleceu. 
Pode ser só estimado por ca. 1425/27.
André Claeys estima que por 1443 o viúvo Maerten Lem I, havia conhecido em Lisboa D. Leonor Rodrigues. Não tem referencias dos pais dela, ou quando ela nasceu.

Maerten Lem I e D. Leonor Rodrigues foram pais pelo meno de sete filhos bastardos entre 1445 e 1465:
  • 1. Luis Leme.
  • 2. António Leme.
  • 3. João Leme.
  • 4. Rodrigues / Rui Leme.
  • 5. Isabel Leme ou talvez Maria Leme
  • 6. Catarina Leme.
  • 7. Martim Leme (IIa) (outro filho do mesmo nome como o primeiro filho con Joana Barroso)
D. Leonor faleceu entre 1512 a 1519. Ela teria sobrevivido o marido de 35 a 47 anos. Margarida ortigão Ramos Paes Leme refere no seu estudo que Leonor Rodrigues viveu em Lisboa em uma casa na Rua Nova dos Mercadores que Maertem Lem I tinha adquirida e que foi "dada como referência quando do cortejo de aclamação de D. João I em 1485 e em 1499 .. Nessa casa vivia em 1500 a sua “viúva”, como então se intitula Leonor Rodrigues".

No início de sua attividade Maerten Lem I acompanhava os transportes de Bruges para Lisboa e a carga de retorno.
Havia certamente várias viagens de barco nessas condições. Mais tarde tive residencia permanente em Portugal. Maerten Lem I começou a ser estimado em círculos de nobreza e da burguesia de Lisboa e foi  em contato com a Casa Real.


A partir de 6.7.1456 o rei D. Afonso V deu à Martim Lem I, por um período de 10 anos, o monopólio sobre a compra e venda de cortiça contra o pagamento de 2.000 ‘dobrões’ de ouro. 

Metade da cortiça comprado foi exportada para a Flandres.Maerten Lem I falava Português, bem como a idioma flamenga e francesa, e se tornou um porta-voz dos comerciantes ambulantes e capitães dos barcos flamengos, holandeses e da Zelândia.

A fim de defender-se contra bandos de ladrões, esses comerciantes estrangeiros obtivem a permissão de portar armas em território português. Além disso, eles receberam do Rei garantias fiscais e legais.

Em 1463 Maerten Lem I equipou à sua própria custa um barco, armado com uma guarnição de lanceiros e arqueiros. Ambos os filhos, António Leme e Maerten Lem II participaram neste armada
Também em 1463 o pai Martim Lem I emprestou uma soma substancial para o rei D. Afonso V.

Maerten Lem I foi condecorado com o grau de escudeiro e e
m 1464 ele se tornou um cavaleiro da casa Réal, com escudo. Esta arma está no "Livro do Armeiro-Mor" do Rei D. Manuel.


Brasão de Martim Leme I, o velho

Nota: ...."as suas armas não foram dadas pelos Reis, mas eram as dos seus avós" o que significa que jà nas Flandres os avós de Marten Lem I foram pessoas importantes com as proprias armas."  

A pedido do Maerten Lem I, o Rei legalizou em setembro 1464 os sete filhos bastardos, que Maerten Lem I teve com a mãe solteira D. Leonor Rodrigues (ca 1425 - 1506 / 1519). Ref: Arquivos Nacionais de Lisboa, Torre do Tombo, livro das Legitimações 2, pg 151, Em 1464: 1464/06/09, Tentigal, Chancery D. Afonso V, Livro 8, pg 66-67.

Parece que Maerten Lem I viajou regularmente entre Lisboa e Bruges para representar os interesses de sua empresa "Companhia Lem"
Ambos os filhos Antonio Leme (nascido bastardo com D. Eleonora Rodrigues) e
o filho legitimo Maerten Lem II nascido de primeira esposa Joana Barroso, , contribuiam para o sucesso da empresa.Os Lemes foram uma familia de comerciantes com meios financeiros muito importantes

Em 1466 Maerten Lem I voltou definitivamente para Bruges. A empresa foi dissolvida. Maerten Lem I estava vendendo sua participação de 25% em Genoa, Italia.
Entre 22 de Marzo 1466 e 1467 havia em Bruges um conflito entre Maerten Lem I e Wachtere de Rombout, em um caso de importação e venda de joiás. Tem um estudo realizado pelo Istituto Dadini em Flroence, Itália, sobre os comerciantes deste periodo em Portugal, Madeira, Itália e Bruges. Tambem no estudo de Margarida Ortigão Ramos Paes Leme (link embaixo) falam de Rombout e Maertem Lem.

2. Maertem Lem II ca. 1435/41 - 27.3.1485

Maerten Lem II parece o unico filho do Maertem Lem I quando casado em Bruges com D. Joanna Barroso/s e só por ele o linhagem de este ramo de familia Lem continiou nas Flandres.
Maerten Lem II, nasceu ca.1435/41 em Lisboa e foi criado em Bruges. Dele descende um vasto ramo dos Lem/Lemes flamengos descritos no livro "Genealogia Lemniana" por a "Lem family association".
Ele permaneceu em Bruges a servir os assuntos de negócios do seu pai. No início de 1460, voltou pela última vez em Portugal. Ele participou do assédio de Arzila em 1463. De facto, como adulto parece que Maerten Lem II ficou apenas 3-4 anos em Portugal e por isso talvez não era tão conhecido. Ambos os "Maertems": Lem I e Lem II, têm viajado de Bruges para Lisboa e vice-versa, e ambos estavam em Bruges em 1467 para o casamento de Maerten Lem II.

Além do exercício de seu alto cargo político em Bruges, Maerten Lem II, sempre se manteve comerciante e tem contato com seu meio-irmão Antonio Leme em Portugal. Em 1465, um ano depois de seu retorno para as Flandres, Maerten Lem II já estava se tornando prefeito de Bruges. Em 1466, ele foi reitor da Bruges. Ele se tornou supervisor das "dunas" Flamengos, foi novamente prefeito em 1467, membro da Sociedade de São Jorge e em 1469 Prefeito e Vereador em 1472, 1477 e 1480. Foi também "Hoofdman 'um alto cargo político. Sob o arquiduque Maximiliano da Áustria foi conselheiro e tesoureiro. A partir de 1478-1485 foi gerente de "l’hôpital de la Potterie" em Bruges. Em 1482 ele era "écoutête", = o qual que pronunciou sentenças.


quadro de Maerten Lem II (0.L.V.-ter Potterie Hospitaal Museum)




(no quadro açima pode-se notar que o primeiro nascido Maertem Lem II herdou o brasão do seu pai. O brasão é em uma combinação com o brasão de sua mãe Joana Barroso)

Maerten Lem II casou-se 1.9.1467 em Bruges com Adrienne Van Nieuwenhove, nascida em Bruges em 3.1.1448 e falecida em 7.3.1485. Filha de Nicolaas Van Nieuwenhove (prefeito de Bruges em 1465) e Agnes van Mettenije / Mettenye.
Em 1471, sete anos depois de seu retorno final para Flandres, onde Dom Afonso V estava a preparar uma expedição contra Arzila e Tânger, Maerten Lem II, equipou um barco nas Flandres com soldados fortemente armados, em homenagem e em reconhecimento do Rey, d. Afonso V. A gestão da expedição foi confiada ao meio-irmão dele, o Antonio Leme.

Em dia de 12.02.1471, António Leme foi condecorado por sua intervenção corajosa. O Rei concedeu um proprio brasão de armas .


Maerten Lem II era um homem rico e socialmente preocupado com a situação económica de Bruges. Em grande parte e às suas próprias custas, ele deixou aprofundar por alguns metros o Canal Bruges-Sluis, de modo que a cidade de Bruges ficou ligada ao mar por mais 
20 anos.
Em 02.08.1478  Maerten Lem II convidou o arquiduque Maximiliano, condé de Flandres, para um banquete sumptuoso na casa "Richebourg" em Bruges, por ocasião da visita de Maximiliano em Bruges, e ofereceu 3.000 coroas de ouro.
Houve um segundo banquete na data de 18.2.1482, por ocasião de uma nova visita de Maximiliano que desta vez foi acompanhado por sua esposa, a condessa de Flandres, Maria de Borgonha, e sua madrasta Margaretha de York. Para o povo de Bruges, o banquete foi um grave erro táctico, porque a população de Bruges não gostou do Maximiliano, a causa dos impostos exorbitantes que ele impôs para pagar suas guerras.
Martim Lem II, como primeiro filho herdou além do brasão do pai uma fortuna imensa depois a morte do seu pai Maertem Lem I.
Foi referido que Maerten Lem II tive emprestado a D. Rei Afonso V entre 1478 e 1480, 60.000.000 réis. Esta alocação pode ser compensado pelo fato de que Maerten Lem II, em Portugal conhecido como Martim Leme, o moço ("de Jonge"), que no início de 1460, em associação com Lomelino Bautista, teve de importar cereais em Madeira mas não pôde honrar plenamente o seu compromisso prometido. - Maria van Bourgondië, esposa de Maximiliano da Áustria, faleceu em 23.2.1482 e Maximiliano iniciou uma política expansionista. A guerra custou caro. Maximiliano ainda aumentou os impostos. Os Flamengos se revoltaram 1482-1492. Maximiliano foi aprisionado por até quatro meses em Bruges.- Maerten Lem II como apoiante e financiador de Maximiliano, em 1482 foi colocado sob prisão domiciliar pelos rebeldes de Bruges. Em 1483 ele conseguiu escapar em Louvain. Em 09.07.1483 o seu sogro, Sir Jan Van Nieuwenhove, foi nomeado oficial de justiça de Bruges em sucessão de Maerten Lem II. - A esposa, Adrienne Van Nieuwenhuyse permaneceu em Bruges com as suas crianças. Em sua casa Richebourg ainda havia um terceiro banquete  com Maximiliano. Mesmo em tempos difíceis os Van Nieuwenhove permanecam leal ao condé. - 

Em 27.03.1485, no Domingo de Ramos, Maerten Lem II faleceu na solidão em Louvain.
Sua filha mais jovem Catharina tive apenas 8 anos. Maerten Lem II foi enterrado aí em Louvain, . - Após a morte a sua empresa comercial foi dissolvida. A família recebeu o montante remanescente após a venda de mercadorias importadas de Portugal. O fim político de Maerten Lem II, felizmente, não influenciou a carreira política de seus filhos. A pedido persistente de família, os restos mortais de Martim Lem II foram enterrados na tomba da família em 1493, um ano após o fim da revolta de Bruges, na capela dos Santos Apóstolos, também conhecida como Capela-Lem,que ele havia construído às suas próprias custas na catedral de "St. Donatien sur le Burg" em Bruges. - Três séculos mais tarde, em 1799, durante a Revolução Francesa, os bárbaros francês, ter profanado e saquearam totalmente a magnífica Catedral de St.Donatien no coração da cidade de Bruges. Isso significou uma perda enorme para a cidade e para a historia de muitas famílias de nobreza.- Os arquivos de Bruges, a 'Stadsrollen' (1479-1488 relatam que Maerten Lem II tivera uma concubina, a Senhora da Mariège, que teve dois filhos com ele:Jan Lem e Rogier Lem. Como já descrito em outra parte, naquela época havia muitos bastardos nos meios da burguesia).

Maerten Lem II e Adrienne tiveram dez filhos, todos descritos com as varias descendencias que eu não vou escriver aqui.

1. Karel Lem 1468
2. Agnes Lem 1468
3. Eleonora Lem 1469
4. Adriaan Lem 1470
5. Adrienne Lem 1470
6. Jan Lem. 1472
7. Marie Lem 1473
8. Martine Lem 1474
9. Catharina Lem 1477
10. Maerten III Lem. 1476

Vou aqui só menzionar que 10. Maertem Lem III, foi conselheiro em 1505 Bruges em 1532, vereador em 1513, 1516, 1519, 1525, 1526, 1535 e 1538, "Hoofdman" em 1514, gestor tambem do "Saint-Sang" em 1551, membro da Sociedade de S. Joris em 1533. - Por 53 anos ocupou os mais elevados cargos administrativos em Bruges. Foi casado com Catharina d’Hamere e tevem Maertem Lem IV, o Jovem (nascido em 1516, falecido em 13.07.1597 em Bruges na freguesia de Notre Dame, registre 1.)

A partir de 1565-1597 Martim Lem IV era o gestor de "Potterie", Gerente de fraternidade "Saint Sang" em 1553, assessor de Bruges em 1550, em 1564, 1566, "Hoofdman" em 1551, tesoureiro 1557-1558, vereador em 1559, 1562-1563, em 1565 1570. Prefeito do município, em 1560-1561, 1567-1568, 1571, 1584-1585, Prefeito e Vereadores em 1569, 1586, 1587, 1590, 1595-1596. Como seu pai, ele trabalhou por quase meio século as funções mais importantes em Bruges.


Este retrato de Maerten Lem IV está no convento da Igreja de la Potterie", uma ex-colônia de leprosos em Bruges.


3. Antonio Leme, o pai dos Leme brasileiros

Depois a morte de sua esposa Joana Barroso e o nascimento do unico filho com ela, Maerten Lem I tive os filhos seguintes com D. Leonor Rodrigues e legitimados pelo Rey em 1464 :
(Cartas de legitimação, datadas de Tentúgal, 6 de Setembro de 1464, em ANTT – Chancelaria de D. Afonso V, liv. 8, fls. 66v-67. 
São 7 cartas, uma para cada um dos filhos, diferindo apenas o nome do respectivo legitimado, como refere Margarida Ortigão Ramos Paes Leme no seu estudo)



  1. Luis/Louis Leme 
  2. Martim Leme IIa, nascido em 12 de novembre 1450, Segundo os genealogistas isso é perfeitamente possivél, dado que este filho foi meio-irmão do Martim Lem II e com outra mâe...Parece que ele foi casado com Maria Adão Ferreira teve tambem descendentes no Brasil.
  3. Antonio Leme  que foi casado com Catarina de Barros e viveu em Madeira.Deles descende um outro Martim Leme que tambem viveu em Madeira.A Lem family Association esta tentando de saber se foi ele que foi acusado por jogo illegal em Funchal....
  4. Rodrigo / Rui / Roger / Rogier Leme, cavaleiro a serviço de Rei D. João II em 1494.
  5. João Leme, batizado em Lisboa, em 1460/11/20
  6. Catarina Leme..
  7. Izabel Leme  
  8. Há a possibilidade de Martim Leme e Leonor Rodrigues terem ainda tido mais uma filha, Maria (como a chamam os genealogistas), que não consta do rol dos legitimados ou então esta Maria foi Izabel....

-  3 )António Leme teve descendentes na Madeira e no Brasil.
-  6 e 7) D. Catarina e D. Maria tevem descendentes em Portugal e na Índia.
- Há quatro filhos enterrados sem geração: Luís, João, Rui e D. Isabel.


António Leme  ( foi batizado em torno de 1445 em Lisboa ou na Galiza ? e faleceu antes de 1526). António já distinguiu-se em 1463, durante a expedição contra Arzila, um ninho de piratas mouros.

Em esta ocasião ao António foi concedido um brasão de armas para a ingestão de Arzila em 24 de Agosto 1471e a ocupação de Tânger em 29 de Agosto 1471..
Em Novembre 1471 António Leme foi  condecorado pelo príncipe D. João I
por o seu heroísmo, de acordo com um documento que está localizado na Torre do Tombo.

Escudo de armas de Antonio Leme


As armas de Antonio Leme

1471 Novembro 12, Lisboa
ANTT – Chancelaria de D. Afonso V, lv. 21, fl. 90
Na carta de armas do 1471 o rei D. Afonso V de Portugal declara que concede as referidas armas:

"........posto que nos bem em conhecimento somos que elle da parte do seu pay pode trazer as armas com deferença mas porque elle verdadeiramente as tenha e posse trazer como chefe dellas sem deferença alguma como aquelle que por seus seruiços e mericimentos guanhou nos lhe damos as ditas armas nuoamente"
Pode-se ler tudo o texto em transcrição
no annexo 3 do estudo por
Margarida Ortigão Ramos Paes Lem
link ao fundo de este postagem.

Se trata de uma concessão muito honrosa sob a original forma de evitar - segundo as regras de héraldica - que o armigéro Antonio Leme tenha de usar as armas paternas (veja o escudo de Maertem Lem I)  com a respetiva diferença do segundogenito e possa ostentar armàs proprias como verdadeiro chefe de linhagem. A diferença são os cores e o numéro das figuras, as merletas.

A merleta (ave héraldica) não aparece na héraldica medieval portuguesa mas foi bastante comum na héraldica flamenga e inglesa.
A conceder a Antonio Leme o brasão das cinque merletas (o que do pai tive três) D. Afonso procedia conforme o melhor conhecimento das regras héraldicas medieval e ao mesmo tempo como acrescimento honroso.
Antonio Leme  foi fidalgo da casa do principe D. Joao com escudo de armas.

Segundo Margarida Ortigão Ramos Paes Leme  António Leme, foi o terceiro filho de Maertem Lem I e Leonor Rodrigues, seguindo a ordem das legimações.
" Durante os anos 80, encontramo-lo plenamente fixado na Madeira, para onde terá ido possivelmente como representante dos interesses da família naquela ilha vocacionada para o comércio do açúcar. Segundo notícias que nos chegam por via do cronista dos feitos de Cristóvão Colombo, Bartolomeu de las Casas, um dos informadores do descobridor da América foi “un Antonio Leme, casado en la isla de la Madera [que] le certificó que habiendo una vez corrido con una sua carabela buen trecho al poniente, había visto tres islas cerca de donde andaba...” António instala-se no Funchal como cultivador de açúcar e toma parte na vida municipal, tendo sido vereador por diversas vezes entre os anos de 1485 e 149146. É, nos documentos que nos chegaram, chamado de “homem bom” e “cavaleiro”, o que o mostra plenamente integrado nos extractos superiores da sociedade madeirense.Na Madeira casou com Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Clara e de sua mulher Clara Esteves de quem teve, pelo menos, sete filhos**: 1) Martim, 2) Antão, 3)Pedro, 4) Aleixo, 5) Rui, 6) Antónia e 7) Leonor. Não sabemos quando morre, mas terá sido depois de 1514, ano em que assina um conhecimento de dívida de 15.000 rs de um moio de trigo recebido do feitor da terça parte da renda das Ilhas".

** Ao contrario de Pedro Taques e Silva Leme que referem Antonio Leme como pai de Martim Leme e este ultimo como pai de Antao (casado com Catarina de Barros), Pedro, Aleixo, Ruy, Antonia e Leonor, as fontes em Portugal parecem referem Antonio Leme (casado com Catarina de Barros) como pai de este Martim Leme e este ultimo como irmão de 2 até 7 !!!

As armas de Antonio Leme em Brasil:

nos escudos dos marquês de São João Marcos e Quixeramobim.
Ambos foram
trisnetos do "caçado das esmeraldas" Fernão Dias Paes Leme (filho de Pedro Dias Paes Leme e Maria Leite),- bisnetos de Garcia Rodrigues Paes que em 1702 foi agraciado com o fora de cavalheiro fidalgo da casa real,- netos de Mestre de Campo Pedro Dias Paes Leme o qual tirou brasão de armas em 1750, que é o mesmo dos Lemes),  (genealogia paulistana Silva Leme, e nobiliarquia paulstiana Pedro Taques).

escudo do Marquès de São João Marcos (Padro Dias Paes da Câmara)
por decreto do Rei D. João VI de 5 de Fevereiro de 1818 :




escudo do Marquês de São João Marcos
e do seu primo Marquês Quixeramobim (Pedro Dias Paes Leme), Barão com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1825. Visconde com grandeza por decreto de 4 de abril de 1826. Marquês por decreto de 12 de outubro de 1826.


eschudo do Marquês de Quixeramobim
Em campo de ouro, cinco melros negros, sem pés, sem bicos, póstos em santor. coroa: a do Marquês.

Alvarã de 1471, confirmado em 20-XII-1750.
(fonte: Anuario genealogico brasileiro - titulares do Império)




Curiosidade 1) : 
Na Fonte Luminosa de Belém, Lisboa, Portugal, tem a pedra de armas de Antonio Leme. Segundo informações na Internet, todos os brasões em essa fonte (são 32), rapresentam provincias do império de Portugal.

a minha pergunta é: o brasão de Antonio Leme ésta para Madeira ?


CoA de Antonio Leme, Fonte Luminosa, Belém, Portugal


Curiosidade 2
Existe hoje em Sao Paulo este brasão da Rota de São Paulo e 1° batalhão choque de Tobias de Aguiar.


brasão Rota de São Paulo, Batalho Tobias de Aguiar

Este brasão foi criado por decreto Nº 20986 de 1º de Dezembro de 1951. 
Não tem nada a ver com nobreza ou genealogia. 
Encontramos aqui o escudo de Antonio Leme de 1471....

....talvez porque a avó materna do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar segundo a genealogia paulistana foi descendente de Leonor Leme, outra filha de Fernando Dias Paes e Lucrecia Leme e irmã de nossa Luzia Leme e do Pedro Dias Paes Leme...??? 


4. Risultados da pesquisa mais nova do 2013

enviado por Ruud Lem por a Lem family Association




5. Descendencia da primeira generação dos Leme em Portugal

por Margarida Ortigão Ramos Paes Leme em 2008




6. NOTA

é conhecido que nas obras de Pedro Taques e Silva Leme tem erros. As vezes Pedro Taques é criticado para ter sido pagado pelas suas genealogias ou porque depois perdido parte de sua obra em incendio de Lisboa em 1755 hàver escrito só lembrando esta parte sem fontes ou copias do seu trabalho....é tambem criticado para ter collocado muitos dos seus antepassados todos como descendentes de "nobres" ou pessoas importantes. 
Mas pelo saber e a percepção de "nobreza" e a necessidade de genealogias do então Brasil colonial.  copiando mesmo outros e mesmo repetendo só dizeres se não tive outras fontes, as suas obras são fontes preciosas para a genealogia de hoje. 
Ao contrario de Jabotão e de Borges de Fonseca fez pesquisas genealogicas no intuito de escrever obras historicas. Oferece muitos pormenores e explicaçôes. A contribuição de genealogistas e memorialistas do sec. XVIII não é da desprezar. Eles compulsavam muita documentação hoje em mau estado ou mesmo desaparecida como por exemplo as atas da Câmara de São Vicente. Estou convencida que não todos estes nobres de Taques são inventados e que o Brasil não foi terra de só degregados. Pour outro lado o conceito de nobreza no periodo colonial é muito amplo e assumiu multiplas formas!
Precisamos hoje de pesquisar o mais possivel, os archivos nas varias cidades, de igrejas de ordens religiosas, ou tambem archivios pessoais, testamentos etc.  para encontrar talvez riferimentos ou fontes primarias , sobretudo em Portugal e no Brasil como demostram os pesquisadores do Lem family Association e André Claeys e Margarida Ortigão Paes Leme. 

Precisamos encontrar e verificar uma vasta cronologia de dados e pessoas que referem algo sobre os antepassados e a historia no Portugal e no Brasil deles . É também a nossa historia !



MUITO obrigada 
Ruud Lem, Willem Lem, Lem family association,
André Claeys, 
Gilberto Lemes
e Anibal de Almeida Fernandez 
Thank you!!
 
Fontes por esso postagem:

- Ruud Lem e Willem Lem, LEM FAMILY ASSOCIATION 
- André Claeys, Belgica e Madeira Descendencia Lem e Leme,texto original em lingua flamenga 
- Gilberto Lemes,BrasilO livro dos Silva Lemes
- Margarida Ortigâo Ramos Paes Leme, Portugal : Os Lemes, um percurso familiar de Bruges a Malaca

Estudo do Istituto Dadini Firenze:  :operatori economici fiorentini nel Portogallo XVI sec. (em Italiano)- Paulo César de Castro Silveira, Brasil, pesquisas sobre os Leme em Portugal e no Brasil: Capitao Domingos da Silva e Oliveira
Silva Leme : Genealogia Paulistana