“Cada pessoa tem a sua historia. - Cada pessoa tem uma familia. - Cada familia tem origems. - Você não é apenas o que você imagina que é!"


sábado, 14 de janeiro de 2012

TOM JOBIM tinha sangue de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme???




Tom Jobim  ou Antonio Carlos Jobim 
tinha veramente sangue do Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme???

Parece que  Tom Jobim descende por o avô materno, que foi Azor Brasileiro de Almeida (Leme),  de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme. 

Seriam muitos os entrelaços entre as varias familias e os descendentes. Se isso é verdade, Tom Jobim foi por o avô materno um Pedroso de Barros - Penteado  e tambem  um Leme. 

Uma rede de parentesco incrivél! No meio  três filhas de Pedro Vaz de Barros Neto e Maria Leite de Mesquita: Maria Pires (de Barros), Izabel Paes e Beatriz de Barros, cujos descendentes foram tambem primos nossos e se casaram entre sí.

Encontrei essas informações no trabalho de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque.  Não tenho certeza, se a ascendencia é comprovada, ném poderia contatar o senhor, mas achei interessante.  Julga você!


Aqui a tragétoria com Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme, trazido do trabalho de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque em (clique) Usina de Letras .
Os numeros referem-se aos numeros usados do Pedro Wilson no seu trabalho.

Tragétoria
  • 3208: Pedro Vaz de Barros (ca. 1580- 1644)  c/c  3209 Luzia Leme (f. 1655)
  • 1604: Antonio Pedroso de Barros c/c 1605 Maria Pires, tendo:
  •   802: Pedro Vaz de Barros Neto c/c 803 Maria Leite de Mesquita, tendo
  •   401: Maria Pires (de Barros) c/c 400 Cap. Rodrigo Bicudo Chassim,
    •  Maria Pires (de Barros) foi irmã de Beatriz de Barros e Izabel Paes, ambas tambem filhas de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme.  
    • Beatriz casou com Monoel Correia Penteado (meus 7° avôs) e foram pais de Fernao Paes de Barros que foi pai do Antonio de Barros Penteado, e os seus irmãos José de Barros Penteado e Francisco de Barros Penteado. (Descendentes de Antonio  foram o Barao de Piracicaba, o Barao de Itu, Genebra Leite de Barros , Francisco de Barros Penteado nomeado "O Chico de Sorocaba", tambem o meu 5° avô).
    • Izabel Paes casou com Joao Correia Penteado, irmão de Manoel Correia Penteado.  
    • Os filhos das três irmães, foram primos , e assim os descendentes delas.
  •  401 Maria Pires de Barros e 400 Cap Rodrigo Bicudo Chassim, tivem:
  •  200. Capitão Bernardo Bicudo Chassim c/c 201 Veronica Dias Paes Leite,
    • Assim 200. cap. Bernardo Bicudo Chassim  foi  primo do meu 6°avô Fernão Paes de Barros casado com Angela Ribeiro Leite.
    • Foi tambem primo de  Antonio Rodrigues Penteado pai de 203. Barbara Paes de Barros e assim avô de 101. Gertrudes de Camargo Penteado que segue:
  •  100. Jerônimo Pedroso de Barros, (filho de 200.) c/c 101. Gertrudes de Camargo Penteado  foram primos, por os avós maternos , filhas de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme
    • Ascendencia de 101. Gertrudes: 
    • Francisco Rodrigues Penteado e Clara de Miranda tivem entre outros: Manoel Correia Penteado e Joao Correia Penteado.
    • Manoel foi casado com Beatriz de Barros
    • Joao foi casado com Izabel de Barros, irmã de esposa de Manoel.  Izabel e Beatriz de Barros foram filhas de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme.
    • Joao e Izabel foram pais de Antonio Rodrigues Penteado que foi filho de Francisco Rodrigues Penteado e Clara de Miranda.
    • Antonio Rodrigues Penteado e sua mulher tivem 203. Barbara Paes de Barros.
    • 203. Barbara Paes de Barros casou com 202. José de Camargo Paes e tivem 101. Gertrudes de Camargo Penteado. 
    • Assim tambem  100. Jeronimo Pedroso de Barros  e 203. Barbara Paes de Barros foram 2° primos. 
    • Ambos foram 2° primos tambem do meu 5° avô Antonio de Barros Penteado casado com Maria Paula Machado por as filhas de Pedro Vaz de Barros e tambem por Francisco Rodrigues Penteado, meu 8° avô.
    • 100. Jeronimo Pedroso de Barros e 101. Gertrudes de Camargo Penteado  foram 2° primos em 1° grau e foram ambos descendentes  de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme.
  • 100. e 101 tivem:
  • 50. Gentil Antônio de Camargo. c/c em 1823 em Itu (SP)  51. Umbelina Maria de Arruda. tendo:
  • 25 Maria de Camargo c/c 24. Francisco de Almeida Pires, tendo
  • 12 Manoel José de Almeida Leme c/c  13. Maria Umbelina de Almeida, tendo
  • 06. Azor Brasileiro de Almeida (ou Azor de Almeida Leme) c/c  07. Emília Aurora Pereira da Silva, tendo
  • 3. Nilza Brasileiro de Almeida c/c 2. 2. Jorge de Oliveira Jobim, tendo
  • 1. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, conhecido como Tom Jobim.
AQUI MUITAS FOTOGRAFIAS, VIDEOS E AMPLA BIOGRAFIA: clique Abecedario

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Artur e Fernando Paes de Barros fundaram Mato Grosso

Dois irmâos sorocabanos fundaram Mato Grosso.
Foram eles Fernando e Artur Paes de Barros. 
Foram sobrinhos de Fernão Paes de Barros que foi filho do Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme, nossos antepassados. 
Fernão Paes de Barros foi irmão dos bandeirantes, Sebastião Paes de Barros (veia Post de historia do violão) tambem como do meu 9° avô Antonio Paes de Barros e de Valentim, Luiz, Jeronimo, Pedro Vaz Guaçu e Lucrecia Pedroso de Barros.


Fernão Paes , segundo Pedro Taques na Genealogia Paulistana   
       "Casou-se no Rio de Janeiro com Maria de Mendonça, de quem não deixou f.º algum, porque com ela não teve vida marital pela razão de descobrir sobeja prova contra a pureza do sangue dessa senhora, entretanto teve ela grande tratamento e estimação como legítima esposa de Fernão Paes de Barros. Faleceu em 1709 com testamento e teve em solteiro de uma crioula de Pernambuco uma filha natural que foi:
 1-1 Ignacia Paes de Barros que 1.º casou-se com seu primo irmão Braz Leme de Barros, f.º herdeiro do Cap. 4.º. Ficando viúva de seu marido e dele herdando a grande fortuna, que, junta a que recebeu de seu pai, montou a um grande cabedal, tornou-se fácil passar a 2.ªs núpcias com o sargento-mor João Martins Claro, natural de Miranda do Douro, e que viera no real serviço acompanhando ao governador dom Manoel Lobo"

Na Wikpedia podemos ler que
Inácia Pais de Barros, filha natural do grande potentado Fernão Pais de Barros e viúva de Brás Leme , de quem tivera diversos filhos, seis citados por Silva Leme e outros cinco teve do novo marido Joâo Martins Claro, os quais foram:
  • Artur Pais de Barros, 
  • Fernando Pais de Barros, ambos grandes sertanistas em Mato Grosso,
  • e três filhas, casadas com soldados da guarnição de Santos Francisco Nogueira,  João de Sousa, e Luís Teixeira

Não tenho riferimento ou prova para issa descendencia, porem encontrei  riferencias para adescendencia de Artur Paes de Barros e seu irmao Fernando Paes de Barros, tambem por Joao Pinheiro de Barros, sobrinho de Fernao Paes de Barros em (clique) ENCICLOPEDIA SOROCABANA


BARROS Artur Pais de
Natural de Sorocaba, nascido em 1698, filho do sargento-mor João Martins Claro e de sua mulher Inácia Pais de Barros, foi bandeirante que agiu nas minas de Cuiabá, nos primeiros anos do descobrimento. Com seu irmão Fernado Pais de Barros e seus sobrinhos João Martins Claro e José Pinheiros de Barros, internou-se na conquista dos índios parecis, que vinha atacando desde 1731 e foi descobrir as minas de ouro que ficaram conhecidas pelo nome de Mato Grosso, originando-se após daí o nome de todo o atual Estado.
Fontes
-Rev. Inst. Hist. São Paulo – XV – 60
-Cônego Luiz Castanho de Almeida – Livros paroquiais de Sorocaba – Ver. Inst. Hist. São Paulo – nº 5 – 1939, p. 130
-Basílio de Magalhães – Expansão, p 286
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p 54.

BARROS Fernando Pais de
Paulista, filho do sargento-mor João Martins de Barros e de sua mulher Inácia Pais de Barros, nasceu em Sorocaba, cerca de 1700 e com seu irmão Artur Pais de Barros, seguiu para as minas de Cuiabá, onde se distinguiu em vários descobrimentos de ouro e na conquista dos índios parecis. Era licenciado em direito.
Fontes:
-Rev. Inst. De Estudos Genealógicos de São Paulo – nº 5, p. 130
-José Barbosa de Sá – Crônicas de Cuiabá – IV, 74 –81
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p 56.

BARROS José Pinheiro de
Sobrinho do licenciado Fernão Pais de Barros, descobridor das minas de ouro de Mato Grosso, em 1734, andou sempre com o mesmo na explorações desses sertões.
Fontes:
- Barbosa de Sá – Crônicas de Cuiabá, Ver, cit., IV, 78-81
-Francisco de Assis Carvalho Franco Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, p. 59.


Temos assim: 
Fonte clique Genealogia Paulistana online  pag. 501 / 502

1-1 Ignacia Paes de Barros que 1.º casou-se com seu primo irmão Braz Leme de Barros, f.º herdeiro do Cap. 4.º. Ficando viúva de seu marido e dele herdando a grande fortuna, que, junta a que recebeu de seu pai, montou a um grande cabedal, tornou-se fácil passar a 2.ªs núpcias com o sargento-mor João Martins Claro, natural de Miranda do Douro, e que viera no real serviço acompanhando ao governador dom Manoel Lobo. Teve:
Do 1.º marido f.º único:


2-1 Pedro Vaz de Barros (o coxo) que casou com Catharina do Prado e faleceu sem geração. Do 2.º marido teve q. d.: 2-2 Catharina Mendes casada em 1714 em Itú com Christovão Monteiro de Carvalho, natural da Bahia, f.º de Manoel Monteiro de Carvalho e de Maria Coelho Duarte, naturais de Freixo de Espada a Cinta. Teve q. d.:
Pág. 502





3-1 Felix Martins Claro, natural de Sorocaba, casado em 1761 em S. Paulo com Anna Ignacia Xavier f.ª de Manoel de Gusmão e de Maria Pedroso. 3-2 Ignacia Paes casada em 1743 em Sorocaba com José Martins Barroso, natural de S. Salvador, arcebispado de Braga, f.º de Antonio Barroso e de Maria Martins. Teve q. d.:
4-1 Maria Martins Monteiro casada em 1768 em Mogi das Cruzes com Aleixo Leme do Prado, f.º do capitão Aleixo Leme da Silva e de Martha Antunes de Miranda. V. 2.º. pág. 356. 4-2 Bernarda Paes casada em 1760 na mesma vila com João Correa de Lemos f.º de João Correa Fragoso de Moraes. Tit. Moraes Cap. 2.º § 7.º.
2-3 Joanna Pedroso casada em 1703 em Itú com Matheus de Mattos Cardoso. Faleceu em 1766 com testamento. Sem geração. (C. P. S. Paulo). 2-4 Maria de Barros Silva casada em 1703 em Itú com o tenente José da Silva Preto, irmão de Matheus do n.º 2-3.
2-5 Anna Paes da Silva casada em 1720 em Sorocaba com Domingos Nogueira Homem f.º de José Nogueira Homem e de Maria Leme do Prado. Tit. Bicudos.
2-6 Luzia Leme de Barros casada em 1726 em Sorocaba com José de Borba Gatto f.º de Balthazar de Borba Gatto e de Marianna Domingues, moradores na Cotia.
e segundo a wiki:2-7 Arthur Paes de Barros
2-8 Fernando Paes de Barros
2-9 filha 1 casada com Francisco Nogueira
2-10 filha 2 casada com João de Sousa e
2-11 filha 3 casada com Luís Teixeira



A ORIGEM DO NOME MATO GROSSO

Autor: Paulo Pitaluga Costa e Silva

TEXTO INTEIRO DO WEBSITE : chapadadosguimaraes 


"Na busca de índios e ouro, Pascoal Moreira Cabral e seus bandeirantes paulistas fundaram Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá. 
Em 1o. de janeiro de 1727, o arraial foi elevado à categoria de vila por ato do Capitão General de São Paulo, Dom Rodrigo César de Menezes. A presença do governante paulista nas Minas do Cuiabá ensejou uma verdadeira extorsão fiscal sobre os mineiros, numa obsessão institucional pela arrecadação dos quintos de ouro. Esse fato somado à gradual diminuição da produção das lavras auríferas, fizeram com que os bandeirantes pioneiros fossem buscar o seu ouro cada vez mais longe das autoridades cuiabanas. 
Em 1734, estando já quase despovoada a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, atrás dos índios Parecis, descobriram veio aurífero, o qual resolveram denominar de Minas do Mato Grosso, situadas nas margens do rio Galera, no vale do Guaporé.
Os Anais de Vila Bela da Santíssima Trindade, escritos em 1754 pelo escrivão da Câmara dessa vila, Francisco Caetano Borges, citando o nome Mato Grosso, assim nos explicam:

         "Saiu da Vila do Cuiabá Fernando Paes de Barros com seu irmão Artur Paes, naturais de Sorocaba, e sendo o gentio Pareci naquele tempo o mais procurado, [...] cursaram mais ao Poente delas com o mesmo intento, arranchando-se em um ribeirão que deságua no rio da Galera, o qual corre do Nascente a buscar o rio Guaporé, e aquele nasce nas fraldas da Serra chamada hoje a Chapada de São Francisco Xavier do Mato Grosso, da parte Oriental, fazendo experiência de ouro, tiraram nele três quartos de uma oitava na era de 1734."

Dessa forma, ainda em 1754, vinte anos após descobertas as Minas do Mato Grosso, pela primeira vez o histórico dessas minas foi relatado num documento oficial, onde foi alocado o termo Mato Grosso, e identificado o local onde as mesmas se achavam.
Todavia, o histórico da Câmara de Vila Bela não menciona porque os irmãos Paes de Barros batizaram aquelas minas com o nome de Mato Grosso.
Quem nos dá tal resposta é José Gonçalves da Fonseca, em seu trabalho escrito por volta de 1780, Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1866, que assim nos explica a denominação Mato Grosso:

[...] se determinaram atravessar a cordilheira das Gerais de oriente para poente; e como estas montanhas são escalvadas, logo que baixaram a planície da parte oposta aos campos dos Parecis (que só tem algumas ilhas de arbustos agrestes), toparam com matos virgens de arvoredo muito elevado e corpulento, que entrando a penetrá-lo, o foram apelidando Mato Grosso; e este é o nome que ainda hoje conserva todo aquele distrito.
Caminharam sempre ao poente, e depois de vencerem sete léguas de espessura, toparam com o agregado de serras [...].

Pelo que desse registro se depreende, o nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos Paes de Barros. 

Acostumados a andar pelos cerrados do chapadão dos Parecis, onde apenas havia algumas ilhas de arbustos agrestes, os irmãos aventureiros, impressionados com a altura e porte das árvores, o emaranhado da vegetação secundária que dificultava a penetração, com a exuberância da floresta, a denominaram de Mato Grosso. Perto desse mato fundaram as Minas de São Francisco Xavier e toda a região adjacente, pontilhada de arraiais de mineradores, ficou conhecida na história como as Minas do Mato Grosso.
Posteriormente, ao se criar a Capitania por Carta Régia de 9 de maio de 1748, o governo português assim se manifestou:

"Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, [...] Faço saber a vós, Gomes Freire de Andrade, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro, que por resoluto se criem de novo dois governos, um nas Minas de Goiás, outro nas de Cuiabá [...]."
 
Dessa forma, ao se criar a Capitania, como meio de consolidação e institucionalização da posse portuguesa na fronteira com o reino de Espanha, Lisboa resolveu denominá-las tão somente de Cuiabá. Mas no fim do texto da referida Carta Régia, assim se ex-prime o Rei de Portugal [...] por onde parte o mesmo governo de São Paulo com os de Pernambuco e Maranhão e os confins do Governo de Mato Grosso e Cuiabá [...].
Apesar de não denominar a Capitania expressamente com o nome de Mato Grosso, somente referindo-se às minas de Cuiabá, no fim do texto da Carta Régia, é denominado plenamente o novo governo como sendo de ambas as minas, Mato Grosso e Cuiabá. Isso ressalva, na realidade, a intenção portuguesa de dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Paes de Barros. Entende-se perfeitamente essa intenção.
Todavia, a consolidação do nome Mato Grosso veio rápido. A Rainha D. Mariana de Áustria, ao nomear Dom Antonio Rolim de Moura como Capitão General, na Carta Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa:

[...]; Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos [...].

A mesma Rainha, no ano seguinte, a 19 de janeiro, entrega a Dom Rolim a suas famosas Instruções, que determinariam as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol. Assim nos diz o documento:

[...] fui servido criar uma Capitania Geral com o nome de Mato Grosso [...] § 1o - [...] atendendo que no Mato Grosso se requer maior vigilância por causa da vizinhança que tem, houve por bem determinar que a cabeça do governo se pusesse no mesmo distrito do Mato Grosso [...]; § 2o - Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil [...].

E a partir daí, da Carta Patente e das Instruções da Rainha, o governo colonial mais longínquo, mais ao oriente em terras portuguesas na América, passou a se chamar de Capitania de Mato Grosso, tanto nos documentos oficiais como no trato diário por sua própria população. Logo se assimilou o nome institucional Mato Grosso em desfavor do nome Cuiabá. A vigilância e proteção da fronteira oeste era mais importante que as combalidas minas cuiabanas. A prioridade era Mato Grosso e não Cuiabá.
Com a independência do Brasil em 1822, passou a ser a Província de Mato Grosso, e com a República em 1899, a denominação passou a Estado de Mato Grosso.
As Minas do Mato Grosso, descobertas e batizadas ainda em 1734 pelos irmãos Paes de Barros, impressionados com a exuberância das 7 léguas de mato espesso, dois séculos depois, mantendo ainda a denominação original, se transformaram no continental Estado de Mato Grosso. O nome colonial setecentista, por bem posto, perdurou até nossos dias.  

Bibliografia:
1-FONSECA, José Gonçalves da. Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro: tomo XIX, 1866
2-MENDONÇA, Marcos Carneiro de. Rios Guaporé e Paraguai, primeiras fronteiras definitivas do Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca Reprográfica Xerox, 1983
3-MENDONÇA, Estêvão de. Datas Mato-grossenses. 1a edição. Niterói: Salesianas, 1919, vol I "
Outras fontes por esso artigos clique os links)
Geneall.net

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

o violâo do Sebastião Paes de Barros, bandeirante

Há poucas referências documentais à música praticada, nesse período, na região de São Paulo e os únicos documentos musicais conhecidos, datados da primeira metade do século XVIII.

Sabe-se, igualmente, através dos inventários bandeiristas que, na região de Piratininga, tocava-se guitarra (inventário de Catharina d'Horta, 1626), sistra (inventário de Francisco Leão, 1632) e violas e harpas, uma das quais pertencera ao bandeirante Sebastião Paes de Barros, inventário de 1688, e outra, que figura no testamento de Affonso Dias de Macedo, em 1703, explicitada como viola de pinho do reino)


Historia


O primeiro instrumento de cordas que se tem notícias que chegou ao Brasil foi a viola de dez cordas ou cinco cordas duplas, muito popular entre os portugueses e precursora do violão, trazida pelos jesuítas portugueses que aqui chegaram para catequisar os índios e a usavam durante a catequese.  

A coroa Portuguesa objetivava levar as suas colônias o trinômio de sua colonisaçâo que significa, o rey, a lei a a fé. A fé ficou a cargo dos Jesuitas com Manoel da  Nobrega.Necessitou de mais braços para a atividade de evangilzação do Brasil a assim chegou no 1553 Padre José de Anchieta.

Todo o processo de catquese é na verdade intervençao intencional em valores culturais. Para catequisar os jesuitas criaram uma lingua artificial de nome nhengaatu.
Para conceitos e objetos estranhos à língua emprestaram-se inúmeros vocábulos do português e espanhol. A essa mistura deu-se o nome ie’engatu, que significa "língua boa". Não se falava o portugues até o final do sec. XVIII, mas o nhengaatu. sendo usada não apenas por índios e jesuítas, mas também como língua corrente de muitos colonos de sangue português.
Segundo o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, até fim século XVIII, em São Paulo, falava-se a língua geral, o "nhangatu", uma derivação do tupi. Foi uma língua imposta pelos missionários, até hoje ouvida em alguns locais da Amazônia.

Padre Anchieta percebeu que os povos indigenos mantinham uma relaçao com o mundo sagrado tendo sempre a musica como strumento de intermediação.Anchieta assim realizava dramatzações com os indigenas, nas quais associava as coisas de natureza (terra, animais, plantas) estranhas ao mundo europeo. Tratou de aprender danças e melodias indigenas nas quais inseriou textos liturgicos em tupi. 
Essas danças sâo ainda hoje presentes na musica dos caipiras: cururu e cateretè. 

Em 1584, José de Anchieta em sua "Informação do Brasil e suas Capitanias", referindo-se a uma das aldeias de índios do colégio da Bahia, relata:
"(...) les enseñam a cantar y tienem su capilla de
canto y frautas para sus fiestas, y hazen sus danças
a la portuguesa com tamboriles y vihuelas com mucha
gracia, como si fueron muchachos portugueses".
Presente em diversos segmentos sociais da população, especialmente nos ambientes populares, o cultivo da viola também se deu nos meios aristocráticos representando para estes não um meio de vida, mas sim um recurso a mais em seu grau de instrução, voltado para a prática diletante do fazer musical como elemento de distinção social. Assim é que Pedro Taques de Almeida Paes Leme, em seu "Nobiliarchia Paulistana", publicado em São Paulo no ano de 1926, relata sobre a decisão de Salvador Correia de Sá em contratar os serviços de Francisco Rodrigues Penteado como professor de viola de seus três filhos, no ano de 1648:

A nobre família dos Penteados teve origem em São Paulo em Francisco Rodrigues Penteado, natural de Pernambuco, para onde veio ser morador seu pae Manoel Correa com casa, saindo de Lisboa; e em Pernambuco se estabeleceu com negocio grande.
Tendo este filho Francisco Rodrigues Penteado já bem instruído em artes liberais, sendo excelente e com muito mimo na de tanger viola, e destro na arte da música, seu pai o mandou a Lisboa sobre dependência de uma herança que ali tinha; o filho, porém, vendo-se em uma corte das mais nobres da Europa e com prendas para conciliar estimação, cuidou só no estrago que fez do cabedal que recebeu, consumindo em bom tratamento e amizades:
Refletindo depois que não estava nos termos de dar satisfação da comissão com que passara de Pernambuco a Lisboa, embarcou na frota do Rio de Janeiro com Salvador Correa de Sá e Benevides em 1648, o qual tendo de passar a Angola, como passou, para a restaurar dos holandeses, o deixou
na cidade do Rio muito recomendado pelo interesse de instruir nos instrumentos músicos a suas filhas e ao filho mais velho Martim Correa com quem estava unido pela igualdade dos annos. Do Rio de Janeiro, pela demora em Angola do dito Salvador Correa de Sá, que ficou feito general daquele reino, passou para a vila de Santos Francisco Rodrigues Penteado;
e já desta vila subia para São Paulo contratado para casar com uma sobrinha de Fernando Dias Paes, que foi quem o ajustou para este casamento".

E interessante notar que o filho de Francisco Rodrigues Penteado, Manoel Correa casou-se com Beatriz de Barros, filha de Pedro Vaz de Barros neto e sobrinha do Sebastiao Paes de Barros.

Ainda sobre o assunto, Paulo Castagna (2000) reitera a questão citando vários documentos históricos referentes a processos de inventários registrados no Brasil entre os anos de 1604 e 1700,54 arrolando entre os bens, inclusive violas, resumindo sua importância e presença em ambos contextos:

-"Viola, de propriedade de Mécia Roiz, São Paulo entre 01/08/1605 e 04/02/1606.................160 reis
- Viola/guitarra, de propriedade de Paula Fernandes, São Paulo - 19/09/1614..........................640 réis.
- Viola, de propriedade de João do Prado, São Paulo.23/09/1615........................................1,280 réis.
- Viola, de propriedade de Balthazar Nunes, SãoPaulo - 06/1623.........................................1,280 réis.
- Viola, de propriedade de Leonardo do Couto,Parnaíba - 03/08/1650...................................320 réis.
- Viola, de propriedade de Sebastião Paes de Barros,Parnaíba - 24/12/1688................2,000 réis.
- Viola, de propriedade de Afonso Dias de Macedo Itú - 20/03/1700.............sem informação de preço".


Lista no ensaio de gestao de iniciativas sociais, pag. 35 (link em baixo)

Historia do violão

Tudo começou em Portugal. Inspirados em alguns instrumentos árabes esquisitos, como o alaúde (foto ao lado), os portugueses tiveram a excelente ideia de criar um instrumento de 10 cordas. As violas portuguesas/espanholas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país A origem do Violão não é muito clara, pois existem, segundo musicólogos, várias hipóteses para o seu aparecimento. A primeira hipótese é de que o Violão seria derivado da chamada “Khetara grega”, que com o domínio do Império Romano, passou a se chamar “Cítara Romana”, era também denominada de “Fidícula”.
A segunda hipótese é de que o Violão seria derivado do antigo “Alaúde Árabe” que foi levado para a península Ibérica através das invasões muçulmanas. Acreditava-se que desde o século VIII tanto o instrumento de origem grega como o Alaúde Árabe viveram mutuamente na Espanha. Isso se pode comprovar pelas descrições feitas no século XIII, por Afonso, o sábio, rei de Castela e Leão (1221-1284), que era um trovador e escreveu célebres cantigas através das ilustrações descritas nas cantigas de Santa Maria, que se pode pela primeira vez comprovar que no século XIII existiram dois instrumentos distintos que coexistiram nessa época na Espanha.


No século XIV, Guillaume de Machault cita em suas obras a guitarra mourisca e a guitarra latina no século XVI na Espanha, a guitarra mourisca, com quatro coros de cordas, era usada para acompanhar cantos e danças populares, enquanto que a guitarra latina – a vihuela, pertencia ao músico culto da corte.

A Vihuela tinha três denominações distintas: vihuela de mano (em nada diferente do violão atual), vihuela de arco e vihuela de plectro.

A Vihuela de mano constava de cinco cordas duplas mais a primeira que era simples. Os vihuelistas além de precursores dos guitarristas do século XVII, foram também criadores de métodos e formas musicais que serviriam de base para toda a música instrumental que viria depois.
A vihuela é um instrumento que alcança seu máximo esplendor na península Ibérica durante o século XVI, em torno de um ambiente cortesão e sobre as capelas musicais de reis e nobres.
Mas seria um erro pensar que seu âmbito ficou reduzido a península, tendo em conta as contínuas viagens de Carlos V e Felipe II por toda a Europa. Assim mesmo, se repassarmos os inventários de instrumentos musicais nas cortes espanholas, observaremos uma evidente presença de alaúdes, que na Espanha era conhecido como vihuela de Flandres, o qual nos faz pensar em uma convivência de ambos os instrumentos.


Assim no Brasil os instrumentos indigenas e portugueses/espanholas se fundiram na criaçao de musica na conolização do Brasil. Invéntarios apontam a presença de violas em Sâo Paulo a partir de 1613.

A primeira notícia que se tem sobre este instrumento no Brasil, ocorre no século XVII em São Paulo, vendida por um preço exorbitante na época, por dois mil réis. 
Mário de Andrade, no "Dicionário Musical Brasileiro" (1989),atesta, já na década de 40, que
  "é caso curioso, esta guitarra pertenceu a um dos mais notáveis bandeirantes do século XVII"
Havia, também, música para acompanhar as funções religiosas, entoadas por vozes, rabecas, baixão e, na falta de órgão ou outro instrumento de tecla, harpa ou viola.
 

Sebastião Paes de Barros 

filho de Pedro Vaz de Barros e Luzia Leme, tambem os nossos antepassados e irmão do meu 9° avô, Antonio Pedroso de Barrosfoi sertanista e bandeirante que Silva Leme estuda no volume III de sua «Genealogia Paulistana», pg. 502.

Também muito notável pelos serviços prestados à coroa; esteve a partir de 1670 na qualidade de cabo em Tocantins e no Maranhão com o governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Datada de 24 de abril de 1674, há uma Carta do Príncipe Regente D. Pedro, futuro D. Pedro II, a ele dirigida como Cabo da Tropa do Sertão do Maranhão:


"Cabo da tropa da gente de São Paulo vos achais nas cabeceiras do rio de Tocantins, e Grão Pará», isto é, sertões do rio São Francisco e do atual Estado do Piauí até as margens do Tocantins, no Maranhão. Exortando-o a remeter a Portugal amostras dos minerais descobertos. "

Mas Sebastião morreu pouco depois no sertão, ainda em 1674, levando consigo o segredo das descobertas. Quando ali chegou o clérigo Antônio Raposo, paulista que vinha de Lisboa para se lhe reunir, não mais o encontrou.

Foi casado com Catarina Tavares, filha de Francisco de Miranda Tavares e de Isabel Pais Borges de Cerqueira, por esta, neta de Simão Borges de Cerqueira e de Lucrécia Leme, parente dos Vaz de Barros. Faleceu Catharina Tavares em 1671 e seu marido em 1674.

Teve pelo inventário de sua mulher (C. O. de S. Paulo) os seguintes f.ºs.:
(Genealogia Paulistana Vol.III, pag. 502, cap. 6)

1-1 Maria Pedroso de Barros § 1.º

1-2 Antonio Pedroso † solteiro § 2º

1-3 Lucrecia Pedroso § 3.º

1-4 Izabel Pedroso § 4.º

1-5 Luzia Leme § 5.º

1-6 Leonor Leme § 6.º

1-7 Sebastião Pedroso § 7.º 




O nome "violão" 

Em outros países de língua não portuguesa o nome do Violão é guitarra, como pode se ver em inglês (Guitar), francês (Guitare), alemão (Gitarre), italiano (Chitarra), espanhol (Guitarra). No Brasil especificamente quando se fala em guitarra quer se denominar o instrumento elétrico chamado Guitarra Elétrica. Isso ocorre porque os portugueses possuem um instrumento que se assemelha muito ao Violão e que seria atualmente equivalente à “Viola Caipira”. 
A Viola portuguesa possui as mesmas formas e características do Violão, sendo apenas pouco menor, portanto, quando os portugueses se depararam com a guitarra (Espanhol), que era igual a sua viola sendo apenas maior, colocaram o nome do instrumento no aumentativo, ou seja, Viola para Violão.Mas, o uso da nomenclatura usada como referência ao instrumento viola/violão, continua conforme afirma Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, a viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.


 Musica e os bandeirantes:


Os "Inventários e Testamentos" revelam  um amor do paulista pela música, apesar do período tumultuário que atravessa no século XVII.
Efeitivamente é curioso pensar ao bandeirante tocar o violâo. E não acho que foi vida assim romantica como nas pinturas  a esquerda. Sobre a vida dos bandeiratnes se sabe bem pouco e as descriçoes sobre eles risultam do sec. XIX  ou "Romantismo" A pesquisa histórica revela uma realidade bastante diferente: a maioria dos bandeirantes andava descalça e com roupas muito simples. Na verdade, todas as imagens que vemos dos bandeirantes foram feitas muito tempo depois da época em que eles viveram.

Expedições que geralmente partiam de São Paulo e eram organizadas com o fim de capturar índios e encontrar ouro e pedras preciosas, as bandeiras existiram do século 16 ao 18.
A captura de indígenas para serem vendidos como escravos foi a base da economia paulista até o século 17. Naquela época, essa prática era tão lucrativa que era chamada de "negócio do sertão".  No período que vai de 1630 a 1680,  algumas fazendass tinham mais de cem escravos índios.Outro fator que incentivou o aumento da captura de índios foi a própria pobreza em que vivia a maioria dos paulistas. A falta de perspectiva levou vários paulistas a acreditarem que a única forma de saírem da miséria era capturar índios para vender como escravos.

Essa razão não deve desculpar em nada a violência que era praticada contra os indígenas, mas torna a situação mais compreensível e explica talvez quanto a realidade daquela época era mais complexa do que se imagina.

Seja em busca de ouro e outras pedras preciosas, seja em busca de índios para aprisionar e vender, os bandeirantes enfrentavam uma série de perigos e desconfortos: ataques de onças; picadas de cobras, aranhas e insetos; doenças; sem falar na própria resistência oferecida pelos indígenas...

E foi provavelmente no istante que o bandeirante regressando das selvas onde ele havia passado meses, embora da casa e gente, tocou  o violão. Talvez o tocou e cantou nas festas religiosas nas vilas onde os homems e as mulheres se reuniram para os ritos religiosos, dançando a caterete dos povos indigenas.
As mulheres e crianças que para muito tempo permanecevam nas fazendas com os escravos para coltivar as terras, talvez cantavam no trabalho. Muitos deles tambem jà com raizes indigenas, filhos de mâes indigenas e assim com cultura de musica indigena e branca, tocando o violão e a guarapeva, chocalhando maracás, etc.
E como acima descrito de seguro foi tambem importante saber tocar o violão para razões de "prestige" e um certo "ser nobre".


Certo é que a partir do século XVI os portugueses levaram a viola a todas as regiões coloniais, incorporando-a nas culturas locais, entre outras, das ilhas da Madeira, Cabo Verde, Açores e também do Brasil. A esse respeito documentos existentes atestam inúmeras atividades artísticas desenvolvidas a bordo das naus portuguesas, inclusive vindas para o Brasil, desde o século XVI, resumindo especialmente teatro, diálogos e comédias, folias (*), e dança, sempre acompanhadas por música.

(*)"Vocabulario Portuguez e Latino", publicado em Lisboa entre os anos de 1712 e 1727, escreve: (encontrado no ensaio do Gestao de Iniciativas Socias, pag. 32, link embaixo)

"Folia. Derivafe do Grego Phelcos, que quer dizer Homem ridículo, ou de Phaulos também Grego, que às vezes val o mefmo, que liviano, & doudo, (como notou Henrique Eftevaõ, no Livro da precedência do idioma Francez. De Phelcos, ou Phaulos, fizeraõ alguns Autores Follus, que foy ufado na baxa Latinidade por Doudo, louco (...) Entre nós Folia val o mefmo que Festa de varias peffoas, tangendo, & cantando com tanbor, & pandeiro, ou Dança com muytas foalhas, & outros instrumentos, com tanto ruido, extravagancia, & confufaõ, que os que andaõ nella parecem doudos. (...) Qualquer efpetaculo, jogo, ou demoftraçaõ alegre, que fe faz em dias de fefta". 





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Iberian Peninsula at Night

Um grande foto de Espanha e Portugal link nasa earth observatory.

 
Os paises de nossos antepassados. 

Natural do Algarve, Pedro Vaz de Barros foi morador em Lisboa e em 1603 foi nomeado cap.mor governador de São Vicente em Brasil. em 1605 voltou para Portugal mas retornaria ao Brasil. No retorno, casou com Luzia Leme, filha de Fernando Dias Pais e de Lucrécia Leme, estabelecendo-se com fazenda em Pinheiros, além de possuir o sítio de Itacoatiara e grande número de escravos índios.
Casou com Luzia Leme e tive 8 filhos:

  • Antonio Pedroso de Barros c/c Maria Pires de Medeiros
  • Valentim de Barros c/c Caterina de Gois e Siqueira, 
  • Luiz Pedroso de Barros c/c Leonor de Siqueira, 
  • Pedro Vaz de Barros (Vaz Guaçú) Fundador de S. Roque. Não foi casado mas deixou nove filhos bastardos  de diversas mulheres, como consta do seu inventário em 1676, 
  • Fernão Paes de Barros c/c Maria de Mendonça, 
  • Sebastião de Barros c/c Catarina Tavares,  
  • Jeronimo de Barros faleceu solteiro, 
  • Lucrecia Pedroso de Barros.c/c Antonio de Almeida Pimentel